156 20/1/2015

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Jamestown: Legend of The Lost Colony

Tentáculos na guerra pela Colônia Britânica

Tem uma coisa que todos os bons jogos indies têm em comum: amor. Provavelmente essa é a palavra que define Jamestown. Ele é um jogo que vai muito além da ideia básica de divertir o jogador. É um jogo degustável. E o sabor? Tem gosto de amor.

Apresentação

Jamestown é um shoot ‘em up vertical desenhado em pixel art. O cenário se enche de vida com diversos tipos de inimigos surgindo do chão, das paredes e, claro, do topo do cenário.

Você encarna o personagem Sir Walter Raleigh, um fugitivo que escapou de sua execução nesse passado distópico. O jogo se passa no século XVII, numa releitura da colônia britânica na América do Norte (leia –se “Estados Unidos”). Só que nessa história, a colônia é em Marte, e os espanhóis guerreiam contra os colonos com a ajuda de aliens.

Em meio a soldados britânicos carregando mosquetes de laser e naves alienígenas erguendo o inferno nas terras, o jogador segue - através de uma jogabilidade divertida e cutscenes estáticas acompanhadas de texto - a trajetória de Walter para impedir os planos do vilão, “El Conquistador”.

A história funciona muito bem, e apesar de em certo ponto causar uma certa confusão, cumpre seu papel e diverte. Entende-se que o foco do game não é o roteiro, mas mesmo assim a história dá gosto de ser acompanhada.

Gráficos/Som

A música é uma das melhores partes do jogo. A trilha sonora, que é diferente de efeitos sonoros, também é adquirível via compra. Simplesmente maravilhosa, trabalhada com carinho. As melodias são dramáticas, desde batidas imponentes e assustadoras para os chefes , até sequências melódicas empolgantes que grudarão na sua cabeça por um bom tempo. Após terminar o jogo, fiquei mais de uma semana ouvindo as músicas compostas por Francisco Cerda, que criou todas as músicas do jogo, e até hoje as ouço com prazer. Cada música se torna uma lembrança para o jogador.

O pixel-art utilizado em Jamestown é lindo e nota-se que houve muito trabalho por parte do time de criação. Os mapas têm personalidade e os chefes são muito imponentes. As balas possuem um jogo de cor e contraste que não se perde no meio do mapa, te ajudando a identificar pela cor cada personagem e para onde seu tiro está indo. As naves dos jogadores e inimigos foram bem trabalhadas e é lindo ver o cabelo de Walter e seu grupo voando enquanto ele avança por um tiroteio frenético. Por mais que seja uma simples animação em pixels, é um detalhe muito bem vindo. Um tempero.

Gameplay

Jamestown não traz nada de novo à mesa; muito pelo contrário, a ideia aqui é fazer um jogo que utilize as mecânicas certas para promover a diversão desejada. Temos cinco estágios e quatro naves (destravadas através do modo história), cada uma com um tipo de tiro e habilidade diferentes, podendo ter até quatro jogadores simultâneos na tela.

Nos movemos para as laterais, verticalmente e diagonalmente através do mouse, teclado ou controle, com os tiros normais da nave e um botão que aciona o tiro especial, que é desferido ao se possuir a barra de “Vault” cheia. Essa barra é carregada com itens derrubados pelos oponentes destruídos e representa a energia do tiro especial, o chamado "Vault mode".

A jogabilidade é boa. Como esperado em um bullet hell, um estilo de jogo de tiro onde os projéteis inimigos vêm em quantidades incontáveis, o jogo é desbalanceadamente difícil nos níveis mais avançados, mas faz um bom trabalho com os diferentes modos de jogo, oferecendo uma curva de aprendizado que faz até os mais leigos no gênero adquirirem reflexos impressionantes devido ao fato de que o jogo os forçará cada vez mais a tentar um nível superior de dificuldade para que possam prosseguir com a história. O suporte para multiplayer local é divertidíssimo, mas a falta de uma modalidade online é sentida, já que deixar o multiplayer do jogo apenas local limita muito as possibilidades de diversão no PC, por mais que seja muito legal se jogar um game sentado do lado dos amigos. A dificuldade do jogo nos níveis finais pode também afastar alguns jogadores. Os chefes são épicos e cheios de adrenalina. Os controles respondem bem e não te deixam na mão com nenhuma das naves. Há poucos mapas no modo campanha, mas diversos desafios que te darão muitas horas extras de jogo. Quando você concluir a história principal, se sentirá um verdadeiro vitorioso e perceberá que trabalho duro vale a pena, vale muito a pena.

Veredito

Jamestown é um jogo como poucos. É um jogo que mostra o porquê dos jogos independentes estarem tão em alta e superar inúmeras grandes produções. Só jogando para entender. Vale cada centavo dos R$17,00.

O jogo está disponível para compra na Steam

Prepare-se para enfrentar os agressores espanhóis em uma corrida desesperada para impedir que um poderoso artefato caia nas mãos de El Conquistador. O caminho será doloroso. Difícil. Mas no auge do sentimento de desistência, caso você tenha garra, aquela “última tentativa” lhe levará para o próximo capítulo da guerra.

O destino de Jamestown depende de você.

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8.7

Jamestown é um jogo que mostra o porquê dos jogos independentes estarem tão em alta e supera inúmeros jogos AAA, a despeito de sua aparência simplista.
  • + Chefes divertidos e trilha sonora belíssima
  • + Adrenalina do começo ao fim.
  • - Adrenalina demais: a dificuldade pode afastar muitos jogadores.