3654 20/1/2015

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Entrevista com o desenvolvedor brasileiro João Rodrigues

Boa noite senhoras e senhores! Continuamos com nossa série de entrevistas com os desenvolvedores e estúdios brasileiros que trabalham na criação de jogos.  E desta vez batemos um papo com o gente boníssima João Rodrigues, designer da empresa Dynamic Light. Não conhece? Então vamos á uma prévia dessa turma:

A Dynamic Light é uma empresa formada  por sete membros: dois artistas (Pedro Tavares e João Rodrigues), quatro programadores (Kenniston Arraes, Rafael Brasileiro, Dennis Bueno e Vitor Lacerda) e a áudio designer Lya Maria, que trará para o mercado o jogo Tower Wipe Out, um hack'n slash para plataformas móveis e PS Vita. Alguns dos trabalhos da empresa incluem: World of Arthur, um jogo que mistura elementos de tower defence com beating up (ganhando o prêmio de melhor jogo votado pelo público na SBGames de 2012), um jogo de treinamento pra copa das confederações e um jogo sobre empreendedorismo para o SEBRAE (que ficou entre os 10 premiados).


Gueime: Primeiramente, gostaria de agradecer por disponibilizar um tempo para esta entrevista. Conte-nos um pouco mais sobre você, quando começou no mundo dos jogos, séries favoritas, etc.

João: Bem, eu comecei a trabalhar com jogos não tem muito tempo (ao menos não em minha opinião), há uns três anos e meio, logo depois de fazer uma pós-graduação em desenvolvimento de jogos, eu sou formado em artes visuais.

Já quanto aos meus jogos favoritos eu sou meio saudosista, a época em que eu mais jogava era quando eu tinha um super nintendo, ai já viu, Mario, Zelda, Mega man, e por ai vai. Gostava muito de RPGs.

Gueime: Como surgiu a ideia de trabalhar/desenvolver jogos?

João: Acho que como na maioria das pessoas que procuram se tornar desenvolvedores, a ideia surgiu do gosto pelos jogos, então um amigo estava dando aulas na pós que mencionei antes, ai uma coisa puxa a outra. Essa pós eu fiz no IESB, onde eu estou dando aula atualmente no curso de jogos. As materias que leciono atualmente são game design, design de interface e ilustração & story board.

Gueime: Conte-nos um pouco mais sobre o jogo que você está desenvolvendo! Como ele é, quais as referências...

João: O jogo que estamos fazendo chama-se Tower Wipe Out. Ele é um hack and slash 3D em terceira pessoa, com elementos puzzle, onde o jogador deve revezar o controle de três aventureiros com características distintas, evoluindo-os e escolhendo suas habilidades, utilizando as de forma criativa para resolver os enigmas.

Tem varias inspirações mais acho que uma das principais é Battle Heart. Na questão da estética, escolhemos cartoon porque é um estilo com que nos identificamos muito. O jogo tem data prevista para meados de novembro, para mobile e logo depois para PS Vita, mas podem haver atrasos por conta de alguns problemas.

Gueime: Muitos desenvolvedores optam por fazer jogos para PC. Por que vocês escolheram desenvolver para o PS VIta e Mobile?

João: Primeiramente iriamos produzir o jogo apenas para mobile, para aproveitar a facilidade de distribuição. A ideia era fazer um jogo rápido, mas o projeto foi se mostrando "não tão pequeno assim". Depois surgiu a possibilidade de desenvolver para o Ps vita, o que foi muito bom já que o projeto tem um perfil bom para um jogo de console portátil, isto fez o projeto ficar maior e motivou mais a equipe.

Gueime: Qual é, na sua opinião, a maior dificuldade em se lançar um jogo hoje em dia?

João: Bem, ao menos para nós na Dynamic o problema é ter que conciliar o desenvolvimento com trabalho do dia a dia... quase todo nós temos outros empregos para pagar as contas. Acaba que nos reunimos uma vez por semana, e durante a semana trabalhamos separados, o que atrasa bastante o processo. É difícil, porque quando o projeto demora para sair, a equipe acaba perdendo o fôlego. O que nos salva é que cada pedacinho que fica pronto vai reavivando o animo, e dá muito prazer ver a coisa ganhando vida. Já tivemos problemas em outros projetos por conta desses contra tempos. Mas fazer o que, tem que ganhar o leitinho das crianças. E se tudo correr bem o jogos vão substituir estes outros empregos com o tempo.

Gueime: Um ponto que sempre trago ás discussões e retomo agora: Peter Molineaux afirmou em uma entrevista que "os jogos indies estão passando apenas por um momento, e que ele acabará logo". O que você acha desta afirmação?

João: Eu acho que por um lado os jogos indies são glamorizados: o fato de ser independente dá um carisma a mais aos jogos mesmo antes das pessoas os conheçam. Em contra partida os jogos indie devem trilhar caminhos mais ousados para se destacar, onde as grandes produtoras nem sempre estão dispostas a se ariscar.

Então, na minha opinião, sempre vai haver espaço para os desenvolvedores indie. Não é a toa que as grandes empresas estão abrindo as portas para eles. Tem a Steam com o Greenlight, a Sony recentemente está com uma iniciativa de fazer parcerias com desenvolvedores indies aqui do Brasil. Nossa empresa já é desenvolvedora Sony, pegamos nosso kit de desenvolvimento recentemente. O nosso projeto atual esta voltado para mobile e PSvita.

Gueime: E o que você acha que ainda falta melhorar na indústria/público brasileiro?

João: uhm... acho que o mercado de jogos aqui no Brasil ainda esta meio confuso: alguns não vêem o grande potencial que esse mercado tem, outros querem se aproveitar deste potencial e fazem jogos "caça-níqueis" o que é muito ruim para o mercado como um todo. São muitos jogos que saem diariamente para mobile, saber quais são os bons jogos no meio da avalanche vai ficando complicado. Mas pensando bem acho que esse último problema não é exclusivo daqui.

Gueime: O que você acha destes sites em que os próprios jogadores financiam os projetos de desenvolvedores, como o Indie Go Go e o Kickstarter?

João: Eu acho que podem ser muito úteis para desenvolvedores indie, se planejarem bem os custos do projeto e se fizerem uma boa divulgação. O mercado de jogos aqui no Brasil tem tudo para crescer, basta os desenvolvedores acreditarem.

Gueime: Pra finalizar, gostaria de agradecer novamente pela entrevista! E se quiser, pode deixar um recado, um abraço, um pedido, qualquer coisa aos nossos leitores!

João: Bem, se teu tenho um recado para deixar para os leitores é: por mais difícil que seja, tente fazer o que gosta e acredite nos seus sonhos que as coisas acontecem. E um pedido: fiquem ligados no Tower Wipe Out, no que depender da equipe você não vão se arrepender.

Site da empresa: http://www.dynamic-light.com.br/

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