413 20/1/2015

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Dead Space

O Espaço é indiferente aos seus medos

Com a estreia de Dead Space 3 se aproximando, faz-se cada vez mais necessário uma retomada dos seus predecessores, uma análise do enredo, da jogabilidade, e do terror que eles trouxeram para os consoles e PC. Se você gosta de jogos de terror e sobrevivência, a série Dead Space se destaca em ambos os estilos. Se você ainda não é um fã, sempre teve receios (ou medo), mas gostaria de começar, talvez nenhum jogo seja melhor do que o primeiro Dead Space, que aqui está sendo analisado.

Apresentação

Dead Space tem um enredo interessante e bastante consistente, mas antes de contar um pouco dessa história, melhor contextualizá-los sobre o universo que é trazido no jogo. Ele se passa no século XXVI, quando os humanos já absorveram todos os recursos naturais que o planeta poderia Terra oferecer. Sendo assim, fazia-se necessário uma exploração espacial em busca de novos recursos em outros planetas, e assim foi desenvolvido a tecnologia para viagens espaciais em grande velocidade. A empresa C.E.C (Concordance Extraction Corporation) é a pioneira no assunto, e a primeira nave, U.S.G. Ishimura é o modelo para este tipo de exploração. O nome é em homenagem ao cientista que Hideki Ishimura, criador do dispositivo Shockpoint Drive, dispositivo que permite viajar entre as galáxias em velocidade maior que a da luz.

A nave Ishimura, no entanto, perde contato com a Terra, e uma equipe é enviada para entender o que aconteceu com a expedição. Ai entramos no verdadeiro enredo de Dead Space: Isaac Clark, engenheiro de espaçonaves, especializado em naves de grande porte, se voluntaria para fazer parte da equipe, pois sua namorada, Nicole, era médica da expedição de Ishimura. Ao chegarem na grande nave, todos tem uma grande surpresa: ela está deserta, nenhum tripulante à vista, e desorganizada ao ponto de dar a impressão de que tentaram abandoná-la com velocidade. O enredo é simples e direto, mas também é interessante e chamativo, como um verdadeiro filme de terror. A história vai se desenrolando com algumas cut-scenes e textos que são encontrados na medida em que se avança no jogo, e vai se tornando mais complexa e psicológica. O universo de Dead Space se amplia, então, na medida em que é jogado. Precedendo o jogo, há um filme que conta a história da tripulação da U.S.G. Ishimura, mas o filme não é grandes coisas, e talvez seja mais interessante tentar entender a história apenas pelo jogo.

Alguns pontos, no entanto, incomodam no enredo. O primeiro deles é o fato do personagem, Isaac Clark, ser um engenheiro voluntário na tripulação de resgate, mas ao mesmo tempo ser um excelente atirador, um excelente sobrevivente. O passado do mesmo não é nada claro, não se sabe exatamente como ele se voluntariou, e se recebeu algum treinamento. Jogadores mais preocupados com o enredo podem também ser críticos em relação à esse ponto, ou podem ser piedosos, e imaginar que, por se tratar de uma operação de reconhecimento, Clark recebeu treinamento militar. O segundo ponto, e este sim, fica difícil de abstrair, é o fato de que Isaac Clark não fala, não emite uma palavra no jogo inteiro. Por que a produção do jogo escolheu esse silencio? Isso é um mistério. Fato é que o silencio de Clark é incomodo e incoerente. O máximo que temos de Clark são expressões corporais, como apoiar a cabeça sobre à mão em estado de choque, etc., mas como o mesmo passa o jogo com uma armadura que esconde seu rosto, essas expressões são insuficientes. Num jogo como este, o que espero também é a reação do personagem principal. Sem ela, o jogo fica mais vazio, sem o sentido que se propõe.

Jogabilidade

Algumas pessoas podem não gostar muito da câmera de terceira pessoa de Dead Space, pois o personagem fica no lado direito da tela. A maioria de jogos em terceira pessoa mantém o personagem no centro, sem muito foco, fazendo apenas um zoom quando se trata de atirar ou realizar outro tipo de ação. Por se tratar de um jogo de terror, a câmera em Dead Space sempre se mantém próxima de Isaac, e isso ajuda a aguçar a ansiedade que o jogo provoca.

Os controles são também bastante responsivos, e não há muito mistério, nem muita novidade, nas armas que são possíveis de serem utilizadas. Dead Space é um bom jogo no ramo de tiros, mas qualquer ação que saia desse padrão traz dificuldades. Você pode enfrentar as criaturas que encontra no corpo a corpo, mas provavelmente fracassará e se sentirá injustiçado. Os movimentos de ataque corpo a corpo são lentos e muito amplos, difíceis de acertar. Utilizei pouquíssimas vezes esses comandos, e na maioria das vezes era para quebrar caixas e adquirir equipamentos.

Outro ponto que ficou falho no jogo: há um comando que serve para indicar o caminho a se seguir na nave. Essas indicações, no entanto, na maioria das vezes, não nos leva onde realmente deveríamos ir, confundindo muitas vezes o jogador. Conselho então para novos jogadores: não utilizem esse comando.

Gráficos e Som

Seria injustiça dizer que Dead Space não traz gráficos tão bons. O jogo já tem uma idade avançada nos consoles, então não aprecia toda a capacidade de um Xbox 360 ou um Playstation 3. Os gráficos, para sua época, são muito bons, e devo dizer que, quando se trata de construir um cenário assustador e envolvente, a equipe responsável soube fazê-lo com sucesso. Dead Space não só traz medo e horror com aquilo que se tem que atirar e matar. Muito mais que isso, o que o cenário apresenta, o que se descobre em cada sala, a claustrofobia do elevador, torna a experiência única para quem gosta de jogos de terror. E mais ainda, pelo jogo se passar no espaço, a ansiedade aumenta. É muito claro o velho ditado: "no espaço, não podemos ouvir seus gritos". Ora, não que o espaço tenha ou não piedade; não é disso que se trata. O espaço é simplesmente: indiferente.

Claro, com um bom cenário, deve-se também haver uma boa trilha sonora. Os efeitos sonoros do jogo são extremamente adequados, assim como o thriller instrumental tocado ao longo do jogo. É como se o a trilha sonora do jogo tivesse sido produzida para um filme de terror de Stanley Kubrick, como O Iluminado, por exemplo (excelente filme). Não se trata, obviamente, de uma trilha sonora para se ouvir em outros momentos. Dead Space não traz nada musical, apenas medo, horror, e com essa combinação, temos um verdadeiro sentimento de sobrevivência. Tenho que admitir aqui minha dificuldade de ir para meu quarto no escuro após jogar horas de Dead Space.

Veredito

Dead Space é um jogo que certamente deve ser explorado por fãs do gênero sobrevivência e terror e também por aqueles que se interessam em conhecê-lo. Certamente, neste ramo, ele é um dos melhores jogos. Sim, ele apresenta algumas falhas que podem atrapalhar um pouco na experiência, mas cumpre muito bem o seu objetivo: assustar e horrorizar. Traz um enredo decente e juntamente com cenários bem construídos e, acredite, criaturas terríveis. O universo se amplia na medida em que jogamos o jogo, e poderia aqui colocar mais uma série de motivos para jogá-lo, mas assim, daria uma série de spoillers que estragariam a experiência de um novo jogador. Então, não tenha medo, jogue o jogo, e divirta-se.

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8.7

Dead Space é um jogo que certamente deve ser explorado por fãs do gênero sobrevivência e terror e também por aqueles que se interessam em conhecê-lo
  • + Cenários assustadores
  • - Isaac não fala... (estranho)