502 20/1/2015

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God of War 3

E no fim, o caos, mas um valoroso caos

God of War III encerra a saga de Kratos em sua corrida de vingança contra os deuses do Olimpo. Antes de tudo, devo dizer que o encerramento é bom, demasiado bom, digno de uma aventura grega épica, maior do que as doze tarefas de Hercules. God of War III se mantém como um dos melhores Hack & Slash dos jogos contemporâneos, e Kratos, por mais detestável que seja seu personagem, em questão de nossa moralidade do que é um herói, ainda assim é um personagem marcante e que sempre será lembrado na história da Sony. Talvez seja todo esse pacote de aventuras épicas vivenciadas por um personagem nada convencional, um personagem que não chega nem ao patamar de anti-herói, que simpatizamos tanto com a série de God of War. Para aqueles que já jogaram seus antecedentes, continuarão vivenciando os cenários grandiosos, alguns puzzles divertidos, mas demasiado fáceis, e ainda decapitarão minotauros e medusas no caminho. Para aqueles que não jogaram nenhum dos outros, talvez não haja melhor momento para começar. Dentre os três jogos da série de God of War, o terceiro é o melhor de todos: melhor gráfico, melhor história, melhor trilha sonora.

Apresentação

God of War III inicia-se de onde o segundo termina, ou seja, com o exercito de titãs tentando tomar o Monte Olimpo dos deuses. A entrada não poderia ser melhor e mais épica que essa, ela realmente surpreende o jogador. E é sempre agradável um jogo com bom início, que cause de início uma boa impressão, pois sentimos que o gasto pelo jogo foi um gasto justo. Os gráficos maravilham nossos olhos enquanto simultaneamente Kratos abate os inimigos que vão surgindo nas costas de Gaia.

Mas serei sincero aqui: nunca gostei de Kratos, e acho as motivações do personagem muito fracas. É como já disse: Kratos não é um herói e tampouco é um anti-herói. Se pudéssemos examinar, de maneira simples e prática, onde está o bom e o mal no enredo, poderia eu dizer com facilidade que Kratos é o verdadeiro mal na história. Principalmente no terceiro jogo. Podemos perdoá-lo no primeiro jogo, quando Athenas lhe promete o alívio das memórias se ele derrotasse Ares, o deus da guerra, que lhe transformou no "fantasma de Sparda", mas vemos que ele é compensado se transformando numa divindade. No segundo jogo da série, vemos novamente Kratos indo para o lado extremo, sempre intervindo nos assuntos mortais, e vemos que uma intervenção divina é necessária. Esperamos que Kratos tire uma lição de sua tragédia, mas isso não ocorre. Ele continua buscando vingança, não importando o que essa vingança lhe trará e trará para os outros. É o caos que Kratos busca sem saber disso, e devo dar muito crédito aos produtores do jogo, pois, como é na mitologia grega, é também em God of War: os deuses são imanentes ao mundo dos mortais, ou seja, fazem parte desse mundo. É diferente do Deus que estamos acostumados a ouvir falar, que fica no céu, em outro mundo, etc... No caso da mitologia grega, Poseidon, deus do mar, é o mar. Zeus, deus do céu, é o céu. Então matar ou exterminar um deus na mitologia grega é destruir a própria natureza que ele representa. Nisso eu tenho que dar créditos, realmente, ao jogo, pois representa isso muito bem (apesar que, na realidade, deuses não podem morrer).

Outro ponto que devo dar créditos: por mais que a história de God of War não seja a melhor já inventada, e em God of War III não veremos nada de original nela, ainda assim o enredo não é contraditório. O enredo segue uma linha em que as premissas se entrelaçam para uma conclusão plausível. Os personagens, no entanto, não são bem construídos. Como já disse: Kratos não me convence em suas motivações, e não só ele, como todos os outros personagens que se fazem presente não apresentam muita motivação. Mas God of War III, como seus antecedentes, não tem como objetivo criar uma boa história, em que o jogador possa explorar e decidir a respeito de seu final. God of War III é um jogo linear, rápido, e bastante divertido, mas não tanto para se pensar a respeito de suas ações no mundo. Ainda assim, dos três jogos, é o que apresenta a história mais divertida.

Jogabilidade

Em relação à jogabilidade, nada demais foi feito para God of War III. Ela continua basicamente a mesma, com alguns pequenos acréscimos, como o de segurar um inimigo e correr com ele em investida contra os outros ao redor. Outra novidade, mas que sempre ocorre em cada jogo de God of War, são as armas extras que Kratos pode usar. Com elas, é sempre uma novidade que aparece.

Não havendo muitas mudanças, também não há muito o que comentar de novo: God of War III é um jogo com excelente jogabilidade, e por isso se encontra entre os melhores do estilo Hack & Slash. E é esse o objetivo do jogo: divertir com sua jogabilidade. Tal objetivo é alcançado com sucesso, pois continua sendo divertido ao extremo jogar God of War. Tão divertido que, apesar de ser um jogo single player, convidar amigos para revezar no controle não é algo incomum de acontecer e não é algo que entedia quem joga.

A estratégia para iniciantes é muito simples: aperte e esfregue os botões à vontade para dizimar os inimigos à sua volta. Por sorte, algumas sequências de golpes acontecerão naturalmente. Na medida em que se avança, se torna mais experiente, e quem já tem experiência no jogo, poderá arriscar suas próprias sequências e inventar seus próprios golpes.

A queixa que já anunciei nos outros jogos de God of War continua: de que o jogo joga por você. Ainda afirmo que ela é invalida. As sequências de botões a se apertar só aparecem em cut-scenes, e não atrapalham o desenvolvimento do jogo. Elas existindo ou não, não alteram em nada.

Gráficos e Som

God of War III tem um pequeno pecado em relação aos seus gráficos: eles são tão bons, mas tão bons, que as vezes nos perdemos se é o momento de jogo ou uma cena da história. Apenas jogos com bons gráficos pecam em relação a isso, então, já posso dizer, de maneira paradoxal, que seus gráficos impressionam, do começo ao fim do jogo. Os cenários do jogo foram muito bem bolados, e para não dar muitos spoillers, descreverei apenas a cena de início do jogo, em que Kratos está nas costas de Gaia, subindo o Monte Olimpo. Enquanto se esmaga seus inimigos e avança no jogo, pode-se ver no fundo outros titãs investindo na subida do Olimpo e enfrentando outros deuses. É realmente espantoso a construção do cenário.

A trilha sonora também ajuda na fantasia de ser um deus numa missão épica: ela se enquadra bem no contexto e nos traz o sentimento daquela época, do tempo dos gregos. Os efeitos sonoros, como sempre, são bem trabalhados, e vamos escutar crânios sendo esmagados, laminas cortando e correntes batendo como se fossem reais. Não percebi nenhum bug ou glitch no jogo, e se eles existem, são irrisórios e não atrapalham na vivencia do jogo, de tão imperceptíveis que são.

De fato, God of War III traz uma melhora de seus antecedentes em relação à som e gráficos, mas não fez uso completo da capacidade do Playstation 3, talvez em decorrência de sua época. Jogos mais recentes apresentam gráficos melhores do que o que God of War III apresenta, o que me leva a pensar: se ele fosse produzido nos dias de hoje, traria muito mais beleza em sua ambientação. No próximo jogo que virá, God of War: Ascention, poderemos conferir se o Playstation 3 chegará à seu limite.

Veredito

God of War III continua e melhora o que seus antecessores tinham como objetivo: um jogo divertido, direto, épico e belo. Posso dizer que tornar a trilogia exclusiva da Sony foi um dos melhores investimentos que a empresa já fez. Volto a dizer que, se nunca jogou God of War, nenhum dos três, God of War III pode ser um bom início.

Mais ainda: já tem algum tempo em que ele está no mercado, então é demasiado fácil achar alguma promoção do jogo. Se não tem nada para fazer nas férias e tem ficado muito tempo em casa, é um bom jogo para se divertir. Volto a alertar, no entanto, que quem gosta de jogos mais ligados à estratégia e também jogos mais complexos pode não achar God of War III muito interessante, mas ainda creio que pode usá-lo como um passa tempo.

Aqueles que são leigos na língua inglesa também não precisam se preocupar tanto. As imagem do jogo já contam muito bem a história, mesmo que fique muito aberto à interpretações. Enfim, posso dizer que é um jogo que concluí bem a trilogia, e que de fato, recomentaria aos jogadores de plantão.

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9.0

God of War III continua e melhora o que seus antecessores tinham como objetivo: um jogo divertido, direto, épico e belo. Posso dizer que tornar a trilogia exclusiva da Sony foi um dos melhores investimentos que a empresa já fez.
  • + Excelente gameplay
  • + Ótima continuação
  • - História inconsistente e diretiva