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História dos Jogos: Mortal Kombat - Parte 1

Mortal Kombat é uma franquia que todo veterano em jogos de videogame conhecem ou, pelo menos, já ouviu falar devido, certamente, a sua brutalidade. O primeiro jogo da série foi lançado em 1992, trazendo uma grande polêmica para seu estilo de jogo, a luta. Na época, ele só existia para o arcade e impressionava muitos jogadores pelo quão realista era a construção dos personagens. Não se tratava de um gráfico cartunesco como Steet Fighter, mas muito mais semelhante a Pit Fighter, que era um jogo em que foram fotografados e digitalizados atores de verdade. Contudo, Mortal Kombat certamente fez muitos jogadores esquecerem-se um pouco da existência de Pit Fighter ou mesmo de Street Fighter, então vamos entender o porquê.

O primeiro título foi inicialmente pensado para ser um jogo do estilo Beat 'em Up e ter como personagem principal o ator Jean Claude Van Damme, mas a ideia não conseguiu prosseguir pela situação em que o ele estava na época. A partir daí a reconcepção do jogo veio através da decisão de o aproximar do gênero de luta e trazer simulação dos movimentos por meio da digitalização de filmagens com lutadores de verdade, assim como o acima mencionado Pit Fighter. Como forma de se diferenciar dos concorrentes, MK (Mortal Kombat) foi o primeiro jogo a fazer uso do botão exclusivo de bloquear e buscou tratar o estilo de luta de uma forma mais dinâmica.

Sua história era um tanto quanto confusa, mas tinha sua base no, hoje tradicional, vilão que busca dominar a Terra. A partir disso, um torneio foi realizado para determinar quem era o mais forte e é aí que as lutas em progresso com dificuldades cada vez maiores, modo do jogo, ganhou seu sentido.

Um ponto que chamava bastante atenção em Mortal Kombat era o sangue, pois o jogo era extremamente sangrento. Sim, na época havia sangue em jogos de videogame, no entanto, eram apenas algumas pequenas e quase imperceptíveis gotas que desapareciam rapidamente no ar. Mas não como em Mortal Kombat, em que o sangue aparecia nitidamente e poças caiam sobre o chão. Muitos se impressionavam e se chocavam com "tamanha" violência, trazendo até um certo medo de jogá-lo. Espalhavam boatos de que se poderia arrancar a cabeça do inimigo com um soco ou mesmo arrancar seu coração. Pareciam boatos... não se pensava que era possível fazer isso num jogo ou só seria possível fazer isso com alguma censura envolvida, então a maioria era descrente a respeito disso. Tinham de ver para crer; e quando viam...

A maior fonte de polêmica eram os famosos Fatalities, que representavam o fim da luta com um golpe mortal no seu oponente. A grande questão a respeito dessas finalizações era que tinha que saber executá-los. Havia sempre uma combinação complicada de botões para serem apertados e poucos sabiam como eles eram. Sendo assim, você tinha sorte de ver quando acontecia. Alguns tentavam a sorte de apertar combinações aleatórias à uma distância qualquer da vítima para tentar a sorte, mas a única maneira de acertar um Fatality, no entanto, era lendo revistas especializadas em videogames - até o surgimento da internet.

Claramente, Mortal Kombat era um jogo que atraía pelo seu estilo brutal e, algumas vezes, assustador. Perder o interesse em Street Fighter era algo comum, afinal qual era mais assustador: Alguém dizendo "Hadouken" ou mesmo "Tiger Upper Cut" ou "GET OVER HERE!!!"? Os cenários também eram algo a mais na brutalidade de Mortal Kombat, e também seu diferencial. Por exemplo, Spike Pit (Cova dos Espinhos) era um dos cenários mais insanos e assustadores daquela época. A luta acontecia numa ponte estreita, em que abaixo dela havia espinhos e cadáveres; e havia sempre o ideal da possibilidade de jogar o inimigo na cova. Esse ideal, como várias brutalidades no jogo, era de fato possível.

Alguns anos depois, a título finalmente saiu dos arcades e chegou à casa dos jogadores. Agora todos podiam sair da escola ou do trabalho e "praticar" a luta em casa. No entanto, essa mudança decepcionou um pouco, principalmente com a Nintendo. A empresa censurou algo essencial no jogo: o sangue; e mudaram os Fatalities para ficarem menos violentos... Grande erro da Nintendo. Foi terrível! Havia algumas manchas cinzas e alguns diziam que este era o sangue enquanto outros diziam que era simplesmente poeira. Alegavam que o Genesis mantinha o sangue, mas era necessário um código e todos pais se preocupavam: "Oh meu Deus! As crianças vão conseguir o código! E agora?"

Então veio o segundo jogo da série, em 1993, e a Nintendo percebeu o grande erro que tinham cometido. Devem ter pensado: "Temos que colocar o sangue de volta, senão a franquia já era!". E fizeram muito bem. O jogo era melhor, sangue intacto e tudo estava bem. Para agradar ainda mais os ânimos, Mortal Kombat 2 tinha tudo que do primeiro e mais: havia mais Fatalities e mais cenários para essas finalizações, como um telhado com espinhos, a piscina de ácido, etc... era incrível. Foi nesta edição que surgiram, também, as finalizações Friendship, que adicionavam uma opção caso você quisesse ser gentil com seu oponente e, para completar a variedade, foram introduzidos os Babalities - transformando os lutadores em bebês quase bonitinhos. Parecia não haver limites para o que se conseguia fazer, ainda mais que isso trouxe um toque de humor à série.

Outro ponto importante do jogo, que também trouxe essa questão do humor, era uma série de piadas internas existentes com os produtores de Mortal Kombat; como Dan Forden, designer de som, dizendo "toasty" no canto da tela e um personagem secreto chamado Noob Saibot, que eram os sobrenomes de Ed Boon e John Tobias ao contrário. Contribuindo com a misticidade do jogo, mesmo essas piadas continham rumores, como por exemplo: acertar Forden no canto da tela geraria um cenário novo ou uma luta com um novo personagem. Esses fatores secretos eram muito interessantes e ajudaram no desenvolvimento do que hoje em dia chamamos de Easter Eggs; além de, também, nos levarem a pensar, algo que era raro na época - principalmente a respeito dos produtores do jogo.

Os conteúdos secretos eram algo importante em Mortal Kombat 2. Havia personagens secretos que você poderia desbloquear, como o Smoke ou a Jade e claro que com isso surgiram tantos outros rumores de incontáveis outros personagens que, na verdade, não existiam - ou pelo menos não descobrimos até hoje. Muitas histórias eram contadas sobre o jogo, mas ninguém sabia exatamente quais eram verdadeiras e quais não eram. A maioria, como de se esperar, provavelmente não. Um muito comum era o Nude Code (Código Nu), através do qual os personagens lutavam nus, ou então o Curse Code (Código Amaldiçoado), em que Scorpion diria, por exemplo "GET THE FUCK OVER HERE!!!", mas nenhum era verdadeiro. Havia um boato também da existência de um personagem que os fãs chamaram de Hornbuckle, pois uma das falas de Jade era "Hornbuckle who?". Fãs interpretaram que esta era uma referência ao lutador que aparece no fundo do cenário de Pit II, mas era simplesmente uma referência à Leanne Hornbuckle, um sujeito que aparecia nos créditos. Diziam que, para consegui-lo, era necessário realizar 250 lutas seguidas no modo de dois jogadores e muitos devem ter perdido seu precioso tempo tentando desbloquear esse fictício personagem.

Mortal Kombat III, ou Mortal Kombat Ultimate foi melhor ainda que o segundo jogo, mas não tão melhor quanto o segundo foi do primeiro. Havia muitos novos personagens e uma gama maior de possibilidades, certamente, mas o jogo parece ter ficado "preguiçoso" e sem muito trabalho nos novos Fatalities. A maioria deles você simplesmente via ossos explodindo, mas havia o descuido de ter, por exemplo, dez crânios, o que nos levava a perguntar: "o que é isso?"

Mesmo assim, uma adição interessante foi o Animality, o qual possibilitava o personagem vencedor se transformar em um animal e trucidar seu oponente ao final. Juntamente com isso, para facilitar o desbloqueio de novos personagens e adições secretas, o Kombat Kode foi introduzido. Através deste, era possível colocar sequências de seis dígitos para tal fim, sendo que ao terminar o modo Arcade, o, agora, Ultimate Kombat Kode aparecia com a chance de pôr o querido personagem Smoke como opção na tela de seleção.

Já do ponto de vista da jogabilidade, a franquia começou a se elaborar com combos de golpes e opção de correr pelo cenário. Além disso, os golpes, que agora pareciam mais realistas, contavam com a distinção de cores dos sangues dos personagens de acordo com a raça destes. Acredito que alguns se perguntavam porque o líquido que saía dos ninjas ciborgues era preto - que, na verdade era óleo.

Por fim, mais uma vez não houve um cuidado tão grande em elaborar a história do jogo. Além dos confusos progressos do jogo anterior, a ideia, mais uma vez, girava em torno de Shao Khan em busca do domínio da terra. Em meio a portais, feitiçaria e ajudas dos outros personagens presentes, a história se mostrou de difícil entendimento e a maior parte dos jogadores acabou focando mesmo no modo Arcade. A diversão estava em desafiar amigos e descobrir as diversas formas de Fatality, rendendo ao jogo tanto reconhecimento que duas atualizações foram lançadas nos anos que se seguiram: Ultimate Mortal Kombat III e Mortal Kombat Trilogy.

Como bônus, um fato divertido: Até então, os jogos da série não tinham a opção de escolha de dificuldade. Em MK3, o jogador podia escolher através da tela "Choose Your Destiny", sendo que anteriormente apenas os técnicos de manutenção tinham acesso a essas configurações.

Chegamos ao fim dessa primeira parte sobre a evolução dos jogos de Mortal Kombat. São muitos detalhes que valem a pena comentar sobre cada etapa do progresso da franquia, então esperem pela segunda parte para mais formas brutais de liquidar com inimigos, a transformação da série para o mundo 3D e a concretização do estilo de combate que hoje temos como clássico. Se você gostou, compartilha o artigo e comenta aqui em baixo para podermos trazer textos cada vez melhores!

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