581 20/1/2015

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Dead Space 3

"Eu não tenho mais medo, Ellie."

Dead Space 3 continua e, salvo engano, finaliza a saga do engenheiro Isaac Clark contra os necromorphs, as Marcas e a religião fanática da unitologia. Algo de polêmico sempre acompanhou o jogo desde seu anuncio: o fato de haver um modo cooperativo e de que talvez isso estragasse um pouco do clima assustador e de sobrevivência que os seus predecessores traziam. Já digo logo de início, e tentarei dar explicações sobre essa afirmação, que a polêmica é verdadeira: Dead Space 3 não é um jogo tão assustador quanto seus predecessores, e isso não se dá apenas pelo fato de ser um jogo possivelmente cooperativo, mas muito mais por outras questões que serão apontadas à seguir.

Apresentação

A continuação da saga não especifica quanto tempo se passou desde Dead Space 2. Sabemos apenas que, logo de início, Isaac está passando por dificuldades em superar o termino de sua relação com Ellie (Ellie que foi personagem de Dead Space 2), e também tentando superar os eventos dos antigos jogos, tentando esquecê-los. Claro que nada é tão simples. Isaac é novamente jogado na trama que envolve a unitologia, as Marcas e os necromorphs. Ele é chamado novamente para ajudar Ellie, que vem esse tempo todo tentando achar uma maneira de acabar com essa monstruosidade. As motivações iniciais de Isaac então são muito mais de resgatar Ellie do que enfrentar necromorphs, com muita razão, levando em conta tudo que ele já tinha passado.

O número de personagens e diálogos que se apresentam no enredo é muito maior do que nos antigos jogos, e isso traz um maior senso de realidade à aventura. Isaac vive num dilema de triangulo amoroso; o personagem Carver quer se redimir com sua família; Santos é uma pesquisadora interessada em vida alienígena, etc. Cada personagem tem uma boa caracterização, trazem um perfil único. Só senti falta da perda de um dos elementos que fizeram de Dead Space 2 um dos melhores jogos de terror dos consoles atuais: Isaac não enfrenta mais uma situação esquizofrênica, não tenta se redimir de seus erros do passado, ou se vê aprisionado em seus pensamentos sobre sua ex-namorada, Nicole. Dessa vez, Isaac, muito antes de um esquizofrênico, parece um sujeito sedado e aborrecido. Carver, o personagem que pode ser jogado no modo cooperativo, também é um sujeito desnecessariamente rude e as vezes com requintes de crueldade desnecessários, e que de repente se torna um sujeito bom, sem muito convencer o jogador de sua bondade.

Outro pecado do jogo, mais do que a particularidade dos dois personagens principais, é a perda do requinte de terror que havia nos antigos jogos. Isso é um grande erro para o jogo, pois ele se propõe a ser um jogo assustador e de sobrevivência, mas eu particularmente não tive medo algum. Posso tentar fazer um pouco do papel de advogado do diabo e defender um pouco da ausência de terror no terceiro jogo: primeiro, depois de jogar Dead Space e Dead Space 2, já estou mais do que acostumado a matar necromorphs e sei um pouco de como eles funcionam (sempre olhe para traz quando matar um deles, e se possível, fique encostado na quina de uma parede). Segundo, assim como eu me acostumei com os necromorphs e os ambientes de terror, vejo que o personagem Isaac também cresceu nesse ponto. Isaac sabe bem o que está fazendo, e faz muito bem, sem reclamar. Desmembra cada necromorph com muita habilidade. Terceiro, para aqueles que ainda tem medo de sentir medo, o modo cooperativo o retira completamente. Jogar com outra pessoa que está ali para te ajudar (mesmo que as vezes possa atrapalhar) já compartilha e dissipa qualquer medo. Creio que não é por acaso que Isaac, em determinado momento, diz que já não tem mais medo.

Mesmo com a perda do caráter de terror e o caráter psicológico, e com algumas inconsistências na sua história, Dead Space 3 ainda se destaca por ter a melhor história dos 3 jogos, com personagens mais bem bolados. Ainda assim, é uma grande perda de foco quando o jogo se torna mais de ação, e não de terror.

Jogabilidade

Talvez a jogabilidade seja o melhor que o jogo possa trazer, e é ela que vai te manter jogando Dead Space 3 várias e várias vezes, conseguindo novos equipamentos, novas roupas, novas armas, e novos materiais. Dead Space 3 leva a jogabilidade para outro nível. Sim, o básico de mirar, atirar, desmembrar, etc., continua tão bom quanto nos antigos jogos. O que muda e essa mudança torna as coisas muito mais interessantes, é a confecção possível de várias armas, cada um a seu estilo, e de muitas possibilidades. De início, é um sistema um pouco confuso, certamente, mas te possibilita uma série de experimentações que acabamos por nos acostumar com seu sistema, e quando nos acostumamos, ele é extremamente satisfatório

O combate, como já afirmei, continua o básico de mirar e atirar, mas dessa vez, temos duas armas em uma, então podemos combinar os tiros da maneira que bem entendemos, como por exemplo, desmembrar um necromorph com um lança granadas. Dessa vez, o combate corpo a corpo trouxe melhoras: não é mais tão confuso abater monstros com seus pés ou com sua arma, e é possível melhorar o combate corpo a corpo ao confeccioná-la.

Melhoraram também o comando que permite ver o caminho que você precisa seguir para completar sua missão, além de incluírem o caminho para um banco ou para um banco ou para outras necessidades. Na jogabilidade, missões extras, side quests foram também adicionadas. A jogabilidade de Dead Space 3 foi, de fato, a melhor dos 3 jogos.

Gráficos e Som

Os gráficos do jogo melhoraram bastante, sem sombra de dúvidas. O rosto dos personagens apresentam o que ele está realmente sentido, e a dublagem dos personagens é extremamente bem feita. Mas mesmo com gráficos muito bons, o jogo também parece ter perdido o jeito em criar cenários que te deixem ansioso e assustado. É uma diversão única realmente matar necromorphs em meio a nevascas, etc, mas de maneira alguma é assustador. Um amigo meu que me viu jogando disse que minha cara era muito mais de quem estava puto com necromorphs do que alguém que estava ansioso e com medo. Posso dizer que concordo com ele plenamente: matar necromorphs me deixava, num bom sentido, com bastante raiva.

Os efeitos sonoros continuam os mesmos, e já disse da boa dublagem. Também me acostumei com os ruídos dos necromorphs, e eles só serviam para me alertar de que havia perigo por perto e me preparar para enfrentá-los (como já disse, fique nos cantos quando escutá-los). A trilha sonora, por sua vez, não traz também uma ambientação de medo como nos antigos jogos, mas posso dizer que o hard rock tocado nos créditos é um bom som (e uma pena não tocá-lo em outros momentos, já que Dead Space 3 parece mais um jogo de ação).

Veredito

Dead Space 3 pode não ser o jogo de terror que muitos esperavam, mas mesmo assim, eu o adorei. É um jogo com uma boa história e bons pontos de ação. O modo cooperativo tornam as coisas bem mais divertidas, e a jogabilidade teve uma melhora grande. Mas ainda assim, para um jogo que se propõe a ser assustador, Dead Space 3 não segue essa premissa. Talvez seja por todos os pontos que já falei, talvez nós, jogadores, já estejamos acostumados com toda essa questão fanática da unitologia. Para quem espera um jogo de terror, apenas decepções. Para quem curte ação, excelente escolha.

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7.3

Dead Space 3 pode não ser o jogo de terror que muitos esperavam, mas mesmo assim, eu o adorei. É um jogo com uma boa história e bons pontos de ação.
  • + Boa jogabilidade
  • + Campanha multiplayer
  • + Muita ação
  • - Enredo previsível
  • - Perda de identidade do Survivor Horror