1046 20/1/2015

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Braid

Um jogo que desafia a inteligência, busca atingir emocionalmente o jogador e faz isso com um refinamento artístico pouco visto em grandes títulos no mundo dos games. Braid é um jogo lançado pela XBLA (Xbox Live Arcade) e, como é o propósito da plataforma, é um Indie produzido por Jonathan Blow que desenvolveu o jogo sozinho durante três anos contando apenas com a arte de David Hellman. O resultado cumpre o seu objetivo que, de acordo com seu criador, é uma crítica às tendências atuais de desenvolvimento de jogos.

Apresentação

Braid tem uma história simples ao primeiro ver. O protagonista, Tim, cometeu um erro no passado, teve seu amor sequestrado por uma criatura horrível e agora ele deve passar por seis mundos que existem como um sonho até o enfrentamento final, sendo a história mais completa detalha antes de cada mundo por passagens do pensamento de Tim escritas em livros. Contudo, a história pode ser interpretada de diversas formas, e o quão cínico, romântico ou perspicaz o jogador seja determinará o entendimento final. Os arrependimentos e pensamentos do protagonista, então, se mesclam com a dinâmica principal do jogo que se baseia na manipulação do tempo, volta ao passado e a invencibilidade.

Se quiser, o jogo pode ser atravessado em pouquíssimos minutos, passando pelos mundos de forma totalmente apática, mas se o intuito é adquirir os pedaços de quebra cabeças, o tempo para pegar as 12 peças por cada mundo irá variar de acordo com a capacidade intelectual de quem está jogando. É um jogo difícil…mas é difícil porque as lógicas são variadas e diferentes do que estamos acostumados com os games mais famosos e com certeza há quem o vença com facilidade. Cada desavio proposto institui uma mecânica simples, mas com aplicação de difícil observação a primeira vista, o que faz com que a história também se encaixe com os propósitos do gameplay.

Som e Gráficos

O perfeccionismo de Jonathan Blow é perceptível nos mínimos detalhes e a combinação dos gráficos bastante coloridos que se assemelham a uma tela pintada em aquerela junto com a trilha sonora licenciada faz do jogo uma experiência artística que não se tem comparação. Apesar de não haver complexidade no desenho ou nas animações, elas são harmoniosas e fáceis de serem observadas. Vale a pena entrar no site oficial do game e só ficar ouvindo as músicas e pegar uma tela do jogo para pendurar na sala da casa de tão bonitas que são.

Gameplay

A dinâmica do jogo não é nova, mas sua implementação é única principalmente por sua adequação à história e cenário. Tim pode usar de uma série de mecânicas de manipulação de tempo para passar pelo mundo de plataformas estilo Mário e coletar as peças do quebra cabeças. Além disso, Tim não morre, pois a capacidade de voltar atrás é sempre presente e obrigatória em momentos que representariam a morte, o que não torna o jogo mais fácil, mas sim o coloca em distante perspectiva com os objetivos gerais de jogos grandes. Os botões são extremamente responsivos e as opções são pouco variadas, podendo pular, voltar no tempo ou usar de alguma dinâmica também relacionada.

As opções variam de criar uma bolha onde o tempo só é diminuído de velocidade dentro dela, a criação de uma sobra que refaz o que Tim fez antes de acionar os poderes de voltar ao tempo, avançar rapidamente no tempo já retornado, entre outras. Alguns objetos, delineados em verde, não podem se afetam, o que possibilita uma série de puzzles interessantes.

O ponto que faz com que Braid não tenha problemas, é o seu tamanho e preço. É um jogo que em poucas horas, a não ser que garre em algum mundo, e tem o seu preço mais elevado que a maioria dos jogos Arcade. Também, uma vez jogado o jogo completo, a vontade de o jogar novamente não é tão grande pois não oferece dificuldades maiores ou diferenças, então é um título que só é interessante para a primeira vez. Isso, claro, se a história for entendida diretamente, o que as vezes pode ser chato para alguns já que são textos “complexos e poéticos” que nem sempre apelam para o ânimo de quem está jogando.

Veredito

Para quem quer variar o jeito de jogar um jogo e fazer parte de uma imersão bem artística, Braid é um game que é difícil de criticar. Contudo, assim como outros jogos que apelam menos para a mídia, como Journey, este não é para todos. Seus pontos positivos são imensos e demonstram que um jogo de extrema qualidade e refino pode ser feito por uma equipe pequena que não tem seu foco na produção em massa ou em fazer o que é esperado. O jogo atualmente está disponível não só para Xbox, mas também para PC, Unix, Linux, Mac e PS3. Vale a pena jogá-lo.

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9.3

Para quem quer variar o jeito de jogar um jogo e fazer parte de uma imersão bem artística, Braid é um game que é difícil de criticar.
  • + Gráficos e Trilha sonora inovadores
  • + ótima história
  • + controles responsívos
  • - preço alto
  • - pouco valor de replay