631 20/1/2015

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Não se escreve "demônio" sem "demo"

Antes de tudo, uma contextualização histórica: a série Devil May Cry teve seus altos e baixos. O primeiro jogo, um bom jogo, com enfoque na categoria Hack and Slash, trazendo grandes novidades, ótimo gameplay, mas uma história um tanto quanto perdida e nada detalhada, sem enfoque algum nos personagens. Simplesmente um sujeito chamado Dante, hibrido de demônio e humano (mas não qualquer demônio, mas o demônio Sparda, que salvou a humanidade do Inferno, e tinha grande poder) que fornece serviços para exorcizar outros demônios. Ainda assim, um jogo extremamente divertido. O segundo jogo, um fracasso: uma jogabilidade não tão boa, câmeras irritantes, e uma história mais absurda, inconsistente, entediante, e que não levou a uma continuação do primeiro jogo. Muitos fãs decidiram isolar essa continuação, pensar que talvez se tratasse de algo muito futuro na série, ou que a Capcom talvez o ignorasse, admitisse o fracasso. Veio então o terceiro jogo, um dos melhores de ação lançados para Playstation 2, e mais ainda, um jogo que trouxe um verdadeiro ícone do personagem Dante, que acabamos por simpatizar com seu gosto por pizza, sua atitude meio punk anarquista, sua fala irônica e sarcástica, e seu jeito hilário de desafiar demônios épicos e atrozes, tais como Cerberus, o guardião do Inferno. Tudo isso, e passamos a conhecer um pouco melhor da história do herói. Ali, ela foi melhor contada (mas não tão detalhada como gostaríamos). Dante tornou-se um rock star dos games, e ali, na terceira tentativa da série, ela parecia ter renascido, com a proposta de melhora radical. Por mais difícil que fosse o jogo, certamente havia uma realização ao conseguir completar sequências incríveis de golpes com vários tipos de armas. E fomos apresentados à outro personagem que também passamos a admirar: Vergil, o irmão gêmeo de Dante, com uma personalidade mais introvertida que o segundo, e também com propósitos e objetivos diferentes. Para Playstation 3, PC e Xbox 360, observamos a continuação: Devil May Cry 4. Não foram muitos que gostaram do protagonista Nero, e a história ainda ficava oculta a aqueles que queriam conhecê-la. Perdoamos a Capcom em alguns de seus erros com o jogo, afinal, não se sabia ainda a capacidade máxima de um Playstation 3 e um Xbox 360.

Dias de hoje, a série Devil May Cry é passada para as mãos da empresa Ninja Theory, que o nomeia como DmC. O lançamento do primeiro trailer do novo jogo foi ousado e duvidoso: mudaram a aparência de Dante, aquele Dante que aprendemos a gostar a partir do terceiro jogo da série. E por que fizeram isso? Com que objetivo? Chegaram mesmo a duvidar que aquele que fez sua aparição, sujeito jovem de corte de cabelo curto, de cor negra, definitivamente punk, ou gótico, ou mesmo emo, era Dante, até ouvirmos nos últimos segundos do vídeo o anuncio de seu nome que confirmava o pior. Muitos perderam a esperança no jogo. Ninja Theory propunha um recomeço para a série, mas isso não agradou e ainda não agrada muita gente. Eu mesmo, fã da série, fiquei preocupado, um tanto quanto perdido.

Na medida em que Ninja Theory apresentava mais detalhes do jogo, minhas esperanças começaram a se renovar. Uma luz no fim do túnel apareceu quando vi, pela primeira vez, um pequeno retrato do gameplay. Em seguida, novos trailers e novas exibições acabaram por me convencer: este será um bom jogo. Dante, apesar de uma aparência mudada, mantém a mesma atitude que tinha no terceiro jogo, o terceiro em que aprendemos realmente a gostar dele. E mesmo com a aparência diferente, aqueles que a odiaram tanto ainda podem torcer para que este Dante se transforme naquele que vimos em toda série. Afinal, trata-se de uma época anterior a todos os jogos da série; realmente um recomeço. Mais ainda, Ninja Theory parece estar também fazendo um bom investimento no enredo e na construção dos personagens. Parece que conheceremos melhor a história de Dante e Vergil, talvez uma versão diferenciada, mas ainda assim, mais detalhada. Conheceremos melhor também suas motivações, o que os fazem agir como agem. O criador da série, Hideki Kamiya, também está acompanhando a produção, o que significa que o jogo não escapará muito do que ele já se propunha.

Muito foi exibido. Quando Ninja Theory teve segurança a respeito do que criavam, não hesitaram em mostrar sua produção. Finalmente, nos deram um pouco do gosto do gameplay, e lançaram a demo do jogo para Playstation 3 e para Xbox 360. A sensação de jogar? Maravilhosa. Isso ainda é Devil May Cry, e talvez em upgrades. As sequencias são fluidas e elegantes, a troca de armas é extremamente satisfatória, e o estilo é belo. Os diálogos (os poucos vistos) parecem ser bem trabalhados, principalmente na missão Secret Ingredient, que chega a ser até mesmo cômico. A trilha sonora é algo também a se comentar: as bandas Combchrist e Noisia são as responsáveis pela mesma. Devo admitir que não sou nem um pouco fã de bandas com vocal gutural, e sinceramente, nunca tinha ouvido falar de nenhuma dessas duas bandas antes de assistir aos trailers e vídeos de DmC. No entanto, quando se entra no contexto do jogo, essa trilha sonora parece ser extremamente adequada, e você passa mesmo a gostar dela, e assim, entrar mais no clima do jogo. É fantástico como a trilha sonora ajuda na concepção do ambiente, e como ela muda tudo, dependendo se ela é boa ou ruim... mas estou divagando aqui.

Outro ponto que observei bastante: muitos, a partir dos vídeos exibidos de DmC, julgaram que seria muito fácil se manter no ar, realizando sequencias aéreas, o que facilitaria muito o jogo. Sim, um dos focos de DmC são as sequencias aéreas, e o próprio Devil Trigger oferece bônus dependendo de quanto tempo você fica no ar. Isso, no entanto, não implica que é simples ou fácil demais. Se manter no ar é uma das complicações que a demo traz. O jogo também não é fácil. Talvez, em seu momento introdutório, ele passe essa impressão, mas trata-se apenas de uma introdução, de um tutorial. Aumentando o nível da jogabilidade (Nephalem, Son of Sparda), veremos um verdadeiro desafio. Não imagino o quanto deve ser difícil o nível "Dante must die". Enfim, se teve um aspecto que não gostei em DmC foi o áudio no mento em que Dante desfere alguns de seus golpes. Não me pareceu pertencer ao próprio Dante. Mas, é um detalhe demasiado pequeno para que se considere um demo ruim.

Cada amostra que tenho do jogo, fico mais impressionado, e creio que este será um excelente jogo, complementando muitas faltas que existiam em seus antecessores. Se há algo que me preocupa a seu respeito é o número de exibições que Ninja Theory tem feito. Temo que talvez não sobre muito para se ver após seu lançamento. Ninja Theory garante, felizmente, que não vimos tudo o que eles tem para oferecer. A espera também está acabando: dia 15 de janeiro o jogo será lançado no EUA, e após aproximadamente dez dias, no Brasil, e poderemos conferir melhor o que aparece. Enquanto isso, nos contentemos com a demo.

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