602 20/1/2015

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Vitrum

Vitrum é um jogo de puzzle (quebra cabeça) em primeira pessoa criado pelo estúdio 9Heads e lançado esse ano. 

No jogo, você usa uma inovadora mecânica de cristais. Ao se aproximar de um cristal colorido, você pode absorvê-lo em uma das mãos e usar uma vez esse poder, que pode variar desde pular mais alto até se deslocar mais rápido para frente. Alguns cristais ativam poderes que alteram o cenário ao seu redor e outros... bem, te matam.

A história é praticamente inexistente ao longo do jogo. Durante vários momentos o jogador se perguntará por que os braços do personagem são tão finos até que no site do jogo (ou uma das placas de tutoriais), o personagem é chamado de Andróide. A falta de um enredo não compele o jogador a prosseguir pela aventura cibernética de cristais malucos e gasta muito do potencial do jogo.

Os gráficos são bem estilizados o cenário possui uma direção artística interessante, mas há uma grande repetição de texturas que pode acabar sendo visualmente massante para o jogador. Isso de maneira nenhuma quer dizer que Vitrum seja um jogo feio, claro, mas essa atenção em detalhes poderia ter sido muito bem vinda.

Os efeitos de som do jogo são relativamente escassos. A música não é feia de maneira alguma, mas ela muitas vezes parece fora de lugar e consiste de faixas meio techno, que apesar de às vezes fugir da ação do jogo, ainda fazem um bom trabalho de ambientação. É como um techno-zen tentando te impedir de quebrar sua sala de estar ao morrer (e você vai morrer muito)

Não faço idéia de como chego lá.

O grande show do jogo é a jogabilidade, por mais que ela não seja isenta de defeitos. Na verdade, ela às vezes chega a ser limitadora para os padrões de hoje: você, por exemplo, não pode pular e usar o poder de pular mais alto e isso limita muito a sua liberdade criativa durante o jogo. O conceito do jogo é muito bom e ele possui puzzles extremamente criativos. O level design é muito bom e a própria proposta de como usar os cristais é extremamente interessante. A proposta do jogo é ser um jogo difícil, então você sofrerá (muito) para finalizá-lo, pois os checkpoints são escassos e muitas vezes você estará tão perto  de chegar na porta de saída ou de pegar um último cristal da fase quando você baterá o dedinho do pé num laser e voltará muito na fase. O grande problema aqui é a falta de polimento do jogo, que o deixa muito para trás de outros indies. Apesar de terem tido o cuidado de trocarem o cursor do jogo e alguns outros pontinhos, o design geral dos menus é muito ruim. Até mesmo o menu de fim de fase é ruim e aparece de maneira pouco agradável.

Vale dizer que é o primeiro jogo da empresa, mas mensalmente diversos concorrentes de peso se apresentam e perto deles, Vitrum parece demais com um projeto de conclusão de curso universitário. O segredo para o jogo melhorar teria sido esperar mais no mínimo um ano polindo diversas coisas do jogo, desde troca de texturas até ao menos criar uma apresentação melhor. Só o menu de jogo ao ser melhorado faria ele parecer muito mais profissional e pronto para uma peleja com outros grandes puzzles independentes. A criatividade do jogo é com certeza algo que merece muita atenção e os jogadores que se importam com mecânicas divertidas com certeza devem testá-lo. Hoje em dia um jogo que custa R$20,00 tem muito mais a oferecer, e com certeza muitas coisas poderiam ser relevadas caso o jogo fosse mais barato.

Você pode obtê-lo na Splitplay nesse link!

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5.0

Cristais, cristais e mais cristais!
  • + Identidade visual consistente
  • + Conceito inovador
  • + Quebra-Cabeças desafiadores
  • + Cristais que te empurram para trás (esses são muito divertidos)
  • - Péssima apresentação visual dos menus
  • - Repetição de texturas
  • - Trilha sonora merecia mais atenção
  • - Falta de enredo
  • - Não é um jogo para qualquer jogador