462 20/1/2015

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Uncharted Drake's Fortune

Em busca dos tesouros de uma geração

Visando ocupar o espaço de principal adventure da geração, A Naughty Dog (conhecida pela série Crash Bandicoot para PS1 e Jak para PS2) anunciou na E3 de 2006 o Uncharted - Drake's Fortune. O jogo foi lançado em novembro de 2007 e foi um sucesso instantâneo, mesmo sendo o primeiro jogo da desenvolvedora para o PS3. A recepção positiva do acabou por render duas sequências no mesmo console e um spin off para o PS Vita, chamado Uncharted - Golden Abyss.

A aventura foi desenvolvida ao longo de dois anos, sendo um sucesso de crítica e vendas quando lançado. Na época destacaram principalmente seu enredo (que espantou por sua qualidade) e durante um bom tempo, Uncharted passou por fortes rumores sobre uma possível adaptação cinematográfica, que hoje reside na geladeira de Hollywood (para o bem ou para o mal).

Sem mais delongas, vamos a análise do jogo!

Apresentação

Seguindo o espírito de filmes como Indiana Jones, aqui encarnamos Nathan Drake, um ambicioso (e canastrão) caçador de tesouros e civilizações antigas, numa aventura sem precedentes em busca da famosa cidade de El Dorado.

Drake inicia sua busca pela mitológica cidade graças a pistas e um mapa deixados por seu falecido antepassado, o pirata e explorador Sir Francis Drake. Acompanham o personagem principal na aventura seu amigo e mentor Victor Sullivam (Sully) e a repórter Elena Fisher, que junto com sua emissora de TV, financiou a expedição em busca do corpo de Sir Francis.

Como em toda boa aventura “pipoca”, no meio dessa busca, o trio de protagonistas se depara com um grupo rival de caçadores de tesouros liderados por Gabriel Roman (a quem Sully devia uma pequena fortuna graças a dívidas de apostas) e o arqueólogo Atoq Navarro na busca, e além da disputa para ver quem encontraria a cidade perdida e os tesouros que nela estavam primeiro, acabam envolvidos em um jogo de gato e rato, que pode custar suas vidas.

Ainda que sua história não seja original, utilizando de diversos recursos já conhecidos do gênero (quem assistiu a caçadores da Arca Perdida consegue prever o ritmo da história e até algumas de suas reviravoltas facilmente), Uncharted se destaca pelos seus personagens carismáticos e bem desenvolvidos, e graças a imersão proporcionada pelos outros aspectos, o jogador se vê mergulhado ao longo do coeso enredo do jogo.

Jogabilidade

Em Uncharted - Drake’s Fortune temos um gameplay extremamente sólido e funcional, que mesmo não inovando no gênero de ação em terceira pessoa, acopla diversos elementos de outros jogos de maneira positiva e funcional, como o sistema de cobertura de Gears of War nas partes de tiroteio, ou os puzzles de Prince of Persia e Tomb Raider como os clássicos movimentos em plataforma, pressionar placas para desarmar armadilhas e procurar portas secretas, desafios que sentíamos falta desde o PS2.

Os constantes antagonistas que Drake enfrenta são mercenários, o que por vezes acaba se tornando repetitivo e cansativo, mas a atenção deve ser redobrada ao enfrentar mais a frente, não quero entrar em detalhes sobre o jogo mas os mercenários liderados por Navarro não serão o único obstáculo que Drake terá de enfrentar. Perigos maiores residem na busca pela cidade de El Dorado. Apesar de não permitir muita variação ao defrontar inimigos, você acaba não sentindo muita falta disso, devido ao eficaz sistema de combate, seja no corpo-a-corpo ou com armas de fogo (um recurso que mesmo com os inimigos entregando munição ao serem derrotados, é limitado). Há de se ressaltar também o uso do SIXAXIS (contração de "seis eixos" para movimentos direcionais, permitindo que o controle possua um sensor gravitacional de movimentos) nos comandos do jogo, apesar de não ser explorado com muita profundidade, é um recurso interessante que foi implementado no jogo.

Durante as partes de ação, o cenário se resume a uma área circular, em que você deve constantemente mudar de posição, para não ficar exposto aos avanços dos adversários. Nas partes de exploração, a câmera procura mostrar ângulos bem abertos, com intuito de esconder os tesouros (a busca por eles, acaba se tornando um atrativo interessante durante o jogo) e demonstrar um plano geral da região onde você se encontra.

O grande erro do jogo é o sistema de conquistas, que é extremamente cansativo e pouco inspirado, o que acaba por influenciar um retorno ao mundo dos exploradores nessa primeira edição do jogo.

Gráficos e Som

É aqui que Uncharted brilha e se destaca. Mesmo sendo um jogo considerado “antigo” por alguns, os visuais ficaram durante anos entre os mais belos do console, e mesmo nos jogos atuais, é raro encontrar um jogo com um acabamento tão impecável, ao ponto de não existir desperdício em tela. Todo o cenário se conecta de maneira harmoniosa e inteligente, apresentando puzzles e desafios belíssimos. E um grande diferencial dele é a vegetação presente, algo que não vi bem representado em praticamente nenhum jogo dessa geração.

Os sons são um espetáculo à parte, e por si já valeriam a compra. A dublagem feita para o jogo foi dirigida pessoalmente pela Naughty Dog, e o resultado disso é sensacional, com os atores entregando atuações convincentes de acordo com a situação apresentada, seja ela de desespero, cômica, ou drama.

Os efeitos sonoros de explosões, tiros e barulhos presentes no ambiente, como galhos quebrando, construções desmoronando, vasos sendo quebrados ou ainda o som de pássaros, são demonstrados com extremo dinamismo e precisão e não devem nada em relação a dublagem do game, sendo igualmente sensacionais.

A trilha sonora se encaixa perfeitamente na atmosfera apresentada, ora com ritmos acelerados nas partes de ação, ora com sons mais longos e calmos ao adentrar em floresta, ou ainda silêncio nas partes em que você deve escalar construções. Tudo funciona de maneira harmoniosa com os gráficos e o som do ambiente, conforme comentado anteriormente. Destaco ainda o tema principal, que já prepara para a grande aventura que vem a seguir.

Vale ressaltar a dublagem em Português de Portugal, não por ser ruim, mas ao ouvir algumas gírias dos gajos, é impossível conter o riso, "raios!".

Veredito

Apesar de ser repetitivo, possuir um enredo pouco original e ter no mínimo algumas reviravoltas questionáveis (pessoalmente, eu não gostei de algumas), Uncharted se apoia de maneira eficiente nos seus pontos fortes, como desenvolvimento de personagens, gráficos, controles e abusa da atmosfera imersiva proporcionada pela trilha sonora. Tais elementos tornam o jogo mais do que recomendado aos amantes de jogos em geral, e não a toa ele atualmente está na lista de jogos essenciais do PS3 feita e comercializada pela Sony.

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8.4

não a toa ele atualmente está na lista de jogos essenciais do PS3 feita e comercializada pela SONY
  • + Motor Gráfico impressionante
  • + Personagens carismáticos e bem desenvolvidos
  • + Enredo bem amarrado.
  • - Uso simplório do SIXAXIS
  • - Sistema de conquistas pouco inspirado
  • - Desafios repetitivos.

Informações do Jogo