977 20/1/2015

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DMC: Devil May Cry

E o Inferno ainda não tem chances

DmC: Devil May Cry trouxe sempre uma questão polêmica desde seu anuncio: mudar a aparência de um ícone no mundo dos jogos como era o Dante que estávamos acostumados a ver desde o Playstation 2 e ainda também alterar sua história. Tais mudanças trouxeram enorme pressão para os novos produtores da série, Ninja Theory (desenvolvedora do jogo), e muitos críticos já anunciavam uma recusa em jogá-lo por fidelidade à antiga personalidade do personagem Dante. Com toda a pressão colocada no novo jogo, a pergunta sempre feita é: poderia DmC ser o que os antigos e novos fãs esperavam do jogo? A resposta, felizmente, é positiva, e um grande erro seria ignorar DmC por causa das novidades que ele traz.

Apresentação

DmC: Devil May Cry traz novamente Dante, com aparência nova, mas ainda com as mesmas atitudes e personalidade de Devil May Cry 3, o que é excelente. Então, jogadores, deem uma chance para este jogo, pois não haverá arrependimento. A história no entanto, é um pouco diferente: Dante é fruto da união de anjo e demônio, é um Nephilim. Após um convite de Vergil, seu irmão gêmeo, para se unir a sua organização chamada de A Ordem, os dois começam a planejar um ataque contra Mundus, senhor de todos os demônios. Mundus também controla a humanidade a partir da mídia, do sistema bancário, dentre outros dispositivos modernos. Apenas Dante e Virgil podem derrotá-lo, por causa da linhagem hibrida. A série sempre teve um enredo no mínimo interessante e divertido, mas cheio de inconsistências. DmC a leva para um outro nível, com atuação descente dos atores que fizeram a dublagem e a atuação dos personagens. Ninja Theory soube contar tão bem a história que em todo momento do jogo, fiquei na expectativa da próxima cut-scene. Os personagens ficaram bem construídos, e você entende porque Dante é um completo idiota e anti-herói desde sua aparição no jogo: ele é caçado por demônios, sem saber ao certo o porque, e leva uma vida apenas de prazeres, pois sabe que talvez ela não dure muito.

Há também toda a crítica que o jogo faz ao nosso contexto atual, à mídia, ao sistema bancário, à todo nosso estilo de vida contemporâneo, e é incrível, pois isso tudo funciona e só faz o jogo ser único. Isso tudo é o que a série precisava: um enredo consistente, personagens marcantes. Agora um aviso importante, senhoras e senhores: mais que uma boa história, DmC traz também um enredo adulto. Logo, há insinuações de sexo, violência, muitos palavrões... Como nosso amigo André apontou em seu artigo, inicia-se uma vigilância sobre a influencia dos video-games na violência contemporânea. DmC não é um jogo para crianças, senhores pais! sim, existem jogos para adultos, e no geral, a maioria é para este público! Então, no Brasil, quem tem mais de 16 anos é bem vindo para jogar. Quem tem menos... sinto muito, espere o próximo.

Jogabilidade

O novo jogo de Devil May Cry traz muito do que os fãs da série gostariam e mais. DmC pega tudo aquilo que era essencial nos outros jogos, e ainda melhora. Há combos loucos e gigantes como nos antigos jogos? Sim, isso certamente DmC traz. Há como puxar o inimigo para mais perto como Nero fazia em Devil May Cry 4? Certamente, e há como chegar de maneira rápida no inimigo também. Por fim, há como mexer a câmera do jogo? Sim, finalmente isso é possível! E mais: utilizar múltiplas armas num combate, isso foi uma grande novidade em DmC. Basta pressionar um botão e já estamos usando outra arma em nosso combo, fazendo as sequências serem como gostamos.

Há um ponto interessante que gostaria de comentar: DmC, como seus antecessores, não é um jogo fácil, e nisso está um ponto positivo para quem gosta de desafios. Não é um Hack & Slash em que basta apertar vários botões ao mesmo tempo e assim, sairá sequências de golpes maravilhosos. DmC é um jogo justo, que pode se tornar difícil se assim o jogador desejar. É um jogo justo, não fácil, nem difícil. Sendo assim, o jogador será responsável pelos próprios combos, o que é muito compensador quando se adquire o triplo S que o jogo fornece. As primeiras fases são justamente para dar um entendimento de como o jogo é, para descobrir suas próprias habilidades. Já na quinta missão, sentimos a velha influencia de Devil May Cry 3 em DmC, pois ai o jogador deve ter habilidade. Todas as vezes que fui atingido senti-me responsável. Não culpei o jogo pensando que era algo que precisava ser trabalhado melhor, mas me culpei, meu vacilo. Os novos jogadores então deverão sentir um pouco de dificuldade no início, mas na medida em que nos acostumamos, DmC fica divertido, e nos sentimos mais capazes.

Um ponto essencial que foi esquecido, no entanto, é o fato de não se poder mirar em um inimigo específico. Isso traz diversas dificuldades, principalmente quando se tem que lidar com criaturas voadoras ou quando uma delas só recebe dano com um tipo específico de arma. Ainda assim, não imagino que botão seria utilizado para essa mira, pois basicamente todos já estão em uso.

Gráficos e Som

DmC: Devil May Cry traz também excelentes gráficos. O movimento dos personagens são bastante realísticos, assim como suas feições. E fico me perguntando, sempre ao observar a arquitetura dos cenários do jogo, quanto tempo eles gastaram desenvolvendo o Limbo, onde 90% do jogo ocorre? É de impressionar: muitas cores extravagantes, dando a sensação de um cenário verdadeiramente vivo, que é realmente a intenção. Só há um detalhe, mas um pequeno detalhe, a respeito dos gráficos nos diferentes consoles: se você pretende jogar DmC em algum console, escolha o Xbox 360. Há alguns glitchs no jogo para Playstation 3, pequenos, quase imperceptíveis, mas se há uma exigência gráfica alta, a melhor opção é o Xbox.

Quanto à qualidade sonora, o jogo fez um bom trabalho quanto aos sons ambientais, sons de espadas defletindo, etc, mas a grande sacada da Ninja Theory foi em escolher as bandas Combichrist e Noisia para compor a trilha sonora do jogo. Já disse em outro artigo, mas direi novamente aqui: nunca fui muito fã de bandas com vocal gutural, mas felizmente, no caso de DmC, Combichrist encaixou-se perfeitamente no contexto. É como se a banda fosse feita para este jogo, e não vou hesitar em comprar a trilha sonora quando ela estiver disponível. Enquanto se desfere golpes nos inimigos, ouvindo o estilo aggrotech da banda no fundo.

Veredito

Apesar de todas as mudanças feitas em DmC, certamente é um dos melhores jogos da série, se não o melhor (talvez Devil May Cry 3 ainda segure este título), e também pode-se consagrá-lo como um dos melhores Hack & Slash de todos os tempos. Parafraseando um colega do Gueime, Rodrigo, um dos grandes defeitos de jogos Hack & Slash é a ausência de um bom enredo. Ora, finalmente ele terá a oportunidade de ver um, pois essa falta, DmC conseguiu facilmente saná-la.

Sem contar também a grande realização do jogador ao perceber que cada vez mais ele está melhor no jogo, pronto para enfrentar novos níveis, adquirir de maneiras diferentes o ranking de triplo S. DmC certamente veio provar que às vezes, mudanças são necessárias, e também às vezes, são muito bem vindas. O novo jogo trouxe tudo o que a série precisava, e não posso deixar de dizer que aguardo ansioso, se houver, o próximo jogo produzido pela Ninja Theory.

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9.3

Apesar de todas as mudanças feitas em DmC, certamente é um dos melhores jogos da série, se não o melhor (talvez Devil May Cry 3 ainda segure este título), e também pode-se consagrá-lo como um dos melhores Hack & Slash de todos os tempos.
  • + Enredo intrigante e chamativo
  • + Jogabilidade dinâmica
  • - Os gráficos para Playstation 3 não ficaram tão bons como para Xbox 360