742 20/1/2015

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DuckTales Remastered

Em 18 de setembro de 1987 começava a passar na TV americana o desenho DuckTales, conhecido no Brasil como Os Caçadores de Aventuras, estrelando o Tio Patinhas (Scrooge McDuck). Na época, a Capcom já era bem conhecida com Street Fighter e MegaMan e se aproximou da Disney para fazer uma parceria e adaptar seus sucessos da TV para os videogames. Essa parceria foi muito forte entre 1988 e 1994 e o primeiro jogo lançado por eles foi a adaptação de DuckTales para o NES. Aclamado como um dos melhores jogos de NES, a Capcom iniciou a produção de uma remasterização em 2011.

Antes de começar, é importante definir o que é um Remake, um Reimagining e um Remaster. Um Remake é uma reinterpretação do material original feito por uma equipe diferente, então é comum vermos mudanças onde for mais conveniente (exemplo: Final Fantasy 4 DS). Um Reimagining utiliza o original apenas como uma base e a partir daí deixa a imaginação correr solta e chegar em algo bem diferente mas com o mesmo "feeling" (exemplo: Metroid Prime, Castle of Illusion 2013). Finalmente temos o Remaster, que seria um Remake puro ou Remake cena-por-cena, aquele que é 100% fiel ao original mas com uma parte técnica adaptada para os tempos atuais (exemplo: Monkey Island Special Edition).

Apresentação

Temos aqui o típico episódio de desenho animado: Os Irmãos Metralha (Beagle Boys) invadem a caixa forte para roubar um quadro contendo um mapa do tesouro mas o Tio Patinhas consegue impedi-los e resolve ir atrás dos 5 tesouros descritos no mapa: O Cetro do Rei Inca na Amazônia, O Diamante Gigante nas Minas Africanas, A Coroa Perdida de Genghis Khan no Himalaia, O Queijo Verde da Longevidade na Lua e a Moeda do Reino Perdido na Transilvânia.

Onde não havia história alguma no NES passou a ser um grande episódio de desenho animado no Remaster e esta é a única grande diferença entre os dois jogos. Não é nada muito elaborado, mas é divertida e com o típico humor Disney da década de 1990; quem aproveitou essa época e era fã provavelmente vai curtir. Frequentemente acontecem cutscenes ao longo das fases e que podem atrapalhar a ação mas todas elas podem ser puladas se o jogador assim desejar, não é essencial vê-las mas eu diria que vai perder um pouco do charme do jogo.

Jogabilidade

O Tio Patinhas é controlado utilizando-se apenas o direcional e dois botões, um para pulo e outro para a bengala. O pulo com bengala (chamarei de pogo-jump) serve para derrotar inimigos e pular mais alto, o domínio desse movimento é essencial para progredir no jogo e vai ser a primeira grande dificuldade que os jogadores irão encontrar devido a um bug de colisão existente na versão de NES e que, infelizmente, se manteve no Remaster. O pogo-jump simplesmente não funciona se pular nos limites de uma hitbox (bloco invisível que circunda qualquer objeto para causar a ilusão da colisão) do cenário, então sempre que estiver no limite de uma plataforma é necessário dar uns passos para trás para conseguir executar o movimento corretamente. É questão de costume e depois de um tempo de jogo vai ser algo natural.

Outro problema oriundo do NES é o constante aparecimento de inimigos. Na época do NES não havia memória RAM suficiente para armazenar esse tipo de coisa então era comum os inimigos aparecerem "do nada" vindo na sua direção ou voltando à vida misteriosamente ao trocar de tela e voltar. Isso continua no Remastered e é aí que questionamos se não seria uma idéia melhor fazer um Remake para dar uma melhor experiência aos jogadores.

Ao todo temos sete fases, duas novas e cinco fiéis às originais, e cada uma é um pequeno mapa aberto com vários segredos escondidos. O jogador tem a liberdade de explorar onde quiser primeiro para pegar todos os itens necessários e enfrentar um chefe no final. Há quatro níveis de dificuldade (Easy, Normal, Hard e Extreme) e eu não posso deixar de ressaltar a importância de se jogar no Easy a primeira vez pois há uma abundância de itens de cura, as vidas são infinitas e os inimigos dão apenas metade do dano normal, ideal para se aprender a jogar e essencial para quem nunca se aventurou no NES. Nas outras dificuldades as vidas são limitadas e há progressivamente menos itens de cura, então se as vidas acabarem é necessário reiniciar a fase. No extreme é game difícil mesmo, então não brinquem com essa dificuldade até estarem confiantes no pogo-jump!

O dinheiro coletado ao longo da aventura pode ser usado para desbloquear vários extras na galeria, que incluem trilha sonora, arte conceitual, rascunhos, renders, pinturas e arte da série de TV. O fator replay é bom pois há isso tudo para liberar e é um jogo pequeno e divertido, sendo que a primeira vez que terminar deve demorar entre três e cinco horas e as próximas ficarão cada vez mais rápidas à medida que for acostumando com o controle e decorando como os inimigos reagem (a minha última foi de 57 minutos no Extreme, pulando todas as cutscenes).

Gráficos e Som

Os gráficos são 2.5D, personagens 2D em cenários 3D. A direção artística é muito boa e os sprites são todos bem detalhados e animados seguindo as mesmas técnicas utilizadas no desenho animado, o efeito deles em movimento é incrível. Contudo, os cenários pecam um pouco nas texturas e talvez ficariam melhores se fossem também 2D, mas cumprem bem o seu papel do jeito que estão. Houveram duas ocasiões com queda da taxa de quadros por segundo ao longo do jogo na versão PS3, uma no chefe das Minas Africanas e outra em uma parte da fase final mas nada que atrapalhasse muito.

O grande destaque do jogo e que é bem acima da média está nas músicas e na dublagem. A dublagem é a mesma do desenho, substituindo apenas os atores que faleceram desde então. Até o Alan Young com seus 93 anos, o eterno Tio Patinhas, faz parte da equipe! Somando a isso, as músicas beiram a perfeição, todas capturaram muito bem o espírito das originais e conseguiram ficar ainda mais épicas, até mesmo as que foram criadas exclusivamente para as duas fases novas possuem uma versão em 8 bits no player de música do jogo que te faz acreditar que elas estavam lá desde o início. Palmas para o compositor, ele merece.

Veredito

DuckTales Remastered é altamente recomendado para quem é fã da série de TV e/ou para quem é fã de jogos de plataforma da era 8 bits, mas para as outras pessoas, nem tanto. A decisão de ser 100% fiel ao original até em seus defeitos infelizmente afastará muitos de um grande jogo que te faz lembrar como era bom o tempo em que videogames eram feitos pura e simplesmente para te divertir, sem compromisso algum e sem se levar a sério.

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8.5

DuckTales Remastered é o que um jogo de NES seria se naquela época existisse o poder dos consoles atuais. Gráficos e sons nos fazem sentir em um episódio do desenho animado mas, infelizmente, os controles arcaicos acabam estragando um pouco a experiência.
  • + Trilha sonora captura bem o "feeling" do jogo original
  • + Dublagem padrão Disney
  • + Visual fiel ao desenho animado
  • - O controle deixa a desejar
  • - Alta dificuldade
  • - O jogo é pequeno