300 20/1/2015

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5 Jogos que PRECISAM tentar a sorte na nova geração

O mercado está repleto de novidades, reboots e continuações. Muitos são mais do mesmo e muitos são inovadores; outros nem precisam inovar, dando a nós exatamente o que queremos e no momento certo.

De vez em quando, no entanto, jogos que marcaram época e eram amados pelos fãs acabam retornando das cinzas. Há quem diga que rebootar uma série – isto é, recomeçar do zero a franquia em um novo console – é prejudicial para a indústria. Dizem que olhar apenas para o passado diminui e muito o horizonte criativo das equipes de desenvolvimento. Outros jogadores amam a chance de jogar novamente algo que marcou seus passados e, ainda, alguns jogadores odeiam as mudanças impostas e reagem agressivamente até a uma mudança de cor de cabelo (sim, estamos falando de DmC: Devil May Cry). Mesmo assim, outras franquias renascem com sucesso.

Foi assim com Street Fighter IV, em 2008. Foi assim com Fallout, Mortal Kombat, Tomb Raider, XCOM, Need for Speed: Hot Pursuit, e tantos outros. E a despeito dos pensamentos mistos relacionados a reboots, existem várias pérolas que indiscutivelmente possuem todas as chances de se darem bem na nova geração. Separamos cinco delas abaixo e explicamos o porquê:

5. Desperados – Wanted Dead or Alive

Desperados é um jogo de estratégia em tempo real desenvolvido pela Spellbound e lançado pela já finada Infogrames em 2001 para PC.

O jogo se passa no velho oeste, onde vários trens estão sendo roubados por um bandido misterioso chamado El Diablo. John Cooper, um caçador de recompensas, aceita a missão de ir atrás do vilão e trazê-lo vivo ou morto. Ao notar que a missão é muito mais difícil do que o esperado, Cooper é obrigado a procurar velhos parceiros para ajudá-lo.

Desperados leva qualquer jogador de Dark Souls aos prantos.

O jogo ficou extremamente conhecido por sua dificuldade, devida à inteligência artificial muito avançada. A ideia de um jogo de velho oeste clássico (puxar o gatilho em todo mundo) foi deixada de lado para uma ação extremamente realista. Personagens têm jeitos muito particulares de ação. Por exemplo, Kate O’Hara pode seduzir homens menos devotados a guardar um determinado lugar, mas outros podem abrir fogo contra ela por sua insolência (e outros são até homoafetivos!).

O mercado de RTS( Real Time Strategy) é dominado por jogos do estilo Starcraft, isso é, com foco em partidas multiplayer, e essa seria a chance de Desperados brilhar: uma experiência puramente solo repleta de mecânicas para aprender e dificuldade. Personagens carismáticos e uma história acima da média (acredite, a história tem uma surpresa muito legal) são pontos que ajudam o jogo a se erguer em sua proposta, além de pilares que o sustentariam facilmente entre jogos que se dariam muito bem nessa geração.

4. Darkstalkers

Já passou da hora. Vimos Street Fighter, Marvel vs. Capcom, então por que não Darkstalkers?

A série se iniciou em 1994 para arcades e é até hoje cultuada por uma jogabilidade divertida e carisma (leia-se: peitos) de personagens vistos até hoje em crossovers como Marvel vs. Capcom.

A Capcom tentou dar um pouco de vida à franquia com Darkstalkers: Ressurection, uma compilação de jogos antigos da série que se mostrou um fiasco. Os jogadores querem um jogo novo, e não comprarem o mesmo jogo que jogaram há tanto tempo atrás. Mas, infelizmente, o mais provável é que nessa geração não tenhamos nem o brilho lunar de um anúncio.

Morrigan é destaque hoje em dia em Marvel vs. Capcom. Peitos em HD!

Mas a próxima geração está chegando e é mais do que o momento da Capcom perceber que esse é o passo certo a ser dado. As batalhas são divertidas e a mecânica pode ficar bem interessante com as engines de jogos de luta que a empresa desenvolveu. O gênero luta está em alta graças aos méritos dos novos Dead or Alive, Mortal Kombat, Injustice, Tekken, Marvel vs. Capcom e Street Fighter, então é a hora de agir da mesma maneira que Killer Instinct fez.

Provavelmente o jogo não venderá tanto quanto Street Fighter, mas com certeza venderá bem, agradando fãs antigos e trazendo novos fãs para o universo de vampiros, lobisomens e peit... trevas.

3. SWAT

Muitos gamers e desenvolvedores dizem que o mercado de tiro em primeira pessoa está supersaturado e que os jogos estão todos iguais. Que os jogos estão muito genéricos. E é por esse motivo que alguns outros gêneros devem ser misturados para que possamos ter experiências frescas. Não, FPS + RPG não conta. De maneira alguma.

SWAT é uma série de PC que chama atenção pela proposta estratégica: Você é o comandante de uma equipe SWAT em diversas missões, dando ordens e metendo bala nos bandidos. No entanto, a ideia aqui é bem diferente dos jogos tradicionais. Você deve ordenar que abaixem as armas e a prioridade é prender o suspeito. Além disso, possui uma gama de armas letais e não letais para usar e comanda seu esquadrão. A estratégia está super presente no jogo, como por exemplo ao se pedir para a equipe azul cobrir o corredor enquanto a vermelha espia por baixo da porta. Em seguida, a equipe vermelha coloca a carga de C-2 na porta e a azul se prepara para jogar uma granada de efeito moral lá dentro. Tudo sob suas ordens.

"Williams, você abre a porta. Joseph, você arruma a mesa e Paul, você paga o cara da pizza. Eu cuido do refrigerante."

Os jogos de tiro em primeira pessoa não precisam ser extintos para que o jogador possa se sentir animado novamente com o gênero. Tudo que os desenvolvedores precisam é colocar pontos estratégicos que estimulem a mente do jogador. Sem fazer o jogo parecer um Civilization, mas o mantendo mais distante de Call of Duty. SWAT, a chance está em suas mãos. Você consegue fugir da Modern Warfarização dos videogames.

2. Neverwinter Nights

Neverwinter Nights foi lançado em 2002 e é jogado até hoje. Isso por si só é um enorme mérito. O jogo é ambientado na maior franquia de RPG existente: Dungeons & Dragons, mais especificamente no universo de Forgotten Realms. Ambos Neverwinter Nights 1 e 2 se esforçaram muito para trazer a experiência da imaginação presente no papel e dados para o computador, com monstros icônicos, criação de personagem e personalidade livres e a plena utilização das regras da versão vigente ao RPG de mesa na época.

Foi lançada a quarta edição das regras básicas dos livros de Dungeons & Dragons, foram lançados os livros de Forgotten Realms e até - diabos - Neverwinter, mas a grande franquia da Bioware não nos agraciou nessa geração. Nem mesmo um Baldur’s Gate, jogo na mesma pegada e com a mesma ambientação, mas anterior ao Neverwinter Nights. Tudo que nos foi oferecido foi um MMORPG acima da média que leva metade do nome da franquia: Neverwinter. Um bom jogo, mas longe de ser o que queremos.

O bicho fica muito mais assustador depois de toda a história que te leva a ele.

Agora essa geração já é praticamente um monte de água passada e estamos prontos e ansiosos pela próxima geração. É a chance da Atari, atual publicadora do jogo, trazer de volta esse maravilhoso jogo para os fãs e não conhecedores de Dungeons & Dragons. O universo do D&D é absurdamente amplo e detalhado, com uma miríade de personalidades distintas e movidas pelos próprios interesses num mundo mágico de artefatos sagrados, deuses antigos, masmorras e dragões.

Com os hardwares atuais a empresa conseguirá facilmente mostrar a região mística de Neverwinter num nível de detalhes nunca antes visto pelos jogadores. Não se sabe que porcarias aconteceram entre eles e a Hasbro, atual dona da marca Dungeons & Dragons, mas independentemente disso ambas as empresas devem olhar para o lado lucrativo da franquia. O jogo é um RPG com as escolhas de um Mass Effect, o tamanho e beleza de um Skyrim e uma legião de fãs maior do que um exército legionário. Atari, acorda!

1. Battletoads

Essa é imperdoável. Rare, pare de fazer jogos de Kinect e vá fazer o novo Battletoads imediatamente!

Em 2012 a empresa Wayforward, produtora do Double Dragon Neon, disse que poderia levar os sapos de Battletoads como DLC. Não. Simplesmente não. O jogo foi lançado em 1991 para o NES, seguido pelo excelentíssimo Battletoads in Battlemaniacs em 1993 para o SNES. O último jogo foi lançado para Arcade como uma versão mais violenta e equilibrada em 1994. 1994!

Battletoads é uma série de Beat ‘em Up para até dois jogadores em que controlamos sapos lutadores contra os exércitos das trevas de Dark Queen. O jogo é caracterizado por armadilhas imprevisíveis que precisam ser memorizadas, telas de desvio de objetos que requerem memorização e reflexos, domínio dos controles e muita coordenação com o segundo jogador para evitar que ambos se batam.

Se você já jogou esse jogo e está vendo essa imagem, recomendo que se levante imediatamente e vá secar essas calças antes que alguém te veja assim.

Os personagens são divertidos, carismáticos e até protagonizaram um crossover com a série Double Dragon. Há diversas petições internet afora e diversas listas que dizem o quanto precisamos desse jogo na nova geração.

Não só pela reputação que ele conseguiu como um dos jogos mais difíceis do NES, Battletoads possui humor e leva o estilo de Tartarugas Ninjas muito além. Peguem os três sapos, adicionem um personagem novo e voilá! Temos um excelente jogo para a PSN e Xbox Live Arcade. Tenham um pouco mais de trabalho, mantenham a ideia 2D, façam uma campanha com uma história decente (história decente pode ser encontrada em qualquer game. Vocês conseguem!) e pronto, temos um jogo com imenso potencial de ser divertidíssimo.

Battletoads é um daqueles jogos que faz jogar com um amigo ser uma sensação única. Ele é DIFÍCIL. Realmente difícil, mas com um motivo: fazer com que os laços entre você e seu amigo se aproximem mais ainda. Ambos terão que superar uma grande dificuldade juntos, aprender juntos, treinar juntos e a superação também virá em maior número. O esforço sempre compensa quando conseguimos superar um grande desafio, mas Battletoads faz isso de forma única. E em dobro.

Menção honrosa: Big Ol’ Bass

Um jogo pouquíssimo conhecido e que merecia ter recebido mais atenção, Big ‘Ol Bass se derivou da franquia de pescaria Fisherman’s Bait. O legal do jogo (em especial o 2) é a pegada arcade ao invés do simulador de pesca que deixa todos os outros jogos no limbo.

Big ‘Ol Bass 2 foi viciante. Você pesca sozinho ou com um amigo, juntos ou um contra o outro. O narrador tem uma voz empolgante e os peixes são muito legais; além de pescar desde peixes reais em lugares reais até peixes fictícios e algo a mais...

Missão nos estados unidos? Vou pescar alguns peixes verdadeiros e uma pescada com as cores da bandeira? Combinado. Ir para o Brasil pescar piranhas, jacarés e uma pirarucu? Estou dentro. Ir para o lago secreto pescar um... T-Rex?????

Big 'Ol Bass vai pelo caminho que todo game deveria ir: ele não é o que você espera, é muito melhor. O mercado precisa disso: jogos que são criados com o intuito de te divertir. Não precisa dos melhores gráficos ou copiar as grandes franquias. Precisa trazer um sorriso ao nosso rosto.

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