2730 20/1/2015

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É possível usar os jogos para estudar?

Você já deve ter passado por algo parecido: aquele jogo ultra realista, de última geração, é lançado. Críticos aplaudem de pé. Os gráficos beiram à realidade, os controles são extremamente precisos e os modos de jogo desafiadores; e claro, uma física também muito realista. Você vê gameplays, críticas, joga e se diverte como pode até altas horas da noite e, no dia seguinte, ainda sonolento pela madrugada de ação, percebe que já chegou na escola e está no meio daquela aula de Física. O professor, com um giz na mão, fala algo sobre velocidade, movimento, desenha um quadrado com duas bolinhas embaixo e diz: "imagine um carro....".

Imagine que eu desenhei isso...

Como você ainda está empolgado com o jogo de ontem, essa imagem surge na sua mente. Mas não seria muito mais fácil ver um carro em uma situação parecida com a do problema do que imaginá-lo? Claro que não podemos colocar várias pessoas em um carro e explicar Física dentro dele, mas podemos chegar perto disso. E se usássemos modelos baseados nos carros reais, sujeitos ás mesmas leis e limitações, dentro de situações iguais às que queremos estudar? Isso é possível? Certamente que sim. Nós, jogadores, utilizamos esta ferramenta com muita freqüência, mas pra outra finalidade. Será que não podemos usar os videogames para ensinar Física, ou qualquer outro conteúdo que desejarmos?

O realismo virtual e a explicação da realidade

Primeiramente, vamos entender melhor o conceito da Física. Física é uma ciência que se propõe a explicar os fenômenos que nos cercam, tanto macroscópicos quanto microscópicos. Do movimento dos elétrons em um átomo ao movimento de galáxias, tudo regido pelas mesmas leis básicas. Lindo, poético, e extremamente complexo. Lidamos todos os dias com conceitos abstratos, do tipo "imagine que..." pois não temos material e nem tecnologia para demonstrar certas teorias. Explicações para quase tudo, o paraíso para aqueles que gostam de curiosidades, e saber como tudo funciona. Todos gostam. O problema vem com uma ferramenta muito usada na Física: matemática. Ame ou odeie. Sem meio termo. Assim, a Física acaba se tornando uma "matemática, só que mais difícil". Se eu ganhasse dez centavos pra cada vez que ouvisse isso, comprava a Summer Sale da Steam toda de uma vez. E isto gera o problema do desinteresse por algo potencialmente interessante; é pior do que perder o jogo salvo com 90% já concluído. Aí que entra a ideia de algo diferente, que chame a atenção do estudante para a matéria, algo prazeroso. E aí que entram os jogos.

Desde os primórdios, os videogames vem trazendo simulações da realidade, inserindo suas próprias regras e peculiaridades: personagens que voam, fazem magia, enxergam através das paredes... Mas todos seguem alguns princípios básicos comuns com o mundo real: gravidade e peso dos personagens, o atrito, iluminação, som, e tantos outros. Com o avanço da tecnologia, simulações cada vez mais completas e verossímeis surgem, levando fãs à loucura a cada vídeo mostrado do jogo; e isto pode ser um excelente aliado para aqueles que querem aprender um pouco mais sobre o mundo real, sem precisar fazer uma faculdade! Mas ainda há o problema de chamar a atenção da pessoa, fazê-lo se interessar pelo conteúdo.

Inserir algo mais descontraído como um jogo é uma boa maneira de aumentar o interesse pela matéria, não é? E se você chegasse um dia numa sala de aula, estudando movimentos retilíneos, e descobre que o seu professor está demonstrando a matéria usando um Forza ou Need for Speed? Você estuda sobre ondas sonoras, e seu professor coloca um jogo de ficção no meio do espaço, no vácuo, onde não há som (ainda me lembro bem de Dead Space...). Você procura entender sobre as leis de Newton, e usa um jogo de luta para entender inércia, ação e reação, a relação entre força e massa.

Muitas pessoas definem seu interesse por algo pelo prazer que aquilo lhe proporciona. Jogamos porque gostamos, porque nos sentimos bem quando assumimos uma determinada personalidade e atingimos um determinado objetivo. Será que aquele mesmo conteúdo chato e massante não poderia se tornar mais interessante se usarmos algo que gostamos para estudá-lo? O esforço em aprender seria bem maior se envolvermos ele dentro da nossa zona de conforto. Várias pessoas gostam ou não de algo por vários fatores, mas é fato que até aquela pessoa que não gosta de violência assiste UFC se estiver com as companhias adequadas, com um bom papo e uma situação agradável. Por mais que ela não gosta, algo é absorvido. Por que não podemos, então, unir o útil ao agradável para adquirir um pouco mais de conhecimento através de algo mais interessante?

Interdisciplinaridade nos Jogos

Claro que, até agora, só falei dos games relacionados á Física pois sou um graduando em Física e isso me chamou a atenção. Mas será possível utilizar os jogos para outras matérias? Assim como na Física, tudo depende do professor. Afinal de contas, quem não aprendeu algo sobre o Renascimento com a saga de Ezio em Assassin´s Creed? Ou quem sabe, um pouco de administração jogando Sim City (que na minha singela opinião, deveria ser matéria obrigatória em cursos da área)? Testar reflexos com os mais variados jogos do Nintendo Wii ou do Kinect? Analisar os diferentes tipos de literatura, jogando Final Fantasy e The Witcher, por exemplo. O jogo pode se tornar uma ferramenta excelente nas mãos de um bom professor. Ainda não tive a oportunidade de implementar estas ideias, pois lecionei em escolas pequenas, onde poucos alunos tem jogos em casa e, como sabemos da realidade escolar brasileira, não pude esperar muito do material disponível na escola. Infelizmente, ainda não temos em nossas escolas públicas o mínimo para uma aula tradicional "quadro e giz", o que torna ainda mais complexo a implementação desta ideia...Ideia que não pode ser perdida.

Assim dá até gosto de estudar

Começo minhas publicações aqui no Gueime com este artigo, em que pretendo iniciar esta discussão. Quero fazer exatamente isso que propus: unir o ensino de Física aos jogos, seja por meio de gameplays ou screenshots estratégicas. Mas quero saber qual é a sua opinião sobre isso. Você é estudante e se interessa pelo assunto? Discorda de tudo o que eu disse? Diga sua opinião nos comentários e me ajude a criar uma maneira de conciliar os dois temas! Ambos são muito mal vistos, devido a inúmeros casos que são mostrados na mídia e que chegam a grande população, mas está na hora de mudarmos isso, criar uma maneira de todos entenderem o mundo ao seu redor e de mostrar que os jogos não são "coisa de criança, do demônio ou coisa de gente a toa...".

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