355 20/1/2015

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Ideologia Gueime: Linguagem e Conteúdo

A série "Ideologia Gueime" é uma forma de explicarmos a nossos Parceiros, fãs, amigos ou entusiastas como o Gueime se coloca frente ao momento atual da industria dos jogos digitais. Temos objetivos ambiciosos, motivações fortes e estamos cativando expectativas ao passo de nosso crescimento. Para começar, vamos explicar o porquê de, talvez, nossas maiores características: a linguagem aliada ao conteúdo.

Aportuguesar

O universo dos GAMES está repleto de influência dos países que mais o produzem; em especial um grandalhão posicionado no norte das Américas. Sejam essas influências a reprodução de comportamentos, ideias ou, neste caso, da linguagem, a verdade é que na maior parte das vezes as reproduzimos com pouca noção do que realmente significam ou de seus contextos originais. Sem problemas até aí. O que é público pode ser interpretado da forma que cada um bem entender.

No caso das palavras, acabamos nos rendendo ainda mais aos trejeitos e expressões da língua inglesa, seja por preguiça de pensar em um termo melhor, seja por moda ou porque achamos chic. Como bom quintal estadunidense que sempre foi o Brasil, sem problemas por aí também? Acreditamos que tem problemas, sim. O Brasil é um país que, independentemente dos contextos adversos, cresce e está se tornando cada vez mais uma potência regional concreta. Puxando para nosso lado, representamos umas das maiores comunidades de jogos digitais e, vendo isso, todos os maiores produtores do mundo já estão pensando no português brasileiro como necessária tradução para seus empreendimentos. Mesmo assim, o que vemos é a reprodução de termos e modos de falar, cada vez mais. Desde expressões mais populares - First Person Shooter, Beat 'em Up, level, Role Playing Game ou, o próprio, game - até outras que viraram moda um pouco mais recentemente - hype, char (character), chat, owned, server, farm, etc.

Com o Gueime queríamos fazer diferente. Nossa língua pode representar muito bem a maioria, senão todos, os vocábulos estrangeiros sem precisar parecer forçado. Bom...não somos "franceses" ao ponto de banir qualquer tipo de menção ou uso de determinadas palavras, mas buscamos ter a consciência de que, ao escrever em um artigo "FPS", estamos fazendo uso de um termo estrangeiro o qual, por mais que gostaríamos, não seria tão interessante alterá-lo pela sua penetração e naturalidade em nosso vocabulário. Pelo menos não dizemos: "éf pi ás", ou algo assim, na pronuncia inglesa.

Muitos podem ser descrentes quanto a efetividade disso "no mundo real", mas nenhuma mudança começa do dia pra noite e, muito menos, sem alguma atitude. Quanto mais crescemos, mais nosso público percebe o que objetivamos e maior será nosso alcance. Aliás, consideramos tanto esse ponto que nosso nome segue como uma representação de nossa nacionalidade, transformando o Game que tanto falamos em Gueime.

Então o que esperar de nós? Não necessariamente queremos abrasileirar palavras estrangeiras, assim como nossa marca, pois acho que não faz tanto sentido como meio de nos expressar nessa lógica. Buscamos encontrar boas palavras para substituir conceitos que ainda não foram internalizados pela maioria e, quem sabe, até boas alternativas para algumas expressões mais populares. Queremos que nosso público nem perceba diretamente isso - e, pela experiência, raramente percebem - pois a ideia é soar tão natural quanto um estadunidense quando fala com seus amigos sobre jogos.

O que nosso público merece

Quando começamos a idealizar nosso site, tínhamos como exemplo websites estrangeiros, mas o que queríamos eram suas grandeza e seriedade, não seus modelos. A ideia de construir algo inovador ainda nos motiva a pensar em formas mais interessantes de interação com nossos usuários, mas o progresso acaba sendo lento pelos recursos disponíveis com mais facilidade. Vamos criando aos poucos nossa visão, um passo de cada vez.

A primeira coisa que percebemos, é que a maior parte dos meios de comunicação sobre vídeo games partem do princípio que o usuário é um bloco passivo que gosta de jogar e não de pensar sobre os jogos. Ok, fui um pouco duro. Mas no geral, principalmente vindo das formas de transmissão de informação por vídeos, há uma certa tendência que dita que os melhores conteúdos são aqueles que: São engraçados, informais, criticam sem fundamento, informam sobre jeitos de burlar algo e/ou tem como base conteúdos simples, mundanos ou banais. Não digo que tudo que encontramos por aí segue esse padrão, mas, dentre os meios com mais visibilidade no momento, não sei se consigo enumerar duas mãos cheias que tratam vídeo games de forma mais profissional e complexa. Em contraponto, nossas referências estrangeiras são tão engajadas e sérias com as informações que acabamos nos assustando quando pusemos nosso foco no Brasil. Confesso que não eramos tão presentes no meio de jogadores brasileiro, mas aos poucos fomos nos acostumando e o entendendo, o que nos trouxe ainda mais motivação para criar algo que, aqui principalmente, é novo.

Como princípio, a mudança que deveria ter de início era simplesmente não duvidar da inteligência de nossos usuários e, aliando essa ideia com uma proposta séria, entregar o conteúdo que merecem. Os consumidores de informação do Gueime merecem a atenção aos detalhes das Notícias, objetividade com profissionalismo nas Análises e reflexões interessantes nos Artigos; nossos três pilares de conteúdos baseados em texto.

Não queremos, contudo, produzir algo que seja chato e, a uma primeira vista, pareça estar fora de lugar nesse universo que é tão informal. Nosso objetivo é simplesmente não ignorar nossa capacidade de ir além do mundano; de compreender um assunto mais complexo; e de criticar com fundamentos o que não gostamos. Claro que, para isso, precisamos de muito conhecimento dos jogos, das empresas e, naturalmente, dos jogadores, mas acredito que estamos cada vez mais bem preparados; não só para redigir sobre o assunto, mas também para o fazer de forma mais leve e, em momentos oportunos, bem engraçada.

Felizmente, estamos sendo reconhecidos por isso! O que começou como uma ideia pequena e ainda não testada em nosso meio acabou se tornando uma característica de nossa identificação, algo que não só nos rendeu fãs, mas também firmou a noção de que estamos no caminho certo. Nossos conteúdos, de fato, não são voltados para crianças, mas, de acordo com estatísticas, estamos atingindo a maior parte do mercado com nossa decisão. O público de jogadores não se restringe por gênero, idade ou religião, então temos, também, como princípio sempre o respeito e a consideração pelas diversas opiniões. Gostamos de discutir sobre nossas ideias e vamos crescer aliados às diversas críticas - boas ou não - sobre nosso trabalho.

Acreditamos em nosso conteúdo, confiamos nas escolhas que tomamos com relação à língua portuguesa e, acima de tudo, queremos que a comunidade brasileira de jogadores seja cada vez maior, mais bem informada e crítica. Gostaríamos muito de sua opinião e fique ligado para a continuação dessa série aqui no Gueime!

Série produzida por: André, Isaque e Leandro Cirilo

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