699 20/1/2015

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Injustice: Gods Among Us

Os "deuses" acordaram

A Liga da Justiça é o grupo dos heróis mais poderosos da DC Comics e uma das equipes mais famosas do mundo dos quadrinhos, ao lado dos Vingadores da arquirrival Marvel. Contudo, mesmo com toda essa fama, a Liga da Justiça nunca teve um jogo a altura de sua grandeza, o que acaba prejudicando um pouco a sua imagem fora do mundo das revistas. Com esses fatos e aproveitando para pegar uma carona no recente sucesso dos filmes e dos jogos do Batman, a NetherRealm Studios e a Warner Brothers Games, os mesmos criadores do Mortal Kombat lançado em 2011, formaram uma parceria com a DC Comics e lançaram Injustice: Gods Among Us.

Muitos acreditavam, principalmente pelos trailers de gameplays, que Injustice nada mais seria que um Mortal Kombat com personagens da DC Comics. Porém o jogo mostra que com uma boa jogabilidade, uma excelente história e o carisma dos personagens dos quadrinhos que amamos, Injustice consegue ser um jogo com uma cara própria (e apagar as marcas do horrível Mortal Kombat vs. DC Universe), mas ainda assim não se consegue escapar de comparações com jogo da antiga Midway.

Apresentação

Seguindo os passos de seu predecessor (Mortal Kombat) a NetherRealm Studios continua a apostar na reinvenção do modo história dentro dos jogos de luta, pois é um acerto (e tanto) da produtora, que fez um enorme sucesso contanto a trajetória de Raiden, Liu Kang e todos os outros competidores do Mortal Kombat. Agora, para trazer a vida as aventuras dos personagens da DC, a produtora corrige alguns erros e faz um grande trabalho na narrativa do jogo da Liga da Justiça. A história pode não ser digna de um Oscar, mas serve para um jogo que tenta trazer, em todos os aspectos, o mundo dos quadrinhos para os consoles, tentando ao mesmo tempo expandir o seu público de leitores e a marca DC Comics. Para quem acompanha os quadrinhos e/ou assistia os desenhos, é uma trama interessantíssima, pois uma pessoa dificilmente pensaria que um super herói como Superman perderia o controle e abandonaria todo o esteriótipo de "herói bonzinho" que o cerca. É como dizem: não se conhece a verdadeira natureza de um homem até que seja lhe dado dinheiro e poder, e a história mostra que isso vale para todos os homens: super ou não.

Em Injustice, alguns heróis da Liga da Justiça são transportados para um mundo onde os sentidos de bem e mal acabam por, tecnicamente, ser invertidos, fazendo com que os heróis acabem por enfrentar pessoas que nunca imaginariam afrontar e aliar-se aos indivíduos mais incomuns. Talvez a história, que utiliza bastante os universos paralelos, possa acabar a confundir o jogador mais desavisado, porém após alguns minutos assistindo todas as cenas com muito cuidado, o gueimer será colocado, rapidamente, de volta aos trilhos.

O aspecto melhor trabalhado dentro do modo história, com certeza, são os personagens, pois muitas pessoas já possuem certos esteriótipos sobre os personagens da DC (como o Superman o bonzinho, Batman o sombrio, Aquaman o fraco, entre outros). Contudo, com o desenvolvimento do enredo, fica claro que os roteiristas que trabalharam na história quiseram abrir a cabeça dos gueimers e trazer novas visões, mostrar que nem tudo é sempre aquilo o que parece.

Jogabilidade

Este pode ser tanto o melhor ponto do jogo quanto também o pior, variando bastante de jogador para jogador. O fato é que, por ter os mesmos produtores, a NetherRealm Studios, Injustice possui uma grande base da jogabilidade do último Mortal Kombat, ou seja, se a pessoa não se deu bem jogando com Liu Kang, Scorpion e toda a turma, provavelmente terá dificuldades em se dar bem controlando Batman, Superman e todos os outros. Entretanto não é uma cópia exata, pois o jogo da Liga da Justiça procura balancear bastante entre o uso de força e poderes, tentando agradar tanto a gregos como a troianos e, também, evitar as comparações.

Contudo, se a pessoa conseguiu bastante tempo de jogabilidade com o último Mortal Kombat da NetherRealm, verá algumas familiaridades neste jogo. Infelizmente a empresa usou um sistema de reciclagem de alguns movimentos e um olho atento poderá observar, por exemplo, o Batman usando a mesma rasteira do Scorpion, as flechas do Arqueiro Verde semelhantes com as do Nightwolf e (na minha opinião o pior de todos) Shazam que utiliza vários dos golpes de Raiden. Claro que nada se cria, tudo se copia, porém alguém que seja mais crítico pode até considerar uma certa preguiça da empresa em fazer a reciclagem destes movimentos.

Um outro ponto positivo é que cada personagem possui suas características específicas, fazendo com que a jogabilidade com cada um dos vinte e quatro personagens seja algo único, sem contar também a possibilidade de usar o cenário da batalha como sua arma, podendo desde atirar carros em seu adversário até jogá-lo para o outro lado de Gotham. Porém, nem tudo são flores, e alguns personagens (como o Lanterna Verde) acabaram ficando mais fortes que outros e alguns jogadores mais experientes conseguem encaixar os famosos "combos infinitos" e até mesmo combinações que acabam por eliminar 90% da energia do personagem. A produtora já veio a publico e explicou que futuramente lançará uma atualização de balanceamento dos personagens.

O modo multiplayer é bastante divertido (tanto o online quanto o offline), contudo sofre um pouco com o atual desbalanceamento dos personagens, fazendo com que alguém com mais experiência dentro do jogo consiga humilhar seu adversário encaixando o combo correto na hora certa. Porém se nenhum dos oponentes possuem conhecimento dos "combos infinitos" as batalhas travadas acabam se tornando confrontos épicos que sofrem mais reviravoltas do que jogos de futebol. Em algumas lutas travadas, estava perdendo, mas consegui ganhar encaixando o super golpe (uma espécie de especial) na hora certa e em outras perdi pelo fato de meu oponente conseguir usar melhor o cenário a seu favor.

Gráficos e Som

Os visuais do gueime não são os melhores de todos os tempos, mas satisfaz na tentativa de humanizar seus personagens, diferentemente das concorrentes Capcom e Marvel que, em Marvel vs Capcom 3, utilizou visuais mais cartunescos, tentando trazer o jogador para o mundo dos quadrinhos. Porém, a DC Comics queria que o jogador visse esse lado humano das personagens para conseguir emplacar uma maior ênfase na história. Há alguns pequenos bugs aqui e ali, mas que nada atrapalham a qualidade de Injustice.

Já, na versão brasileira do jogo, o grande trunfo está no som: a dublagem dos personagens, trazendo dubladores clássicos como Guilherme Briggs, Priscila Amorim, Marcelo Garcia e Andrea Murucci que dublavam, respectivamente, Superman, Mulher Maravilha, Flash e Mulher Gavião no desenho da Liga da Justiça e Manolo Rey, Eduardo Borgeth e Mariana Torres que dublavam Robin, Ciborgue e Ravena no desenho dos Jovens Titãs, sem contar todos os outros grandes dubladores que foram escalados no elenco. Como podemos observar, a Delart Estúdio (responsável pela dublagem brasileira) não poupou esforços para não apenas trazer a melhor equipe de dubladores, mas também um sentimento de nostalgia para todos aqueles que acompanhavam as aventuras da Liga da Justiça nos programas de desenhos animados que passavam na televisão. Entretanto os ouvidos mais atentos perceberão que algumas vozes "secundárias" (como a dos policiais) continua em inglês, o que pode acabar ocasionando uma certa quebra no "pacto narrativo" (ou uma simples decepção por parte do jogador).

Os efeitos sonoros se encaixam bem dentro do contexto da destruição do cenário. Por exemplo, quando se joga um carro no seu adversário ou arremessa o inimigo até os telhados de Gotham, consegue-se perceber pelo som a dor que aquela ação acabou proporcionando. Além de tudo isso a trilha sonora também é bem utilizada dentro do jogo (especialmente nas cutscenes do modo história) conseguindo dar uma ênfase a emoção que o gueime pretende passar ao jogador e, com um toque especial, consegue fechar o jogo com chave de ouro utilizando a música "Angel" do Depeche Mode nos créditos.

Veredito

Injustice: Gods Among Us é aquela espécie de jogo que vem quando ninguém estava esperando, ganha o seu espaço e fica no coração dos apaixonados por videogames, todos esperando uma continuação ou algo do gênero. Chegando no bonde antes de partir, o jogo entra no seleto grupo dos gueimes que ficarão marcados na sétima geração de consoles e também como o primeiro grande jogo de personagens da DC Comics (percebam que eu usei o plural, pois o jogo do Batman não trabalha todo o universo da Liga da Justiça como Injustice).

Em um mercado com competidores como Street Fighter IV, Marvel vs Capcom 3, Tekken Tag Tournament 2, Mortal Kombat, King of Fighter XIII, Persona 4 Arena e muitos outros posso dizer que, por ter jogado todos os citados anteriormente, que Injustice: Gods Among Us é o melhor jogo de luta da geração do Xbox 360 e do Playstation 3, pois a NetherRealm Studios pegou a base de Mortal Kombat (que eu escolheria como o melhor jogo de luta caso o da DC não existisse), melhorou alguns aspectos negativos existentes, adicionaram uma bela história, personagens carismáticos e um trabalho mais do que competente.

Sim, existem erros e pontos negativos, como em qualquer outro jogo, porém as qualidades superam brutalmente toda e qualquer imperfeição e fecha com chave de ouro a categoria "luta" na sétima geração de consoles (sim, eu não estou contando "Ultra Street Fighter IV" pois nada mais é que um DLC). Um título que merece um lugar especial na estante de todo gueimer que se prese.

Até mais e bons jogos!

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9.6

Com vários acertos, Injustice: Gods Among Us chega para fechar com chave de ouro a categoria como o melhor jogo de luta da sétima geração de consoles.
  • + Enredo muito bem trabalhado
  • + Jogabilidade simple
  • + Dublagem brasileira
  • - Elementos reciclados de seu antecessor espiritual (Mortal Kombat)

Informações do Jogo