542 20/1/2015

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Assassin's Creed III

O momento da revolução não é agora…

A série Assassin’s Creed é caracterizada pela elaboração de seus cenários: belas paisagens e arquiteturas de cidades europeias da época do renascimento, bastante detalhistas. Se há algo que é único na série é o enredo: a construção dos personagens, e como se desenrola toda a história entre fatos reais e fatos fictícios. Isso principalmente em relação à saga de Ezio Auditori, introduzido no segundo jogo. Assassin’s Creed III atravessa o Oceano Atlântico e traz a história para o Novo Continente, em plena Revolução Americana. Há muito o que se fazer neste novo jogo: explorar cidades como Boston e Nova York, construir sua própria moradia, velejar pelos mares, caçar, ou simplesmente – e quando digo isso, é porque realmente vale a pena – admirar o visual do jogo. O conteúdo de Assassin’s Creed III é demasiado vasto, mas talvez sua grandeza tenha sido seu maior erro. O problema de um jogo tão grande como este é que alguns detalhes não são considerados em sua devida importância. Logo, o jogo traz uma certa inconsistência e confusão, em que se pode ficar perdido e se perguntar “o que realmente eu estou fazendo e por que?”. Assassin’s Creed pode ser encantador em vários momentos, mas também, em muitos outros, pode parecer extremamente estúpido.

Apresentação

Assassin’s Creed III inicia a saga de Connor, um nativo americano, um pouco explosivo, que acompanharemos sua história desde criança, com suas brincadeiras de esconde-esconde com os amigos, como um jovem caçador que tenta se destacar em sua vila, e enfim, um assassino treinado em busca de vingança. Mesmo o acompanhando desde o início, a construção de seu personagem não é tão trabalhada como a de seu antecessor, Ezio. Muitas vezes você provavelmente se perguntará qual é a motivação de Connor para fazer o que ele faz, ou o que o faz reagir da maneira que ele reage (as vezes com exagero, as vezes, sem emoção alguma). Mais ainda, a impressão que se tem é que Connor simplesmente segue ordens que talvez nem ele mesmo entenda, e seus questionamentos as vezes parecem vazios, ou confusos, deixando o próprio jogador confuso a respeito de que lado ele tomaria na Revolução, ou se tomaria algum lado.

São também muitos personagens no enredo, e mesmo que exista todo o database da Animus para tentar te orientar, ainda assim, não é o suficiente, e mesmo que eu goste muito de história, de maneira geral, quando jogo um jogo, meu intuito não é de interromper o fluxo do jogo para ler excessivamente sobre os personagens e os eventos históricos, sem contar que as piadas de Shaun não trazem muita graça (mas algumas de suas curiosidades para mim foram realmente uma novidade interessante).

Enfim, alguns pedaços da história não se encaixaram de maneira convincente, o que dá a impressão de que elas não foram trabalhadas de maneira adequada. Treinar seus assassinos, por exemplo, não parece ter muito sentido. A construção de sua morada, por outro lado, é algo que surpreendeu positivamente. As missões que envolvem o crescimento da mesma trazem um sentimento de proximidade com os personagens que passam a coexistir com ela, e o sistema de artesanato e exportação de caravanas te dá uma certa sensação de crescimento. Nesse sentido, há uma melhora muito grande em relação à mansão de Mario no Assassin’s Creed II ou mesmo no Brotherhood ou Revelations.

Há também os momentos do enredo em que o protagonista é Desmond. São missões extremamente curtas e todos os diálogos são opcionais. Não é tão divertido jogar com Desmond como é jogar com Connor. O motivo talvez seja você se sentir fora de contexto: em pleno século XXI e ainda se usa uma faca para o combate. Ora, não fui bem eu que disse essa frase. Ainda assim, é válido conferir os diálogos se você se interessa pela a história. A finalização de Desmond pode muito bem surpreender a alguns, como também decepcionar a outros. Eu pessoalmente fiquei neutro em relação ao que acontece, mas posso adiantar, sem spoillers, que de certa forma, fiquei ansioso pelo próximo jogo só para saber e entender o desencadeamento dos fatos.

Jogabilidade

Ubsoft, neste novo jogo da série, fez algumas melhoras. Subir em paredes? Isso vai acontecer, de maneira mais fácil e melhorada. Pular pelos telhados? Isso também será possível, como também subir e pular entre árvores. Várias maneiras de assassinato? Sim, e muitas mais bem elaboradas. Além disso, como já foi dito, caçar e velejar. As missões no mar são uma diversão à mais, e a maioria delas é também opcional. Neste caso, tudo que é opcional, para mim, é bom. Se você gostou, faça as outras. Se não, não faça, e nada vai interferir.

O que se diferencia nesse jogo é que as missões se caracterizam muito mais em seguir e matar; sejam animais ou pessoas. Esconder-se em meio à multidão ou em outros lugares não parece uma perda de tempo ou algo farsante. Em missões de se escutar conversas, há um desafio maior. As batalhas ainda são extremamente fáceis, o que leva a perguntar: qual a vantagem de ter essa arma ou aquela? Há diferenças na armadura? O jogo, então, não é desafiante em certo sentido, se você simplesmente quer completar as missões sem nada opcional proposto. Ele torna-mais desafiador quando se tenta completar as missões com 100%. Isso sim, ocupa um bocado de tempo.
Algo que me irritou profundamente, no entanto, foi o modo trainning do jogo, que não existe, ou pelo menos não vi. Há apenas o tutorial, e se você se esqueceu de alguma coisa, terá que voltar em determinado momento do jogo para lembrá-la, ou a tentativa e erro, dependendo de sua paciência. Talvez algumas coisas do jogo eu não tenha tido acesso. Ele não é muito “auto-explicativo”.
O modo multiplayer, não direi muito: pode ser divertido, mas não é algo que prende o jogador. Nunca foi o forte na série, desde que surgiu no Revelations. A grande sacada de Assassin’s Creed III é a liberdade dada ao jogador de circular em seus imensos territórios após suas missão. Isso é o que impressiona mais no jogo.

Gráficos/Som

Pode-se dizer que Assassin’s Creed III não se destaca pela sua história, como se destacavam seus antecessores. Assassin’s Creed III se destaca novamente pelo seu visual. As cidades de Nova York e Boston são maravilhosamente detalhadas, cheia de pessoas, barulhos de conversas, animais… As florestas, os espaços abertos, lagos, também as missões marítimas, tudo isso foi feito com muita dedicação, e ao presenciar tais cenários e relembrar os vídeos da Ubsoft dizendo sobre a criação de Assassin’s Creed III, imaginamos realmente a dificuldade que os produtores tiveram para criar tais cenários. E pela história acontecer em um período de tempo longo, haverá a oportunidade de ver os cenários em diversas estações: florestas cobertas de neve no inverno; a úmida e colorida primavera, o brilhante verão e as neblinas de outono. Você também ouvirá, além da música de fundo que se encaixa bem no contexto, o som de alguns dos animais, de seus passos atravessando matagais mais densos. Mesmo em batalhas, os tiros das espingardas da época, a população gritando e conversando, tornam o ambiente bem realista, mas sem te tirar da fantasia do jogo. Todas essas questões foram cuidadosamente levados em conta Certamente, há uma série de bugs e falhas, que qualquer um pode muito bem perceber se destacando no cenário, alguns sendo até bem irritantes e podendo atrapalhar na jogabilidade, como por exemplo ser atravessado literalmente por um inimigo, ou ficar preso entre duas paredes, ou ser atrasado tentando pular de um lugar para outro. Isso, no entanto, não tira muito da qualidade que os gráficos e o visual de Assassin’s Creed III. De qualquer maneira, é uma nova tecnologia que a Ubsoft vem implantando para a construção visual de seus jogos. Tudo no jogo vem sendo mais detalhado, mais trabalhado. Talvez essa seja a consequência de tentar ultrapassar barreiras tecnológicas.

Veredito

Assassin’s Creed III não foi o melhor que a série pode oferecer. Acho que o grande pecado foi a história inconsistente. O que impressiona na série é realmente a história e suas voltas, a construção do personagem, etc. Em Assassin’s Creed II, seguido de Brotherhood e Revelations, você simpatiza com Ezio porque você vê um crescimento do mesmo como personagem. Em Assassin’s Creed III, o mesmo não se pode dizer de Connor. A impressão que se tem é que ele não muda com o passar do tempo.

A jogabilidade também não trouxe muitos diferenciais. Ubsoft realmente tornou mais prático o mecanismo de jogo, mas não é algo que impressiona. O que realmente continuou a impressionar são os cenários e o visual: o arcabouço artístico. Por ser um conteúdo vasto (são aproximadamente 30 horas de jogo), e levando em conta que o preço não foi tão alto como o é de muitos jogos que são lançados no Brasil (custo de R$176,90 para Playstation 3 e Xbox 360, enquanto a maioria dos jogos custa aproximadamente R$200,00 ou mais; R$84,99 para PC, enquanto a maioria custa em média R$99,90), pode-se dizer que em relação ao custo e benefício, vale a pena.

Como nota final, 7,5 parece caracterizar bem o que é o jogo. Quando digo 7,5, não pensem que é um jogo péssimo, sem qualidades. É um jogo acima da média, bom, satisfatório… As propagandas de Assassin’s Creed III foram todas voltadas para a questão de “iniciar a revolução”. Dessa vez, a chama da revolução não foi acesa, infelizmente. Por fim, vale um conselho: se você já jogou os outros jogos da série e gostou, pois gosta tanto do gênero como também achou boa a história, você deve continuar com Assassin’s Creed III. Provavelmente não vai lhe agradar tanto quanto os outros, mas ainda assim, ele tem seu valor. Se você nunca jogou nenhum dos jogos da série, talvez seja melhor começar por um outro jogo: talvez Assassin’s Creed II seja um bom começo.

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7.8

As propagandas de Assassin’s Creed III foram todas voltadas para a questão de “iniciar a revolução”. Dessa vez, a chama da revolução não foi acesa, infelizmente. Por fim, vale um conselho: se você já jogou os outros jogos da série e gostou, pois gosta tanto do gênero como também achou boa a história, você deve continuar com Assassin’s Creed III. Provavelmente não vai lhe agradar tanto quanto os outros, mas ainda assim, ele tem seu valor.
  • + Gráficos excelentes
  • + Boa jogabilidade
  • + Trilha contundente
  • - Personagens não desenvolvidos
  • - História inconsistente

Informações do Jogo