18796 20/1/2015

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O Final de BioShock Infinite

Antes de começar tenho que dizer que a partir do próximo parágrafo, informações sobre o final do jogo BioShock Infinite serão ditas sem nenhuma consideração ao usuário que não quer SPOILER. Vou falar abertamente sobre o que eu achei do jogo, expor algumas teorias e tentar fazer algum sentido dessa obra brilhante de Ken Lavine. Se você ainda não jogou, veja minha análise do jogo e não perca mais tempo. Se já terminou o jogo, seja bem vindo e vamos tentar entender juntos esse game.

ATUALIZAÇÃO:

23/06/2013 – O Gueime está com nova cara, mas, infelizmente, não pudemos trazer os comentários do anterior site para cá. Gostaria de agradecer todos os usuários que deixaram suas opiniões em mais de 100 comentários!!! Obrigado!

05/05/2013 – Primeiramente respondendo uma pergunta que muitos fizeram: Não existe mais do que um final em BioShock Infinite e nenhuma das ‘escolhas’ que temos fará real diferença no curso do jogo. No final desse artigo há novidades sobre mais teorias que foram aparecendo nessa última semana também com contribuições dos nossos usuários!

Assim que terminei o jogo, muitas ideias foram surgindo e a cada artigo que eu lia, novas questões e indagações mudavam meu jeito de pensar. O que significa a referência in Rapture? A morte de Booker em um universo fez realmente Comstock deixar de existir em outros milhares? Se Anna/Elizabeth nasceu antes de Comstock ‘nascer’, então a última cena do jogo antes dos créditos não mostrando ela sumir de verdade tem alguma importância? Será Rapture a Columbia de outro universo? Vamos tentar descobrir:

Infinite no título diz respeito aos infinitos universos existentes ao mesmo tempo resultantes dos desdobramentos de qualquer decisão que tomamos. A ideia do multiverso implica que existe um mundo em que eu não tomei minha água ontem de noite e estou com desidratação hoje de manhã ou mesmo um que Napoleão foi vitorioso e tomo mundo fala Francês na Terra. Cada desdobramento de cada ação no mundo gera um universo paralelo e pode acarretar em situações muito diferentes e tempos diferentes. Eu não sou expert nesse assunto, então não vou aprofundar, mas o que importa é que o jogo trás isso na forma de uma premissa para seu entendimento. Ken Levine já falava no primeiro BioShock que parte do princípio que os jogadores são inteligentes e vão compreender assuntos mais abstratos…

Para recapitular: temos o primeiro contato com essa noção quando entendemos que Elizabeth pode abrir as fendas (tears) para outros universos ou mesmo criar alguma nova realidade já que as possibilidades são infinitas. Passando um pouco, Booker experiencia a primeira mudança de universo com a alteração para um onde o Gunsmith não esteja morto e logo em seguida para um onde os equipamentos de trabalho dele estejam em outro lugar, mas o que realmente significou essa mudança, acho, é na dúvida gerada sobre os poderes de Elizabeth. Ela abre um portal para outra dimensão já existente ou cria uma baseada em alguma vontade. Mais pro final, então, chegamos a um ponto que Liz é pega por Songbird e entramos em uma fenda de um universo no qual Booker não a salvou e, no final das contas, ela se tornou o monstro que destrói Nova Iorque na década de 80, mas com suas últimas forças ela trás o Booker que jogamos para esse mundo e o transporta de volta para um momento em que podemos ainda a salvar (ou para um novo mundo que temos essa chance).

Salvamos Elizabeth e matamos Comstock antes dele explicar a razão por trás do mindinho cortado da filha, mas em seguida ela recupera seus poderes na destruição do Syphon (que era o que regulava seus poderes) e ela nos manda para Rapture. Nada é dido explicitamente da relação com Columbia, ela só explica que essa cidade existe em algum universo paralelo, mas logo entenderemos que talvez pode não ser só isso. Entramos em um mundo de faróis que é a representação do infinito a partir do jogo. Infinitas possibilidades que só ela, Elizabeth, tem a capacidade de transitar. Aí atravessamos mais alguns universos e começamos a entender que:

  • Comstock e Booker são a mesma pessoa, sendo o primeiro o Booker que aceitou o batismo e o segundo o que rejeitou.
  • Anna e Elizabeth são a mesma pessoa, a primeira a criança que Booker vendeu para pagar sua dívida para o próprio Comstock e a segunda o objeto que Booker acredita que está indo salvar para pagar a dívida.

…OK, agora vamos tentar fazer algum sentido disso.

Fendas

A capacidade de mudar de universos foi adquirida ‘sem querer’ nos experimentos de Lutece e depois controlada pela cientista (juntamente com O Lutece que é ela mesma em um universo que ela é um homem). Elizabeth, possivelmente por ter entrado em contato com a fenda tão nova, também acabou tendo o poder de criar e transitar entre universos.

Farol

A referência aos faróis como a passagem para um outro mundo é bem interessante pois se olharmos para trás, percebemos que a forma de se chegar tanto em Rapture quanto em Columbia é através desses faróis.

Batismo

O batismo de Booker após a batalha do ‘Wounded Knee’ foi central nessa história. Em um universo que ele aceita ser batizado, Booker aprende a viver com seus pecados e atrocidades que cometeu, vende sua filha para Comstock, se arrepende, marca sua mão com as iniciais da filha AD (Anna DeWitt) e vai a Columbia. Sua insanidade e a transição para outro universo (pelos Lutece) o faz ‘construir’ memórias (como o próprio Lutece comenta) e ele acredita que está indo resgatar uma garota para pagar sua dívida.

Já em um universo que aceita o batismo, Booker renasce como Zachary Hale Comstock, constrói Columbia e faz todas as coisas que presenciamos no jogo. Com a possibilidade de controlar universos adquirida com o auxilio de Lutece, esse homem consegue prever muito das coisas que vão acontecer e se torna o Profeta. Comstock busca, então, sua filha de outro universo pois é estéril (possivelmente efeito colateral de tantas transições entre universos assim como sua velhice precoce) para ocupar seu lugar mais tarde.

Mindinho

Assim que o não batizado Booker vende sua filha, ele se arrepende no último momento e tenta agarrá-la de volta. Uma fenda foi gerada para a levar e no momento que está fechando, o mindinho de Anna é cortado.

Lutece

Os gêmeos, que na verdade são a mesma pessoa, se juntam em Columbia mas são mortos por Comstock por saber demais. Contudo, já que estiveram tanto em contato com as fendas, eles só morreram em um universo, restando muitos. Ambos buscam Booker e o leva para um universo em que ele está indo para Columbia acabar com Comstock, mas sua memória fica confusa e ele acredita que está indo a Columbia resgatar uma garota.

Os Lutece são muito interessantes no jogo e, principalmente na segunda vez que joguei, as passagens que eles aparecem fazer muito sentido e mostram o quanto eles são mestres na teoria do multiverso. Todas as indagações e passagens são recheadas de sentido e questionamentos tradicionais da subjetividade que é viver em um número infinito de universos e possibilidades.

Morte

No final do jogo, Booker é levado até o momento de seu batismo por sua filha que a levou lá por sua motivação de terminar com a história de Comstock. Várias Elizabeth’s/Anna’s então o afogam pois se foi naquele momento que tanto Comstock quanto o Booker que jogamos foi ‘criado’. Foi um momento de ruptura e criação de vários universos em que esses sujeitos existem e terminando com a vida dele ali, não mais existiria Columbia ou os nossos protagonistas.

E então…

Pegando essa última parte, alguns questionamentos ainda estão abertos na minha cabeça. Se estamos falando de uma infinidade de universos, então o universo em que Elizabeth levou Booker para ser ‘morto’ nas águas do batismo representou, mesmo que tenha sido uma passagem para um período anterior no Tempo, apenas um universo no final das contas. A não ser que Elizabeth tenha um poder muito maior do que foi apresentado e ela seja quase como uma deusa e controle o que para e o que continua, eu não consigo imaginar nenhuma saída para o ‘infinito’. O jogo no final não mostra a última Anna sumir e logo depois dos créditos voltamos ao apartamento de Booker e ouvimos atrás da porta um bebê.

Rapture

A ida a Rapture me deixou um pouco confuso. Tudo bem que os produtores de BioShock disseram que não tinha nada de referência aos jogos anteriores e bla bla bla, mas um post de Paul Tassi me deixou um pouco pensativo. De acordo com a análise dele e do pessoal que comenta nos seus posts, Columbia é como Rapture em outro universo.

No BioShock original, apenas Andrew Ryan pode operar as Bathyspheres quando a cidade está fechada e faz parte de uma grande parte do jogo descobrir que o personagem Jack também pode operá-las, revelando a conexão entre os dois ( seja como um clone ou um filho). Em BioShock Infinite, as operamos de novo! Isso quer dizer, então que Andrew/Jack-Comstock/Booker no final das contas são versões uns dos outros que “vão atrás de seus respectivos ‘velhos’ que criaram uma cidade enorme em homenagem ao seus egos para os matar.”

As comparações entre os dois mundos são muito maiores também. Plasmids são Vigors, EVE é Sal e Altas/Fontaine é Daisy Fitzroy, liderando o movimento de destruição das cidades e de seus criadores. Até também podemos pensar que Songbird é uma representação dos Big Daddys, cuidando das Little Sisters ou Elizabeth.

Além disso ainda tem a referência ao som de Songbird no BioShock Original. Seja isso uma coincidência, um Easter-Egg muito inteligente ou realmente uma referência que levará a algum lugar no futuro…só o tempo dirá.

Linha do Tempo

Essa linha do tempo é o resultado de uma produção de fãs do site Reddit, mas eu traduzi do inglês para ficar mais fácil para todo mundo entender. É uma boa forma de compreender a progressão dos acontecimentos paralelos – Clique aqui para vê-la.

Conclusão

Então pessoal. No final das contas tentei explicar um pouco do que eu entendi do final de BioShock Infinite. Quero saber a opinião de vocês e vamos ficar na espera pelos DLC’s que serão lançados nos próximos meses para tentar desvendar algumas das dúvidas que ainda ficaram.

Esse é um jogo que ainda tem muito a ser discutido e é uma das razões do seu sucesso. Um jogo pode ser excelente, mas um jogo que, além de ser bom, gera tamanho Buzz na internet não é todo dia que temos. Assim que novas ideias forem surgindo vou também completando esse artigo, então pode ser que daqui há uns meses o seu tamanho fique ainda maior!

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ATUALIZAÇÃO

Alguns de nossos usuários deram contribuições muito interessantes nos comentários e aqui colocarei algumas ideias a mais que foram discutidas! Agradeço em especial o Felipe Antunes pelas numerosas e interessantes teorias que me fizeram pensar em novas questões sobre esse jogo tão cheio de significados escondidos.

122

Esse número é presente em muitas cenas do jogo e começamos a pensar no que ele pode significar. De início, antes de ir para Columbia, tocamos os sinos 1 vez, 2 vezes e 2 vezes, uma situação que parece não significar nada. Em seguida, depois de passarmos pela feira em Columbia, bem no início do jogo, encontramos os Lutece e eles nos pedem para atirar uma moeda e adivinhar cara ou coroa. Jogamos a moeda e, pela 122 vez tiramos Cara. Sim, quando eu digo pela 122 vez TIRAMOS cara significa que a ideia por trás dessa numerologia é que somos os Centésimo Vigésimo Segundo Booker a tentar salvar Elizabeth em Columbia já que todos os anteriores falharam e foram parados por Sogbird. Essa referência pode ser encontrada em muitos outros lugares, como uma imagem no Hall of Heroes, em outra na delegacia nas Favelas ( uma imagem de Comstock se mostrando vencedor da batalha do Wounded Knee, mas que na verdade é Booker e nas mãos desse homem o número 122 no lugar onde deveria estar AD), na tela de carregamento do jogo é possível ver que a licença de Booker da Pinkerton foi emitida em 1/22 e em mais diversos lugares. O que isso significa é que os Lutece voltam ao tempo toda vez necessária para buscar novamente Booker e tentar fazê-lo ser bem sucedido em matar Comstock e salvar Elizabeth (podemos fazer a referência a essa ser a última chance de Booker ‘trazer a garota’, como está escrito no papel no Farol que nos manda para Columbia). É a relação de constantes e variáveis: a moeda sempre vai dar Cara, mas podem ser que existam variáveis que o faça ser vitorioso no final das contas, mesmo que depois de dezenas de tentativas.

Um post no Reddit apresentou uma extensão dessa teoria pensando que 122 anos do início do jogo, em 1790, foi o ano em que se estabeleceu o Ato de Naturalização nos Estados Unidos. Esse determinou as primeiras regras relativas à cidadania estadunidense e excluía os nativos, asiáticos e negros, isto é, em paridade com os ideias pregados em Columbia pela supremacia dos brancos.

Viajando um pouco mais na bíblia temos Samuel 1:22 “Porém Ana não subiu; mas disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então o levarei, para que apareça perante o SENHOR, e lá fique para sempre.” Referência essa ao nome Ana e até mesmo de levar até o Senhor (Comstock) e ficará lá(Columbia) para sempre.

Contudo, se formos interpretar que as 122 vezes que Booker tentou salvar foram no passado e agora é a 123, temos mais alguns pontos curiosos exatamente com as referências acima: Em primeiro lugar, voltando no tempo 123 anos, chegamos ao ano de eleição de Washington, que é uma figura extremamente presente ao longo da campanha de BioShock Infinite. E, novamente à bíblia, em Pedro 1:23 temos “Vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.” Que podemos interpretar com essa regeneração e persistência de um tempo com um Booker atrás do outro.

- Uma adição a isso tudo pode ser feita nos referindo ao momento que morremos sem a presença de Elizabeth. Aparecemos em nosso escritório e é como se os Lutece buscassem outro Booker para continuar. Contribuição de Rafael Padilha.

Memória

Quando algum personagem passa de um universo espaço-temporal para outro, ele adquire as memórias da sua versão nesse novo mundo, além de diversos efeitos colaterais como o sangue no nariz. Podemos pensar, então, que a existência em dois mundos não é fisicamente conectada ( já que Booker morreu em um mundo e depois apareceu vivo neste) mas há uma conexão mental ( já que ele recebeu memórias de ter morrido e feito tudo que o Booker do novo mundo vivenciou). Há uma questão nessa teoria que é a distância entre a fenda aberta das pessoas que estão à sua volta. Só consigo pensar nessa relação para poder fazer Booker e Elizabeth passarem com seu físico e mente(quase) inteiros de um universo para outro enquanto os guardas que morreram estarem vivos e não duplicados. Quando digo duplicados me refiro a Booker ter estado presente duas vezes no mesmo universo em dois ‘corpos físicos’ distintos.

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