497 20/1/2015

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O descuido dos pais com os videogames

Os videogames não passam de brinquedos. É esse o pensamento que eu acredito que circula na cabeça da maioria dos pais e mães das crianças. Não apenas no Brasil, mas em grande parte do mundo, muitas crianças têm acesso a jogos que não deveriam estar jogando, de acordo com a classificação etária de cada um. Claro que, muitas vezes, não pode-se levar em conta apenas a idade da criança, mas também sua maturidade mental e como/onde ela cresceu e desenvolveu-se como ser humano. Contudo, em um mundo onde cada vez mais vemos crianças nos servidores online jogando Call of Duty e usando várias palavras de baixo calão, é óbvio que precisamos abrir o olho e começar a nos preocupar com algumas coisas que podem afetar as mentes em desenvolvimento dos jovens.

Não, caro leitor. Não estou dizendo que as crianças que jogarem estes jogos podem acabar influenciando todas as crianças do mundo a saírem pelo mundo matando os pais, os professores, os colegas de classe ou coisas do gênero. Estou dizendo que se os pais proíbem seus filhos de assistir filmes como "Adrenalina", não tem lógica permitir que seus filhos joguem jogos como GTA.

A REALIDADE ATUAL

Estamos no século XXI onde tudo acontece extremamente rápido, a informação circula com uma velocidade simplesmente impressionante. Se agora pintar uma nova revolução em algum país da Ásia, nós, do ocidente, ficaremos sabendo quase que imediatamente. Donny Miller disse há um tempo atrás que "Na era da informação, a ignorância é uma escolha" e isso vem se valendo cada vez mais na relação dos pais com os videogames.

O que eu vejo acontecer é que muitos pais simplesmente compram os jogos que os filhos pedem, sem ao menos antes verificar o ESRB, o PEGI e a Classificação Indicativa, que são as formas mais rápidas e simples de uma pessoa verificar o conteúdo presente dentro do filme, jogo, livro, programa etc. Outra forma que também pode ser feita, caso o pai não consiga entender os códigos das classificações é simplesmente entrar no YouTube e ver algum trailer, gameplay ou até mesmo análise que dê mais informações sobre o jogo, em último caso, poderiam simplesmente recorrer ao mais simples: perguntar ao vendedor.

Já acompanhei, uma vez, um caso de um pai comprando o jogo F.E.A.R. e disse que era para seu filho de onze anos. A caixa ficou com uma cara de "será que eu falo ou não falo", mas antes que ela terminasse de pensar eu abordei o homem e perguntei se ele sabia sobre o quê era o jogo. Imediatamente ele respondeu dizendo que era um jogo de tiro e que dava alguns sustos na pessoa que jogava. Então eu tirei o jogo das mãos dele, mostrei o ESRB (que no caso era Mature +17) e expliquei que lá continham cenas fortes de violência, de pessoas dilaceradas e até mesmo algumas coisas perturbadoras envolvendo espíritos, fantasmas e coisas do gênero.

Após tomar conhecimento sobre isso, ele perguntou para a caixa se o que eu disse era verdade e ela acenou com a cabeça positivamente. Logo em seguida ele trocou o jogo por um Need for Speed. Provavelmente aquela criança deve me odiar, mas acredito que fiz minha parte.

Outro acontecimento também foi no local onde trabalho atendendo alunos e professores da universidade. Um professor chegou com uma sacola em mãos e eu, curioso, perguntei o que havia lá dentro. Ele me mostrou que era um controle para o Playstation 3 do filho e um GTA IV. Imediatamente perguntei qual a idade do filho dele e ele me respondeu: "9 anos". Perguntei se ele sabia sobre o que se tratava o jogo e a resposta foi "é um jogo de corrida de carros, ele me disse". Imediatamente peguei um vídeo na internet e mostrei para ele sobre o quê realmente se tratava o jogo e ele ficou surpreso e ao mesmo tempo chateado pelo filho dele ter tentado enganá-lo. Ele me disse que o filho sempre jogava esse jogo quando ia na casa de um amigo da escola que possui a mesma idade que ele. Me pergunto se os pais daquela criança tem conhecimento do mundo virtual que aquela criança está vivendo. Após isso ele me pediu uma recomendação de alguns jogos com um conteúdo mais adequado a idade do menino. Mais uma criança que provavelmente deve me odiar.

Porém mesmo com o ódio de todas essas crianças elas devem entender que aquilo não deve ser aplicado a elas. Uma criança de dez anos de idade não deveria jogar "Silent Hill 2" e muito menos assistir "Invocação do Mal". Existem coisas que, tecnicamente, crianças não devem ver e que, quando chegar a hora, não deve ser jogado, mas sim inserido aos poucos. Por exemplo: sexo. Várias escolas no mundo todo possuem a disciplina de educação sexual pelo simples fato de que as crianças começam a passar por fases de curiosidades e, se isso não for mediado, pode acabar ocorrendo algo imprevisto, como uma gravidez. Assim as escolas vão abordando os assuntos pouco a pouco: desde as partes boas até as partes ruins. Ao fim dessa fase, a criança que já é adolescente terá uma conscientização melhor de seus atos e do que ela quer dali para frente.

O QUE DEVE SER FEITO?

Hoje em dia é cada vez mais comum que as crianças tenham pai e mãe que trabalham, automaticamente tendo pouco tempo para o(a) filho(a). A criança assim é criada, muitas vezes, com avós, tios, babás, empregadas ou até mesmo professores. Em casos piores alguns pais simplesmente não dão muita atenção a seus filhos e o único momento que costumam ficar juntos é na hora do jantar e olha que este que vos escreve pode estar sendo otimista.

Por um lado eu estou feliz que os adultos estejam indo atrás de seus sonhos e de um futuro melhor para seus filhos, porém devem lembrar-se que o dinheiro não forma caráter, dinheiro não dá carinho, dinheiro não é amor. Muitos dos jovens que hoje frequentam psicólogos lá estão hoje porque seus pais simplesmente não conversam com eles. Ao invés disso preferem pagar para que um estranho converse com seu filho, afinal de contas tempo é dinheiro, não?

Não precisa virar toda a sua vida para seus filhos, afinal de contas é sempre bom ter um tempo para você, mas é bom estar presente ás vezes. Jogue aquele jogo que seu filho adora com ele, vá ao cinema com a família, vejam programas de qualidade e que todos gostem. Todas essas pequenas atitudes ajudam a aproximar mais as famílias e assim os pais não precisam ficar tentando espionar ou adivinhar o que se passa na vida de suas crianças, afinal de contas eles estarão presentes nela.

Não sou pai, mas tenho um irmãozinho que é 8 anos mais novo do que eu e, infelizmente, nosso pai morreu quando ele tinha apenas 4 anos de idade. Desde então sempre tentei ser uma figura paternal para ele e uma maneira que sempre nos encontramos de ficar juntos é jogando videogame. Também sempre tomei os cuidados certos para que ele nunca jogasse um jogo que não fosse feito para a idade dele. Quando ele queria jogar algo tipo Call of Duty, Bioshock ou Resident Evil, primeiramente ele me via jogando alguns minutos para ter a ideia de como funcionava o jogo em si. Com isso ele ia imergindo aos poucos no mundo dos gueimes para poder não ter um choque tão grande quando jogasse aquele jogo.

Para terminar gostaria de fazer um apelo para que, se algum pai estiver lendo esse artigo e acabar se identificando com ele de alguma maneira, passe mais tempo junto de seus filhos. De qualquer maneira que você achar melhor, ok?

Até mais e bons jogos!

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