656 20/1/2015

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God of War Collection

Nem todos os deuses são piedosos ou bondosos

God of War Collection, que envolve o primeiro e o segundo jogo da série, é feito exclusivamente para Playstation 3, com High Definition, ou seja, os gráficos se propõe a serem melhores. God of War traz a história de Kratos, um espartano que, por poder, acaba se tornando herói do Deus da Guerra, Ares. Por um poder de herói, Kratos sacrifica muita coisa, inclusive sua família, e por essas perdas, resolve buscar vingança. Pallas Athena, Deusa da Sabedoria, se propõe a ajudá-lo, desde que Kratos liberte a cidade de Athena da tirania de Ares. Kratos então passa por aventuras tipicamente épicas da mitologia grega, com diversos encontros com personagens que, quem gosta muito dessa cultura, já ouviu falar ou leu a respeito, vai se identificar bastante com o jogo, o que traz uma certa intimidade com o ambiente em que ele se passa.

Apresentação

Kratos não é bem um herói grego, tampouco um anti-herói. Isso pode muito bem trazer benefícios e malefícios da história, pois vai depender de como o jogador interpreta suas ações. Kratos é um homem que procura vingança, procura esquecer as atrocidades que foram feitas com sua família. No entanto, sua busca por uma certa "paz espiritual" é tão grande que ele não mede muito as consequências de seus atos. Logo pode-se pensar: sua família foi morta, de maneira cruel, e ele busca vingança, é o que importa, é assim que Kratos deve reagir. Dessa maneira, há uma simpatia com o personagem, mesmo que seus atos sejam extremamente destrutivos e impiedosos. Da mesma maneira, podemos não cair nessa questão, e pensar que Kratos vai longe demais, e que seria necessário uma motivação maior para que ele faça o que acaba fazendo. Não darei spoillers, mas as vezes não segui muito Kratos em sua vingança. Não que eu não o tenha entendido (a história não é muito complexa), simplesmente não simpatizei tanto com seu jeito cruel e impiedoso. O que parece é que Kratos vai levando o mundo à uma anarquia, afinal, não se pode esperar matar um deus e nada de incomum acontecer. Mas há um certo bônus ai, nessa construção do personagem, porque se pensarmos a partir da cultura grega, em especial a espartana, vemos que Kratos não é alguém incomum nesse contexto: piedade e compaixão não eram realmente qualidades de um espartano. E seu desejo de vingança é o que traz um estilo trágico à história, pois é mais ou menos isso que as tragédias tratam: um personagem que se prende de tal maneira em alguma coisa, pessoa ou objetivo, de maneira apaixonada, que acaba por se perder nisso. Nesse sentido, se soubermos avaliar esse lado do enredo, essa é uma boa história, no entanto, não uma história tão intrigante. É mais fácil se encantar por outros personagens do enredo, que ajudam até mesmo a aguçar nossa imaginação da mitologia grega. Os deuses que aparecem até o momento agem de maneira coerente à situação, e também de maneira coerente à literatura mitológica. Claro que também há um lado inventivo dos produtores do jogo, que é muito bem vindo e muito bem colocado. Em suma, é uma boa história, com bons personagens, e talvez eu esteja sendo um pouco chato e exigente em relação à isso, mas mais pelo fato de gostar de estudar sobre o que é a mitologia grega e qual é o objetivo com essas representações. Acho que o jogo faz um bom trabalho em relação a isso, mas não é algo que os produtores dão prioridade.

Gráficos/Som

Deve-se ter em mente de que God of War Collection advém do Playstation 2, e que só houve um adicional gráfico, o High Definition. Não refizeram o jogo, uma nova versão dele. Isso também seria um tanto quanto desnecessário. Os gráficos de God of War, tanto do primeiro quanto do segundo, já eram muito bons para jogos de Playstation 2. Não são os melhores para Playstation 3, mas ainda assim, os cenários são magníficos, com toda a arquitetura épica grega que tentamos sempre imaginar quando lemos as histórias de Hesíodo e Homero, as criaturas mitológicas diversas que aparecem, de medusas a minotauros, e também os deuses que fazem a aparição na trama. No Playstation 2, já ficávamos fascinados com o que víamos. No Playstaion 3, o fascínio é maior. As cores são perceptivelmente mais vivas do que as versões anteriores.

O que não mudou muito em relação à apresentação do jogo foi a trilha sonora, os efeitos sonoros. Eles já eram muito bons, e continuam ainda muito bons. Os gritos de Kratos são convincentes, como os golpes desferidos pelo mesmo trazem o som adequado das correntes, do fogo, das explosões, e tudo o mais que ocorre numa grande batalha, como as várias que se verão no jogo. A trilha sonora é tipicamente aquelas que estamos tão acostumados a ver em filmes que tratam da cultura grega e romana no geral, e somos convencidos de que aquele estilo de música deve tocar naquele exato momento. Há também cenas de batalhas maravilhosas, realmente dignas de heróis: lutas contra gigantes, e maneiras criativas de vencê-los, e também contra todas as criaturas que se enfrentará. Cada uma terá um jeito especial e criativo de matar.

Por fim, vale a pena dizer que o jogo é linear, ou seja, não há momentos de explorar cenários, ter side quests, etc... Há um caminho no jogo, e esse caminho é seguido. O jogador só interage em momentos de batalhas, mas não faz decisões quanto às falas e interações do personagem (e realmente, não há muitos diálogos e interações). Deve-se apenas lutar no momento da luta, e assistir as cut-scenes. Essa característica torna o jogo simples, apto para qualquer um que tiver vontade de experimentá-lo. Não é necessário saber inglês (pois não há versão em português) para conseguir jogá-lo e finalizá-lo. Logo, fica a cargo do gosto do jogador quanto à essa questão. Aqueles que esperam complexidade e exploração de cenários, não terão isso aqui. Terão apenas que se contentar com os cenários magníficos que aparecem na medida do progresso do jogo.

Gameplay

Comecemos de onde paramos, em relação à simplicidade do jogo. De fato, ele não deixa muitas escolhas para o jogador, então não há uma verdadeira interação com a história. Isso no entanto não implica que o jogo seja entediante ou chato. Se a série God of War tornou-se um dos mais populares Hack & Slash, isso se deu certamente pela jogabilidade que traz.

Há uma série de armas e acessórios que podem ser adquiridos ao longo do jogo, e um sistema bem trabalhado (semelhante à Devil May Cry) de adquirir experiência para aprender novos golpes, sequências de golpes, etc... alguns são, de fato, incansáveis de serem feitos. E é algo pequeno, um único detalhe, mas que a partir dele pode-se visualizar uma melhora concreta do personagem: suas armas, na medida em que ficam mais fortes, elas adquirem algumas características diferentes. Por exemplo, as correntes, que são as armas principais de Kratos, quanto fortes ficam, mais chamas há envolta delas.

Ouvi algumas queixas que diziam que "uma das grandes desvantagens do gameplay de God of War é que algumas vezes o jogo joga por você", referindo-se em algumas cut-scenes em que apresentam-se algumas instruções de botões para serem apertados no momento em que acontecem. Não acho valido essa crítica, pois são apenas em momentos realmente de cut-scene. Essas instruções, existindo ou não, não alteram tanto a jogabilidade. Na verdade, podem até te distrair um pouco enquanto você vê as cenas épicas acontecendo.

A única armadilha que God of War cai, e que qualquer Hack & Slash pode cair, é a da repetição. As batalhas podem se tornar muito repetitivas, e alguns podem achá-las até mesmo entediante. Certamente, God of War escapa na maioria das vezes, principalmente tratando-se das lutas principais, chamadas de Boss fight. Nenhum chefe é igual ao outro. Todos tem um jeito diferente de se lutar, uma estratégia diferente. Outro ponto: entre o primeiro e o segundo jogo, que a Collection engloba, não há diferenças na jogabilidade. Haverá, sim, novas armas, novos golpes, novos poderes, realmente, no entanto, o estilo permanece o mesmo, ou seja, um bom estilo.

Veredito

God of War Collection traz horas e horas de diversão. Por mais que a história não seja a mais chamativa, a mais interessante, ainda assim, as batalhas e cenários do jogo, como alguns de seus personagens, chamam muito a atenção. Se você gosta de Hack & Slash, esse é um jogo que chama você para jogá-lo, e pode de prender por horas a fio. Se você, no entanto, é alguém que busca algo mais complexo para se jogar, com histórias mais bem boladas, não é o que você busca, mas talvez, se for algo apenas para se passar o tempo, também valeria a pena conferir, experimentar.

O preço também não é muito alto, e ele já está há algum tempo no mercado, o que barateou sua venda. Pessoalmente, é um jogo que me interessou, que joguei toda a série e que as vezes, quando estou entediado, não tenho nada para fazer, testo minhas habilidades jogando-o em níveis diferenciados, mais difíceis, etc... E confie em mim, os níveis difíceis são realmente difíceis, e podem ser até mesmo frustrantes. Isso digo eu, que tenho 18 anos de experiência em vídeo-games.

Como nota final, então, 9,0 parece ideal, pois o jogo conta com a premissa da jogabilidade e dos gráficos, e essas premissas são seguidas até o fim. O ponto de como a mitologia grega foi retratada também contou para a nota. Ela realmente aguça nossa imaginação a respeito dos deuses pagãos e heróis épicos da mitologia. Só tiramos o um ponto pela relação com a história, com o enredo, mas não se joga God of War principalmente pela história, joga-se mais pelas outras qualidades que ele se propõe a trabalhar.

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9.0

God of War Collection traz horas e horas de diversão. Por mais que a história não seja a mais chamativa, a mais interessante, ainda assim, as batalhas e cenários do jogo, como alguns de seus personagens, chamam muito a atenção.