812 20/1/2015

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Streets of Rage

VEM PRA RUA!

Double Dragon, Cadillacs and Dinosaurs, Final Fight, Golden Axe... Você se pergunta o que esses jogos têm em comum. A resposta é simples: além de serem clássicos de gerações passadas, todos fazem parte do, infelizmente, quase extinto gênero Beat ´em Up. Digo "quase" porque alguns jogos modernos, como Tekken 3, ainda tentaram investir em características semelhantes desse gênero em seus bônus, mas nada supera o bom e velho estilo "Briga de Rua" de ser que, hoje, se mostra um professor e pré-evolução do conhecidíssimo gênero Hack´n Slash.

Mas o que seria o Briga de Rua (melhor do que beat 'em up, para nós brasileiros)? Ele se baseia, basicamente, em comandar um personagem que avança pelos cenários enfrentando hordas de inimigos vindos de todos os lados. Simples, não? Pois é, simples como qualquer jogo Briga de Rua deve ser. Aliás, simples e divertido. E já que estamos falando sobre isso, não podemos esquecer de um dos principais jogos pertencentes a essa família: Streets of Rage. E é justamente sobre ele que você lerá agora. Então que tal relaxar um pouco na cadeira enquanto aproveita a análise retrô de hoje.

Apresentação

Streets of Rage (Bara Knuckle: Ikari no Tekken para os japoneses) foi desenvolvido e publicado pela SEGA para o console Mega Drive (cujo nome original é Genesis). Foi lançado em 31 de dezembro de 1990 nos EUA e 02 de agosto de 1991 no Japão, tornando-se um grande marco dessa década. Houve até mesmo uma versão convertida para Wii em 2007 e para iOS em 2009. Além disso, o jogo fez parte da Sonic´s Ultimate Genesis Collection, uma coletânea com vários jogos de Mega Drive lançados para Xbox 360 e PS3, mas a maior surpresa fica por conta de seu lançamento - assim como outros clássico da SEGA - em 3D estereoscópico para o 3DS.

Após uma organização criminosa tomar conta da cidade e assumir o controle do governo, qualquer lugar tornou-se perigoso e frutífero para ações violentas. Um trio de jovens destemidos surge, então, para fazer a limpa e livrar as ruas da presença dos delinquentes. Para isso o jogador conta com algumas ajudas, como as famosas armas corpo-a-corpo escondidas sob latas de lixo e placas - que algumas vezes também escondem vidas extras e alimentos para recuperar a saúde - e até mesmo o auxílio limitado de um carro patrulha; de onde sai um policial armado com uma bazuca ou uma metralhadora automática ("só" isso!) e elimina todos os inimigos em volta dos personagens.

Mas não pense que é algo fácil. Muito pelo contrário, mesmo com armas extras e o auxílio externo o jogo se apresenta bastante desafiador, aumentando cada vez mais o número de inimigos presentes na tela e tornando comum a exibição da temida tela de Continue (mas vamos deixar este assunto para o tópico de Jogabilidade).

Olha que mal educado! Já falando do jogo em si e ainda nem apresentei os personagens que passam por tudo isso. Bem, os três jovens determinados são esses aí embaixo:

Na abertura do jogo somos apresentados a algumas informações sobre cada um deles:

Adam Hunter

  • Idade: 23
  • Histórico: Ex-policial
  • Hobbie: Bonsai
  • Habilidade: Boxe

Axel Stone

  • Idade: 22
  • Histórico: Ex-policial
  • Hobbie: Videogames (quem diria)
  • Habilidade: Artes Marciais

Blaze Fielding

  • Idade: 21
  • Histórico: Ex-policial
  • Hobbie: Lambada
  • Habilidade: Judô

Gráficos e Som

Quero deixar algo bem claro: Não leve o nome Briga de Rua ao sentido literal. Os jogos desse gênero não têm a obrigação de se passarem em ruas e menos ainda em cenários urbanos (Golden Axe é o melhor exemplo disto), isto é apenas um conceito. Mas Streets of Rage é a representação fiel de uma legítima briga de rua. Aqui a roupa suja é lavada em centros comerciais, subúrbios, praias, fábricas e o que mais estiver disponível na cidade. Os cenários possuem detalhes bem interessantes como pôsteres colados em paredes, latas pelo chão, papéis voando com o vento e janelas quebradas. A destruição é bem representada e tudo fica ainda mais legal ao ar livre, onde a cidade é usada como plano de fundo e é possível ver as luzes acesas nos prédios. Veja bem: não existem níveis durante o dia nesse jogo, então o que mais se vê são pontos iluminados em cada janela distante; o que, para ser sincero, é bem bonito. Se você parar para observar por um instante a profundidade do cenário, verá como os edifícios e as luzes urbanas são legais.

Os efeitos sonoros não apresentam nada de extraordinário e estão dentro do padrão da época. Mas empolgam ao chamarmos o carro patrulha (principalmente se a arma utilizada for a metralhadora). No mais, estão ali apenas para cumprir seu papel de não permitir que o silêncio prevaleça, o que não deveria ocorrer na abertura do jogo. Na introdução, os efeitos sonoros ganham somente a função de nos atrapalhar ao ouvirmos a ótima trilha sonora (já vou falar sobre ela).

As vozes dos personagens são bem fraquinhas. Na verdade, não passam de gemidos e gritos na hora da morte, e isso também vale para os vilões. Não há frases de efeito na tela de seleção e nem provocações durante o jogo. Apenas os gritos de dor - que nem são legais, diga-se de passagem.

Mas o que as vozes não fazem, a trilha sonora faz e supera. Já começando na introdução - que é bem simples - temos o prazer de ouvir uma das mais belas composições de Yuzo Koshiro, ue também é o responsável pela trilha de The Revenge of Shinobi. Todo o jogo é acompanhado por batidas eletrônicas muito bem produzidas que embalam o jogador até mesmo nas batalhas contra os chefes. Os ritmos são tão legais que poderiam facilmente se adaptar a uma canção moderna.

Jogabilidade

Assim como em todo Briga de Rua, os comandos são bem simples. Tudo é resumido em três botões: Pulo, Ataque , cujo botão também é usado para interagir com objetos, e Especial (carro patrulha). Há também a ação de agarrar, que é realizada encostando no inimigo e cada personagem possui sua própria sequência de golpes, de acordo com a habilidade individual. Depois é só sair batendo, batendo, batendo e... batendo. Pois é, apesar de ser um jogo divertido, toda a essência de Streets of Rage resume-se em apenas andar e bater, então não espere mais nada além disso. Tudo que você precisa saber é caminhar pelo cenário e enfrentar os inimigos já tendo a consciência de que há um chefe no final do nível e que isso se estenderá por todo o jogo. Ok. Sei que a principal característica do Briga de Rua é essa repetição, mas em Streets of Rage não existem missões do tipo "monte na moto e desvie dos obstáculos" e isso começa a fazer falta depois de passar do quarto cenário.

Infelizmente o modo cooperativo também sofre alguns problemas, como os frustrantes momentos em que você atrapalha seu companheiro acidentalmente, e vice-versa. É comum levar um soco de seu amigo ou agarrá-lo sem querer no meio da briga, podendo arremessá-lo para longe e fazer um favor aos vilões. E depois um jogador tem que se explicar ao outro numa tentativa falha de provar que não é nada pessoal ou muito menos traição. Isso seria apenas um pequeno empecilho contornável se não afetasse a barra de saúde. Mas AFETA! Então uma mísera falha na estratégia de posicionamento, o que é comum com muitos inimigos na tela, pode lhe custar uma vida.

Resumindo, o multiplayer é muito divertido, mas não acrescenta nenhum outro detalhe significativo - exceto pelo fato de duplicar os inimigos e até mesmo os chefes de fase, aumentando a dificuldade. Aqui não existe essa de dois contra um. Se você estiver jogando com um parceiro, prepare-se para para ver dois chefões na tela.

E por falar nos chefes, eles são um tanto estranhos se pararmos para analisar o contexto geral do jogo. Você encara gangues de rua e bandidos que fazem parte de uma organização maléfica para depois cair no soco com um cara grandão que parece ter vindo de outro planeta. No quarto cenário, por exemplo, tudo está no esquema até chegar a hora em que aparece um ser obeso que cospe fogo (?). Ainda não entendi o porquê dessas "criaturas" fazerem parte disso, pois tira o realismo que deveria existir em uma história de violência urbana.

Veredito

Streets of Rage foi lançado em uma época onde repetidas ações geravam horas de diversão, mas quem se arriscar jogá-lo atualmente pode sentir um leve incômodo pelo automatismo das missões. Há muitos jogos modernos que também pecam nesse quesito e mesmo assim nos distraem muito bem, então não será um clássico como Streets of Rage que perderá seu brilho por isso.

Trata-se de um jogo que marcou sua época nos consoles do Mega Drive e até hoje é lembrado com muito carinho pelos fãs. Com uma jogabilidade repetitiva, não deixa de representar bem o gênero a qual pertence e ainda consegue nos prender por muito tempo. O automatismo existe, mas pode ser facilmente ludibriado pela gostosa nostalgia a qual o jogo nos remete e a incrível trilha sonora.

Então não tenha medo de relembrar as paisagens urbanas de Streets of Rage. Continua viciante e mostrando que essa briga de rua está longe de acabar.

Obrigado, Johnatan de Alencar, pela informação sobre a versão do 3DS.

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7.8

Com uma jogabilidade repetitiva, não deixa de representar bem o gênero a qual pertence e ainda consegue nos prender por muito tempo. O automatismo existe, mas pode ser facilmente ludibriado pela gostosa nostalgia a qual ele nos remete e a incrível trilha sonora.
  • + Ótima trilha sonora
  • + Cenários bem feitos
  • + Continua nostálgico
  • - Vozes dos personagens mal feitas
  • - Não existem missões diferentes
  • - História muito simples

Informações do Jogo