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O Brasil no mundo dos gueimes

O Brasil é, quando falamos de tamanho, um dos maiores países do mundo e, para muitos analistas, é o (eterno) país do futuro. Além de tudo contamos com uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos para ajudar no desenvolvimento e na divulgação da nossa cultura mundo afora. Contudo dentro do mundo de criação e desenvolvimento de jogos estamos muito atrás de outros países como EUA, Canada e até mesmo alguns países da Europa, mas mesmo não tendo criado muitos jogos, o nosso país é citado dentro de jogos famosos pelo mundo afora: seja com personagens ou até mesmo usando o nosso país como cenário. Você conhece todos os jogos em que nossa querida pátria verde amarela fez sua aparição? Abaixo citaremos alguns dos mais famosos e inusitados personagens/cenários que representam o nosso Brasil varonil.

King of Fighters

No dia 25 de Agosto de 1994 surgia o primeiro jogo de uma das mais renomadas franquias de luta da história dos videogames: The King of Fighters '94. Dentro do jogo, trazendo uma ideia diferente de outros jogos da época como Street Fighter e Mortal Kombat, onde você escolhia apenas um lutador, o jogo da da SNK fazia o jogador escolher uma das equipes já pré-definidas e cada uma dessas equipes representava um país do mundo: Estados Unidos, Japão, China, México, Itália, Grã Bretanha, Coréia e Brasil.

A equipe que representava o Brasil era formada pelos personagens Ralf Jones, Heidern e Clark Still, entretanto vale constatar que nenhum dos três personagens é brasileiro. Eles formam uma equipe que possui uma base secreta dentro da terra das palmeiras e, na história do jogo, vão ajudar o Heidern a ir atrás de Rugal (vilão principal do jogo) para tentar resgatar sua família que havia sido sequestrada pelo vilão do jogo. Na primeira vez que vi os personagens "brasileiros" e que eles possuíam relações com o exército, imaginei que tinha algo a ver com a ditadura que o Brasil havia sofrido recentemente, mas infelizmente não (provavelmente teria sido uma história bem interessante).

Não fique triste ao saber que o Brasil era representado por gringos, caro leitor, pois dentro do jogo há um personagem brasileiro! Por mais que ele não tenha representado o nosso país, seu nome é Ricardo Maia (mais conhecido como Richard Meyer) e é um capoeirista (o primeiro de muitos) que foi morar nos EUA onde abriu uma boate chamada "Pão Pão Café" e entra no torneio do King of Fighters com o único intuito de divulgar seu estabelecimento. Infelizmente só é um personagem jogável no título King of Fighters Maximum Impact 2, exclusivo para o PlayStation 2.

Tekken

Outro grande jogo de luta do mundo dos videogames possui dois personagens brasileiros que, assim como Ricardo Maia, também são capoeiristas e, um deles, quase todos os gueimers brasileiros conhecem: Eddy Gordo - o personagem que ganhou o carisma de todo um país e era o mais escolhido pelas máquinas de fliperama Brasil afora. Tamanha a fama do personagem que, alguns jogos depois (mais especificamente em Tekken 5) a Namco criou a Christie Monteiro: outra capoeirista que conquistou jogadores do mundo todo não só pelas suas habilidades no paranauê (desculpe, caro leitor, não resisti ao efeito besteirol) mas também pelas suas curvas.

 A dupla ajudou a espalhar (mais que Ricardo Maia, até porque ele não é um personagem tão presente quanto os dois) um pedaço da cultura brasileira que é a capoeira: uma mistura de artes marciais, dança, música e esporte. O estilo de luta criado pelos descendentes dos escravos africanos utiliza-se de muita agilidade, chutes, rasteiras e acrobacias aéreas ou no solo. Os dois personagens conseguem recriar com extrema precisão o estilo de luta dentro dos jogos da Namco. A única reclamação que os jogadores têm sobre os dois é os nomes, mas dentro dos brasileiros nos jogos, esse são os melhores nomes que podemos encontrar.

Street Fighter

O último jogo de luta que citarei neste artigo contém o brasileiro que é, disparado, o mais famoso dentro do mundo dos videogames, porém o que muitas pessoas não sabem é que ele não é o único a representar a nação pentacampeã mundial dentro dos consoles. Em outros jogos, menos conhecidos pelo público ocidental (ou ao menos por aqueles que não são fãs/acompanham todos os jogos da série), aparecem vários outros personagens que são parcialmente desconhecidos pelos jogadores quando acabam voltando para algum outro jogo no futuro, como é o caso do Hugo em Street Fighter X Tekken onde muitas pessoas achavam que era um personagem inédito na série, mas que na verdade já havia aparecido em Street Fighter III.

Para não ficar muito confuso falarei sobre cada personagem separadamente:

  • Blanka: Começando pelo mais famoso de todos com sua aparição em Street Fighter II o Jimmy (como é carinhosamente chamado pela sua mãe - seu nome verdadeiro é James) na verdade nasceu na Tailândia, mas sofreu um acidente aéreo e caiu em território brasileiro quando ainda era apenas um bebê. Vivendo em terras amazônicas nunca foi explicado como ele ficou com a pele verde, com pêlos ruivos e consegue criar ondas elétricas, o que dá a entender que ele nasceu assim. Sempre foi grande amigo de Dan Hibiki e um dos personagens mais queridos por todos os jogadores da série.
  • Sean Matsuda: Por mais que ele seja um jogador de basquete, lutador de caratê, com primeiro nome estadunidense e sobrenome japonês Sean é brasileiro e tem sua fase ambientada no Porto de Santos e, seguindo a linha de pensamento que cada lutador luta "em casa", podemos entender que ele é paulista. Seguindo a linhagem de sua família que tem um certo histórico nas artes marciais o jovem jura que um dia será pupilo do grande lutador Ken Masters (um dos principais do jogo). Possui uma jogabilidade boa e odeia ser comparado com Dan. O personagem é forte, mas realmente precisa de umas aulinhas com o Ken.
  • Oro: Deixei esse personagem por último, pois acredito que ele é o mais intrigante de toda a série. Surgiu a primeira vez, junto com Sean, em Street Fighter III como mais um "personagem desfigurado brasileiro" (assim como o Blanka). Luta apenas com uma mão, pois diz que se usar as duas há o perigo de de matar seu oponente. Muitas pessoas acreditam que, pelo estilo de luta, esse personagem é baseado no criador do jiu-jitsu brasileiro Hélio Gracie. Além de tudo já foi considerado o personagem mais forte de toda a série, até mesmo treinando Ryu. Não fez mais nenhuma aparição, o que faz as pessoas acreditarem que Ryu e Akuma superaram seu poder, mas nos resta apenas esperar uma nova aparição para ver o quão forte o personagem se encontra.

Resident Evil

Uma das séries de survival horror mais famosas do mundo conta com um brasileiro. Ao menos é o que todos os jogadores acreditam. No terceiro jogo da série, onde controlamos Jill e enfrentamos o monstro Nêmesis, há um personagem que acompanha os jogadores boa parte do jogo e tudo o que sabemos, oficialmente sobre ele, é que ele é sul-americano, é um mercenário contratado pela Umbrella e seu nome é Carlos Oliveira.

A Capcom nunca divulgou oficialmente, mas muitos jogadores juram que o mercenário é brasileiro, principalmente pelo seu nome e suas características que acabam por lembrar um homem que nasceu na terra do samba. Talvez um dia ele faça alguma outra aparição na série e, caso compareça com uma bola de futebol ou uma camisa amarela, já sabemos de onde ele vem.

Rival Schools

Mais um jogo da Capcom e mais um jogo de luta entram para a nossa lista: o jogo Rival Schools não fez lá muita fama no Brasil, mas é um grande jogo que trata da história de vários estudantes de escolas rivais lutando por justiça. O jogo foi um dos precursores dos modos história nos gueimes de luta e traz consigo um gênero, até certo ponto, cheio de conspiração e obscuro.

Não, caro leitor, eu não errei a imagem. O personagem acima é Roberto Miura, um jogador de futebol de sua escola que leva o esporte muito a sério, sempre acompanhado de suas inseparáveis chuteiras e usando o uniforme do time da escola nos combates. Brasileiro, sempre usa um certo "jeitinho" para tentar acalmar as discussões entre os colegas de escola, para evitar o pior. Pode parecer um pouco de bobagem um jogador de futebol em um jogo de luta, mas imagine acertar um chute com a sola das chuteiras no rosto do adversário. Não parece mais uma ideia tão boba, né?

Futebol

Ainda focando no esporte que melhor somos representados, houve uma época em que os jogos de futebol não possuíam os direitos de utilizar os nomes e aparências originais dos atletas que jogavam de verdade na época. Assim s

endo as empresas resolveram utilizar de sua criatividade para criar seus próprios jogadores, suas próprias lendas dentro das quatro linhas e assim surgiram três grandes jogadores que os amantes de uma pelada virtual nunca vão esquecer.

O primeiro, claro, é o mito dos mitos. Aquele que é uma fusão de Romário e Bebeto em apenas um corpo. O homem que encanta jogadores com suas jogadas até os dias atuais. O rei do International Super Star Soccer (Ou "Ronaldinho Soccer" para o público brasileiro): Allejo! O camisa 7 da seleção brasileira do jogo do Super Nintendo fez fãs ao redor de todo o mundo e que destruía adversários. Foi ele o causador da frase popular: "não vale pegar o Brasil!" ou "pegar o Brasil é apelação"! Até porque ao lado do camisa 11 Gomez o ataque da seleção brasileira era algo difícil de parar. Infelizmente, depois o jogo da Konami foi substituído pelo famoso Winning Eleven, que hoje virou Pro Evolution Soccer, mas que também trouxe outro grande nome, que, obviamente, nunca chegará aos pés de Allejo.

Quem nunca se lembra de começar uma Master Liga com aquele time totalmente desconhecido que era montado pela Konami? O time inteiro era horrível com a exceção de dois jogadores: Minanda e Castolo, sendo o último um grande atacante brasileiro que lembra a velocidade de Ronaldo e a força de Adriano no auge de suas carreiras. O camisa 9 era o predileto dos jogadores e raramente era vendido, pois seu carisma com os jogadores era imenso. Infelizmente o tempo foi passando e a Konami tirou essa seleção genéria da seleção da Master Liga, mas Castolo ainda continua como parte da comissão técnica. Não é a mesma coisa, mas ele estará sempre com os jogadores.

Para terminar os jogadores de futebol, é claro que eu não me esqueceria do grande jogador criado pela empresa que sempre será a rival da Konami: a EA Sports. Mesmo tendo os direitos de chamar seu jogo de "FIFA" desde sempre, a empresa podia utilizar os nomes verdadeiros dos jogadores. Assim sendo, também resolveu criar seus craques e um deles era bem parecido com um baixinho que virava gigante no ataque brasileiro da copa de 94. O grande Janco Tianno comandava o ataque brasileiro com a camisa 11 (mas é só coincidência, né peixe?) e destruía a zaga adversária fazendo um gol atrás do outro. Fez menos fama que Allejo até porque as pessoas jogavam mais Ronaldinho Soccer do que FIFA na época, mas ainda assim tem seu espaço do coração dos gueimers amantes do esporte mais popular do mundo.

AMBIENTAÇÃO

Contudo nem só de personagens vive o Brasil dentro do mundo dos videogames. O país onde canta o sabiá também já serviu de cenário para vários grandes jogos do mercado: seja apenas uma fase ou o jogo inteiro. Nosso país já serviu de cenário para várias coisas que aconteceram enquanto pessoas sambavam em volta delas, até porque algumas empresas estudaram bastante os costumes e as pessoas do país antes de fazer alguma coisa desse tipo, mas outras simplesmente apoiaram-se no esteriótipo que temos lá fora, assim como também vemos no desenho dos Simpsons.

Call of Duty: Modern Warfare 2

Os jogadores de Call of Duty provavelmente irão lembrar de várias coisas no jogo, pois além de ser considerado um dos melhores da série, também é um jogo que apresenta ao jogador várias cenas fortes (como a dos russos na aeroporto) e várias reviravoltas excelentes, trazendo uma história extremamente boa que não se via há tempos em um jogo que o prelúdio é apenas correr e atirar. Na terra do samba você vem com seus soldados até o Brasil caçar um homem para interrogatório: o que leva o jogador a vários confrontos com a milícia nas favelas do Rio de Janeiro e uma cena incrível de fuga pelos telhados dos barracos. A Activision não precisou estudar muito o Brasil para fazer essa missão, apenas as favelas em si, então não se pode levar em conta como a cultura é apresentada neste jogo.

Assassin's Creed III

O quinto jogo da série e que, tecnicamente, encerraria a saga trouxe, além de legendas em português dentro do disco e uma dublagem em forma de DLC uma fase dentro do Brasil. Como a Ubisoft vem investindo bastante no mercado brasileiro, muitas pessoas esperavam que o que se veria dentro do jogo seria algo bem trabalhado como podemos ver em alguns outros jogos. Contudo tudo o que vemos são uma série de palavras de baixo calão, pessoas bêbadas, um lugar totalmente sujo e imundo. Isso acabou resultando em uma certa revolta dos jogadores brasileiros, pois não ajuda muito a nossa imagem lá fora. Quando questionados sobre o assunto, o diretor da Ubisoft no Brasil, Bertrand Chaverot respondeu: "Sobre essa parte do Brasil, eu conversei diretamente com o Sebastien e ele pede desculpas, pois a missão foi feita rapidamente para agradecer o público brasileiro, mas foi feita com uma mentalidade 'gringa', que nem sempre é boa para a imagem do Brasil. Erramos e isso é fruto de alguns preconceitos que ainda existem em empresas estrangeiras". Agora tudo o que resta é o povo brasileiro esperar, dentro dos jogos, alguma coisa que a empresa fará para se desculpar com o povo tupiniquim. Será que teremos mais uma fase no nosso país ou até mesmo, quem sabe, um assassino na era de Cabral? Só o tempo dirá.

Max Payne 3

Considerado disparado um dos melhores jogos de 2012, Max Payne 3 traz de volta as ações do ex-policial Max Payne, agora no Brasil. O jogo que possui grande parte da ambientação em São Paulo mostra, com clareza, que a Rockstar realmente estudou muitos pontos do nosso país para poder criar esse jogo. Sem muitos preconceitos e com uma ambientação quase perfeita, o jogo é quase que um passeio pela capital paulista e, claro, pelas suas favelas (mais especificamente a favela Nova Esperança, fictícia, claro). Por mais que haja uma confusão como o fato da favela ambientada em São Paulo ser mais parecida com uma comunidade do Rio de Janeiro, o jogo possui mais pontos positivos do que se possa imaginar. Se você é brasileiro e gosta de um bom jogo de ação, Max Payne 3 é algo que não pode faltar na sua estante.

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