974 20/1/2015

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Far Cry 3

Está na hora de ser tornar o rei da selva

Mais uma vez a franquia Far Cry consegue trazer ótima jogabilidade, gráficos excelentes e uma história, que apesar de previsível, enche o jogador de emoção e o motiva a ir até o final. É um jogo de mundo aberto que vale a pena ser jogado e eleva o nível dos jogos de tiro em primeira pessoa.

Apresentação

Jason Brody e seus amigos saem de férias para uma ilha paradisíaca, mas a aventura acabou se tornando um pesadelo quando o líder de um grupo de bandidos sequestra todo mundo e os coloca em cativeiro. Assim começa essa história que vai fazer de um dos protagonístas mais simplórios na história dos videogames um sensacional guerreiro capaz de mudar a realidade de Rook Island, ilha de Far Cry 3.

Logo no início, Jason tem seu irmão morto por Vaz e tem que fugir sozinho do acampamento inimigo. Com êxito, ele acaba em uma cidadezinha onde um americano praticamente naturalizado o mostra o caminho do guerreiro uma vez que crê no seu potencial por ter escapado das mãos do vilão. Meio sem entender nada, esse garoto começa a vasculhar a ilha atrás de seus amigos e se depara com a situação de extrema crise que a ilha se encontra. São bandidos de um tipo de um lado, mercenários de outro e no meio de tudo muitos animais ferozes que são mais poderosos do que tiros de armas de fogo (mais sobre isso depois). As motivações desse protagonista são construídas ao longo da jornada de um jeito que parecem reais, mas não são tão politicamente baseadas como no jogo anterior da franquia. De qualquer forma, já adianto que essas motivações terão que superar um nível pouco visto nos games de crueldade pela variedade e qualidade dos atos brutais.

A história de Far Cry é previsível, mas o que impressiona é como as missões movem o jogador para os diversos cantos do mapa durante muito tempo sem parecer que está fazendo algo não central. Ao final de cada conquista há aquele sentimento de vitória por estar um passo mais perto do objetivo, mas ao mesmo tempo se quiser só devagar pelo enorme mapa, há missões paralelas e lugares escondidos que transformam a experiência do jogo em algo muito mais complexo.

Jogabilidade

A franquia Far Cry sempre foi boa em proporcionar uma boa jogabilidade, mapas interessantes e armas muito bem desenvolvidas. Far Cry 3 não é diferente. A busca pela realismo é um foco muito importante – o que combina com a realidade de um “homem normal” do protagonista -, então colinas grandes não podem ser subidas, cair de um lugar alto dói e a mordida de um porco selvagem vai te matar.

Agora, pensando na variedade de armas, o jogo traz uma quantidade razoável, mas com bastante possibilidade de melhorias em cada uma, compreendendo todos os tipos “normais” de formas de ação em um campo de batalha bélico. As armas são muito precisas e o jogo incentiva a utilização dos diversos tipos dependendo da missão através da enorme elevação da dificuldade caso o jogador seja teimoso e só queira usar a pistola, por exemplo. Além disso, a evolução das habilidades de Jason contribuem bastante para a ideia de evolução desse personagem, que começa com apenas uma arma e não tantas formas de usá-la e termina com mais destreza do que o melhor dos guerreiros.

A maior parte das missões é focada na infiltração de algum lugar, seja escondido ou não, e/ou a eliminação de algum sujeito para se chegar a um determinado local ou visando o salvamento de alguém. Contudo, para ser mais bem sucedido nessas missões, o jogador vai precisar melhorar seus equipamentos e, para isso, terá que fabricá-los. Essa é uma parte muito importante e bem interessante do game já que traz um sentido para fazer do personagem um caçador e aventureiro na ilha. Existem muitos animais que podem ser caçados e cada um, depois de mortos, “dará” sua pele para posteriormente ser transformada em mochilas, cintos ou equipamentos para aumentar a capacidade de carregamento de armas ou munições. Além disso, muitos tipos de flores e plantas estão espalhadas, as quais, a partir do mesmo processo de fabricação, Jason pode criar vacinas que vão ou curá-lo ou melhorar algum aspecto de sua existência – como uma certa imunidade a fogo. A mistura de tudo isso faz o jogador se sentir o guerreiro que o americano que mencionei no início objetivava para este protagonista.

O desenvolvimento das capacidades de nosso protagonista estão ligados a como o jogador decide investir seus recursos por meio da confecção de equipamentos ou compra de armas. Contudo, uma coisa me incomodou bastante: dependendo dessas escolhas, a mordida de um animal pequeno, como um porquinho, gera mais dano a Jason do que um tiro de metralhadora. Simplesmente desbalanceado a meu ver.

Apesar do jogo ser bem feito nesses sentidos, eu me senti cansado muitas vezes de caçar e até de realizar algumas missões pois há uma certa repetição de ações que perpassa toda a jornada. Algumas vezes não consegui identificar o porquê de ficar cansado e largar o jogo para continuar depois mesmo com a história me motivando, mas suspeito que a selva não seja um lugar tão propício para se passar muito tempo. Nessas horas, os modos multiplayer pareciam uma boa saída para melhorar os ânimos, mas ao contrário do que esperava, fui recebido pelo mais básico sistema de jogo online, o que me levou a pensar de realmente era necessário haver esta opção. O multiplayer não é ruim, mas simplesmente faz de forma mais simples o que muitos outros jogos de tiro são mestres.

Gráficos e Som

A floresta de Far Cry é um ambiente muito bem feito com um realismo objetivado nos mínimos detalhes. Naturalmente as versões de console não conseguem chegar na potência máxima do PC, mas de qualquer maneira é uma experiência muito gratificante a observação da vida própria que essa ilha possui. Os polígonos são bem desenhados, expressão facial é bem feita e, juntamente com a boa atuação da dublagem, contribuem para fazer desse jogo uma experiência muito imersiva; levando a emoção de Jason Brody diretamente para os jogadores.

A trilha sonora, somando, impressiona muito ao complementar a imersão com músicas ideais nos momentos de mais tensão e expectativa. Fechando o pacote, os efeitos sonórios foram administrados com muita precisão e qualidade; sejam os sons das armas, da floresta os dos animais, mais uma vez é perceptível que o realismo esteve em foco no momento de desenvolvimento do jogo.

Veredito

Far Cry 3 é um jogo que traz o melhor da aventura com tiro em primeira pessoa de uma forma emocionante e divertida. Um jogo cheio de missões intensas, passa tempos divertidos e com um mundo enorme e “vivo”. A evolução de Jason e o ambiente quase que real fazem com que a motivação dos jogadores cresça a ponto de se sentirem progredindo juntos; por si só essa imersão já coloca este game em outro patamar. Infelizmente o multipleyer não conseguiu acompanhar e se apresentou quase que por obrigação do gênero na indústria. Contudo, apesar de haver horas de monotonia ou momentos que simplesmente a empolgação pode sumir, esse é um jogo que se mostra muito forte e faz outros títulos similares parecerem bem piores em comparação.

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9.0

Apesar de haver horas de monotonia ou momentos que simplesmente a empolgação pode sumir, esse é um jogo que se mostra muito forte e faz outros títulos similares parecerem bem piores em comparação
  • + Foco no realismo
  • + excelentes efeitos sonoros
  • + dublagem bem feita
  • - multiplayer simplório

Informações do Jogo