1047 20/1/2015

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Azura's Wrath

Muito grande para um filme, muito pequeno para um jogo

Asura’s Wrath representa a passagem de um desenho japonês para a mídia dos games, se você gosta de animes e mangás…esse jogo vai ser uma experiência incrível! se não…mesmo assim vai gostar. Com uma história simples e bem direta, personagens intrigantes, gráficos originais, gameplay divertido mas repetitivo e um dos personagens mais brutos de toda a história dos videogames, esse jogo impressiona e transforma sua curtissima campanha em motivo para quase achar que o jogo é ruim.

Apresentação

O jogo se passa em um mundo semelhante à Terra e conta a um pedaço da história de um semideus chamado Asura. Se tratando de semideuses, o tempo se passa em velocidades inimagináveis e a distância entre duas partes do jogo pode representar milênios. Começamos no meio de uma batalha entre os semideuses e Gohma, uma espécie de Gaia maléfica que pode facilmente destruir o planeta. A situação é tensa mas Asura, junto com mais 7 semideuses e a ajuda de sua filha, que é a sacerdotisa mais poderosa desse mundo, conseguem dominar uma forma grande de expressão de Gohma chamada Vlitra.

Até aí tudo bem. O problema é que voltando para casa, Asura descobre que está envolvido em uma tomada de poder de um General que ao matar o Imperador, o culpa por essa morte e o expulsa da terra dos deuses, quase o exterminando; além de matar sua mulher e aprisionar sua filha. A partir daí, a raiva desse personagem começa a crescer e um objetivo é colocado: recuperar sua filha e eliminar todos que estiverem em seu caminho.A história tem um desenrolar muito previsível, mas é mais por opção do que por não percepção dos desenvolvedores. Animes e mangás japoneses focam mais em como você vai chegar ao fim do que a presença de uma mudança no curso dos eventos que surpreende; e Asura’s Wrath representa essa visão muito bem pois é muito gratificante vencer os inimigos que cada vez parecem mais difíceis. O que também nos leva a falar do exagero. Inimigos grandes não são tão grandes se não forem maior do que o próprio tamanho do planeta e não são fortes se não puderem destruir o planeta facilmente. Oras…estamos falando de deuses aqui.

Toda a história é recheada de elementos da cultura hindu e um mix de outras referências asiáticas. A mistura desses aspectos com a fantasia do jogo proporciona uma sensação curiosa de um lugar novo mas ao mesmo tempo familiar, o que me deixou com vontade de pesquisar sobre cada ponto ou nome conhecido que aparecia. É uma ambientação que foi construída de forma muito interessante.

A única coisa que me faz criticar esse jogo é o seu tamanho. São 18 episódios de aproximadamente 20 minutos cada, sendo que mais se assiste do que joga em cada um. O game tem como objetivo ser uma mídia de apreciação visual e eventual jogabilidade, então há de se esperar que seu foco esteja no desenrolar dos acontecimentos e não tanto no seu gameplay, mas ao final tive a sensação que paguei por essa experiência e não por um jogo propriamente dito. Toda a ambientação hindu parece que é desaproveitada em um mundo que é complexo demais para pouca história.

Jogabilidade

O pouco tempo que se tem jogando pode ser dividido em dois estilos: hack and slash e uma forma de tiro de combate aéreo. As partes de luta em chão são recheadas de movimentos brutos e grosseiros, mas nada tão sangrento e grotesco como God of War ou Dante’s Inferno. Os movimentos são muito divertidos de se realizar, mas não necessitam de muito treino pois não são muitos e nem difíceis. Me lembra o jeito de jogar de Naruto no sentido que se aperta um botão e o boneco faz coisas incríveis. Para ficar mais interessante, há alguns contra-ataques que deixam mais dinâmicas as batalhas e aumentam as possibilidades. Muitas vezes o que me deixava mais animado com essas partes era a possibilidade de ver uma animação nova quando um novo oponente aparecia, acredito que o estilo de apreciação passiva que o jogo impõe me cativou.

O outro jeito do gameplay é quase um mini-game, ou eu diria que é um mini-game se não fosse uma parte tão expressiva do jogo. Você mira em alvos que estão se movendo em sua direção e atira poderes com as mãos, variando apenas em tiros únicos ou juntos quando a mira vai travando em alguns lugares. Não é um jeito de jogar inovador, mas cai muito bem para deixar sempre variada a forma de interação com o filme…ou jogo.

Vale ressaltar que perpassando os dois estilos de jogabilidade, há os ‘quick-time-events’ que já estão bem consolidados como forma de fazer o jogo jogar por você apertando os botões certos na hora certa. Como esse jogo tem o foco na imagem, é claro que esse recurso seria muito utilizado. A vantagem aqui é que ele é feito de forma mais inteligente, buscando dar ao jogador a sensação de que os movimentos no controle representam uma ação com dinâmica de movimento parecida na tela. Espere até você ter que apertar ‘B’ ou ‘Bola’ no controle até o dedo doer…e se sentir bem pois parece que Asura está tendo a mesma dificuldade que você em chegar com a barra de progresso até o fim!

Ao final de cada episódio é dado uma nota para três quesitos: tempo, sincronização (com os quick-time-events) e estilo (assim como em DMC). É um incentivo para voltar em um episódio e tentar alcançar a melhor nota: Ranking S!

Gráficos e Som

Gráficos impecáveis, originais e muito detalhados e trilha e efeitos sonoros maravilhosos. Eu poderia parar com essa única frase nessa parte e estaria suficiente, pois não há o que falar mal desses dois quesitos. A arte dos personagens é muito original e traz à tona discussões sobre videogames serem arte/cultura/etc; e o jogo reconhece isso tanto que te da uma sessão só para apreciar os desenhos e pinturas que deram vida ao projeto. O nível de sabedoria do uso de cores e luzes lembra o aclamado Journey e vai agradar até mesmo aqueles exigentes por bons gráficos, mesmo que em termos técnicos o visual não seja lá essas coisas.

A trilha sonora acompanha bem a vivência nesse universo meio hindu/asiático e meio fantasioso, mas a presença desta fortemente até mesmo em momentos de luta reforça a experiência de observação que o game se propõe. As vozes, que podem ser tanto em japonês quanto em Inglês, são muito bem interpretadas, mas infelizmente a versão japonesa conta com um defasamento grande entre o movimento dos lábios e o som. Sugiro que ouçam a trilha para ter ainda mais vontade de jogar.

Veredito

Asura’s Wrath é um jogo que vale a pena jogar. Não é o jogo que vai te fazer querer ficar horas repetindo os episódios ou mesmo buscar fazer um melhor score, mas é um jogo que busca dar uma experiência audiovisual para quem gosta de uma emocionante história. Quem comprar como um jogo não vai ficar muito satisfeito, pois não jogará muito e esse é um problema sério na sua categorização, mas como formas alternativas de se jogar estão cada vez mais populares, a aceitação deste é grande.

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9.0

Não é o jogo que vai te fazer querer ficar horas repetindo os episódios ou mesmo buscar fazer um melhor score, mas é um jogo que busca dar uma experiência audiovisual para quem gosta de uma emocionante história.
  • + experiência diferenciada
  • + gráficos originais
  • + trilha excepcional
  • - muito curto
  • - as vezes repetitivo