376 20/1/2015

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Dante's Inferno

Dante deve atravessar os nove círculos do inferno para tentar salvar sua falecida amada das mãos de Satan. Nessa adaptação da literatura clássica do Inferno de Dante, EA Games tentou desenvolver um jogo extremamente bruto, sanguinário e cheio de ação ao mesmo tempo repetitivo, mal terminado e muito pouco original.

Apresentação

Ao começar o jogo, a primeira coisa que se percebe é a sua similaridade com God of War para aqueles que já jogaram e a brutalidade que o caracteriza. Dante, após voltar de uma cruzada, tinha intenção de se casar com Beatrice, mas durante sua jornada cometeu diversas atrocidades e, ao voltar para sua amada, a encontra morta com Satan ao lado para levar sua alma para o inferno. O protagonista não aceita e persegue o rei do submundo em uma jornada para se redimir e tentar salvar a alma de Beatrice, tendo que passar por nove círculos do inferno (Limbo, Luxo, Gula, Avareza, Raiva, Heresia, Violência, Fraude e Traição) para enfrentar Satan.

A história se desenvolve bem no início do jogo, dando uma vontade de seguir a diante após cada desafio. A dinâmica de plataformas e espaços abertos coloca o jogador com uma visão ampla do seu objetivo ao fundo e o presenteia a cada parte vencida. Contudo, à medida que o tempo passa, os locais ficam mais restritos e a história começa a se perder já que é difícil lembrar qual o objetivo principal e qual é o propósito de avançar por salões parecidos e repetitivos. Todo jogo de “hack and slash” sofre um pouco de repetição de movimentos, quebra-cabeças (puzzles) e desafios, mas parece que Dante’s Inferno é um jogo que não teve condições de manter o mesmo nível de produção do início ao final, começando bem e piorando drasticamente a cada hora jogada.D ante tem, também, que encontrar relíquias no inferno e absolver ou punir almas para ganhar mais pontos e poderes especiais. É uma quantidade não muito grande e na maior parte das vezes você esquece que existem esses objetos e seres pedindo ajuda.

O jogo conta a hisória através de dialogos em jogo, CG’s e animações, que variam de uma forma até harmoniosa, mas não muito explicativa ao longo da jornada, mas são bem feitas e cumprem o seu papel de renovar os votos emocionais do jogador para chegar até o final do jogo. Os gráficos gerais do jogo são muito bons e passam com bastante realismo as expressões dos personagens, a forma de matar os monstros é muito cinematográfica e faz você querer gritar com voz grossa, o que é um ponto muito positivo da mesma forma que em God of War.

Gameplay

Mais uma vez, é impossível não relacionar este jogo com God of War de tanto que ambos são parecidos. A dinâmica de jogo, os quebra-cabeças e até as combinações de botões são muito parecidas; se você sabe jogar um, sabe jogar o outro. Dante tem uma foice principal que se estende para executar os movimentos, uma cruz que pode soltar luz e poderes especiais. Sua força e poderes podem ser customizados com as relíquias achadas, que também aumentam de nível, e os movimentos podem ser adquiridos com pontos que você ganha ao matar os inimigos.

No início do jogo, cada novo monstro representa um pecado ou uma criatura mitológica ou literária e os jeitos brutais de os eliminar gera um sentimento de repulsa e mais vontade de jogar ao mesmo tempo. As plataformas e cenários são bem desenhados e a cada momento o sentimento de avanço fica claro. Poucos círculos depois, a repetição dos mesmos monstros e desafios tão fáceis que nem podem ser chamados de desafios tomam o lugar para fazer as ultimas horas serem extremamente chatas. Chega a a tal ponto que em uma das últimas partes ser basicamente um minigame com uma plataforma flutuante e ondas de inimigos que tem que se eliminar de determinada forma, sem usar algum tipo de poder ou em determinado tempo; nem um pouco legal.

Veredito

Dante’s Inferno é um jogo que podia ser melhor. Mesmo sendo muito similar a outros títulos do gênero, ele traz inicialmente uma dinâmica interessante e uma sensação clara do objetivo à diante, proporcionando a empolgação necessária para enfrentar os diversos obstáculos presentes. Os monstros são bem elaborados e a forma de os eliminar e seguir em combos é muito bem feita, mas essa sensação só se mantém nos primeiros momentos e, se observar bem, mais de 70% das criaturas podem ser mortas com um só tipo de ataque, deixando somente a critério do jogador se ele quer variar ou não para quebrar a monotonia.

Aí se chega na metade do jogo e o caminho vai ficando cada vez menos interessante, os amplos espaços viram salas pequenas, os quebra-cabeças são ridiculamente fáceis e a história não consegue se manter presente e interativa, transformando o jogo em uma repetição piorada das primeiras partes. É um jogo que só vai interessar àqueles que adoram “hack and slash” e não têm problema em eliminar crianças não batizadas no inferno ( foto ).

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6.3

Dante's Inferno é um jogo que podia ser melhor.
  • + Bons gráficos
  • + boa dinâmica de jogo
  • - Jogo parece incompleto
  • - repetitivo