329 20/1/2015

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Penny Arcade 3 e 4

Eis que depois de anos de espera a saga On the Rain-Slick Precipice of Darkness chega ao fim. Iniciada em 2008 com dois capítulos lançados pela Hothead Games (a mesma de Deathspank) e continuada pela Zeboyd Games em 2012 e 2013. Enquanto esteve nas mãos da Hothead, eram RPGs em 3D medianos com mecânicas fracas mas uma história muito sem noção, divertida e interessante. Quando a Zeboyd assumiu o projeto após o fantástico Cthulhu Saves the World houve uma mudança drástica na direção do episódio 3 e 4: Visual 16 bits, mecânicas de jogo completamente diferentes e uma história que continua o que o episódio 1 e 2 encaminharam mas sem depender em nada deles para se entender o contexto.

Essa análise é para os episódios 3 e 4 pois ambos são muito parecidos no geral e o que for diferente entre eles será especificado. Agora vocês devem estar se perguntando "não seria necessário jogar o 1 e o 2 primeiro?". Felizmente, não! Por causa dos 4 anos de diferença entre o 2 e o 3 e a mudança de desenvolvedora, a Zeboyd só pegou aquilo que era essencial para a história nos jogos da Hothead e colocou logo no início do 3, então não precisa "perder tempo" jogando o 1 e o 2 (ainda são bons jogos, se estiver desesperado por um RPG vale dar uma chance a eles). Já para o episódio 4 é essencial jogar o 3 antes.

Apresentação

O jogo fala da luta eterna do clã Brahe contra quatro deuses antigos de acordo com o poema "The Quartet for the Dusk of Man". O episódio 3 começa com dois deuses (Yog Sethis e Yog Kathak) mortos pelos protagonistas Tycho Brahe e Jonathan Gabriel nos jogos anteriores e segue a partir daí numa história repleta de humor e situações inusitadas. É difícil dar mais detalhes sem spoilers, mas o humor é, sem dúvidas, um ponto forte.

Sobre as piadas, não é necessário acompanhar os quadrinhos Penny Arcade na internet para entendê-las mas, infelizmente, quem não está com o inglês em dia vai perder muita coisa, a linguagem é mais complexa que o usual e há várias expressões que não são muito utilizadas normalmente. Lembrando mais uma vez que isso se aplica ao humor dos jogos, a história em si vai ser tranquila de entender para quem já está acostumado com RPGs.

Jogabilidade

A batalha dos dois jogos são muito parecidas com a da série Grandia com uma pitada de Final Fantasy: inimigos na esquerda da tela e seus personagens na direita e uma barra subdividida em wait (esperando), cmd (dar comandos de batalha) e act (executar o comando) mostra a ordem de ação de cada um. Existem comandos que são capazes de "interromper" o alvo, atrasando um pouco sua ação se este se encontrar na parte "wait" ou que atrasa drasticamente se estiver na parte "act". É essencial dominar a arte de interromper se quiser encarar os maiores níveis de dificuldade.

Por falar em dificuldade, existem 4 níveis diferentes e que podem ser trocados a qualquer momento sem nenhuma penalidade. A diferença entre eles está somente no HP e dano dos oponentes. Eu encarei ambos os jogos no hard, é ideal pra quem já é acostumado com RPGs pois é, no geral, bem equilibrado mas é comum o jogador sofrer nas mãos dos inimigos no início de cada área nova. Um outro detalhe interessante é que não é possível ficar em uma área matando inimigos para subir de nível, cada mapa tem um número exato de encontros e você tem que se virar para mandar bem na estratégia de combate para superar os desafios. Os dois jogos possuem chefes secretos que irão dar trabalho para vencer até no modo mais fácil e chegam a ser praticamente impossíveis nos dois modos mais difíceis, estejam avisados!

A particularidade do episódio 3 é que é possível personalizar cada personagem do grupo com 3 classes diferentes para liberar novas habilidade ativas e passivas. Já o episódio 4 rola um esquema de battle pets meio pokémon mas sem a preocupação de recrutar cada inimigo que vê pois os que devem entrar pro grupo entram automaticamente ou através de exploração de uma das várias áreas opcionais. Essas áreas opcionais se aplicam somente ao episódio 4 que possui um mundo aberto bem estilo Final Fantasy de SNES para explorar, o episódio 3 é completamente linear.

Gráficos e Som

Os gráficos lembram os de Final Fantasy V de SNES e outros RPGs da geração 16 bits. É um estilo retrô e que tem se destacado em vários jogos ultimamente, especialmente nos independentes, por demandarem menos recursos se comparado com o 3D. Os personagens são sprites pequenos e simples com quatro quadros de animação e não conseguem expressar emoções como os de Final Fantasy VI e Chrono Trigger conseguem, elas aparecem apenas nos quadradinhos durante as falas. Os cenários são bem feitos e coloridos mas não se destacam. Resumindo, não é o melhor pixel art do mercado mas cumpre bem o seu papel.

Os efeitos sonoros são simples e não há qualquer tipo de dublagem, o maior destaque se encontra na trilha sonora, especialmente do episódio 4. Temos aí algumas músicas memoráveis e empolgantes que não sairão da cabeça por um tempo.

Veredito

Penny Arcade's On the Rain-Slick Precipice of Darkness episódios 3 e 4 são RPGs bem divertidos, de boa duração (10 a 15 horas para zerar), com uma ótima trilha sonora e super baratos (R$8,49 cada). Seu sistema de batalha é fácil de entender mas difícil de dominar e, somado à dificuldade relativamente elevada, pode acabar afastando alguns jogadores. Para quem curte o gênero, valem a pena nem que seja em uma promoção no Steam.

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7.9

Penny Arcade 3 e 4 são RPGs simples e bem feitos. Quem é fã do gênero merece dar uma chance a eles, especialmente por serem tão baratos.
  • + Bem humorado
  • + Boa duração
  • + Visual retrô agradável
  • - Necessário inglês avançado para entender todas as piadas
  • - Dificuldade pode ser brutal em alguns momentos

Informações do Jogo