4499 20/1/2015

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O que não funcionou na história de Killzone Shadow Fall

Olá gurizada do Gueime, estou chegando com algumas análises de jogos para quem curte roteiros de jogos de verdade. Roteiro ruim: you shall not pass!!!  Hoje vamos dar uma olhada no que a Guerrilla fez com o mais novo jogo da franquia Killzone: Killzone Shadow Fall (PS4).

Quem acompanha a empresa desde o primeiro Killzone sabe que a franquia, que iniciou morna (apesar de Killzone ser considerado o melhor shooter do PS2) e esquentou com Killzone 2 (PS3), considerado o jogo clássico da série. Em KZ:SF, a desenvolvedora era uma das maiores apostas da Sony para o novo console, lançado no final de 2013. Contudo, quando o game chegou, apesar de gráficos e multiplayer espetaculares, deixou vários jogadores bastante decepcionados.


Killzone Shadow Fall se passa 30 anos após a destruição de Helghan, o lar original dos Helghasts. Os sobreviventes foram transferidos para Vekta e ficaram sobre a proteção dos Vektans, os vencedores da guerra. Contudo, logo os Helghast se rebelaram e tomaram parte do território Vektan para eles próprios, instituindo um outro governo autoritário sob o mando da filha de Visari, Lady Hera Visari.

O jogador vive Lucas Kellan, um órfão Vektan do território ocupado. Orientado por Thomas Sinclair, um experiente Shadow Marshal, Lucas se tornará um agente de elite e lutará contra a nova ameaça Helghast.


Uma história com problemas


O mote de KZ:SF é um tipo de guerra fria. Vektans e Helghasts estão em paz, mas ambos lutam entre si longe dos olhos da mídia. Uma grande muralha separa os "dois mundos" e, do lado de lá, reina a opressão.

O dilema moral imposto ao jogador é, desde o princípio, o de justificar a revolta contra a opressão Helghast. Lucas vê o pai morrer, é adotado pelo homem que salvou sua vida e, quando adulto, é designado com uma missão pessoal de infiltrar-se na colônia Helghast após um ataque terrorista em do lado Vektan.

Tudo leva a crer na justiça da ação, mas o jogador é bombardeado constantemente com uma abordagem simpática dos Helghasts.


Forças ocultas manipulam o conflito



O jogador logo descobre que (mais uma vez) os Helghasts são manipulados por empresários gananciosos (liderados por Jorhan Stahl) e militares revanchistas, como Anton Saric (o novo Radec, de KZ 2), o chefe das forças de segurança Helghast.

Para complicar ainda mais o enredo, entra em cena uma nova organização secreta, a "Black Hand", liderada por um terrorista fundamentalista, Vladko Tyran, que conta com a participação de ninguém menos do que a neta de Scolar Visari, Maya Visari, filha de Lady Hera Visari com um Vektan desconhecido. "Echo" como é chamada, será, finalmente, a heroína do jogo, relembrando o bom-senso de Thomas "Sev" Sevchencko de Killzone 2.


Lucas, o "Shadow", é apenas uma cópia genérica do Rico, um "Joey" americano acéfalo. Perdido entre este jogo de forças, lutando contra dilemas morais que não consegue resolver, fará tudo certo e tudo errado ao mesmo tempo, ora matando Helghasts, ora Vektans. Sem causa (ou perdido entre causas), o jogador vive este papel deprimente.



O cientista louco também está presente



Para encerrar esta primeira parte, KZ:SF também conta com o "velho cientista louco", interpretado pela Dr. Hillary Massar. Vektan de nascimento e fascinada pela tecnologia Helghast, ela investiga em cobaias Helghast um vírus mortal capaz de aniquilar todos os que possuírem aquele DNA.

Embora todo os demais envolvidos no enredo, é esta cientista que ocupará a maior parte da história e será decisiva para o desenrolar do jogo.

Um final decepcionante



Apesar de todos os problemas, o jogador deve terminar o modo campanha. Depois de ser preso, torturado, lutar contra Helghasts e Vektans, KZ:SF faz a pior escolha para o jogador: decide matá-lo. Lucas é morto (embora sua morte não fique absolutamente clara) pelo próprio mestre, Sinclair - mais uma prova de que o personagem criado pela Guerilla era fraco e "sem futuro".

Sev foi, certamente, um dos mais carismáticos personagens de Killzone, mesmo tendo poucas falas e atuações nas cutscenes. Em KZ2 e Killzone 3 (PS3), apesar da constante interferência de Rico, era possível sentir-se parte inteligente na trama. Em KZ:SF, Lucas apenas reage aos acontecimentos e não consegue, até o fim da história, mostrar um comprometimento coerente. Sua morte parece não deixar o jogador nem um pouco decepcionado.



A verdadeira heroína: Echo



KZ:SF pode não ter uma boa história, mas trouxe um novo bom personagem para a série: sim, ela, a neta de Scolar Visari, Maya Visari.

Mestiça (meio Vektan e meio Helghast), Maya deve ser a grande promessa para o próximo jogo. Rebelada contra sua própria sociedade (e contra sua própria mãe, Hera), Echo pode surpreender se a Guerilla aprender com os erros da franquia. Nada adiante ter bom gráficos e jogabilidade se o personagem principal não agradar.

Este é um dos segredos de franquias vencedoras com GTA, Red Dead Redemption, Uncharted e The Last of US (existem muitos outros exemplos). Até mesmo Skyrim, que não tem um personagem principal definido (o jogador acaba construindo seu personagem) é mais cativante neste sentido que KZ:SF.



O futuro da franquia e muitas perguntas


Sobre o futuro da franquia, é certo que novos jogos virão. Mas o que acontecerá depois é uma grande indagação.

KZ:SF deixou muitas dúvidas: o que aconteceu com Sev e Rico? Qual foi a trajetória de Jorhan Stahl até os eventos do jogo? Como Hera Visari permaneceu no poder e qual foi sua história, de fato, com o desconhecido Vektan que gerou Maya?

O que é certo, contudo, é que Visari permanece sendo um dos nomes mais fortes do jogo. Apesar de estar morto desde KZ 2, a personalidade e o mundo construído por ele é um fator remanscente que vem moldando as premissas da série. De vilão a herói, o nome de Visari está percorrendo um caminho muito interessante: resta saber o que será feito com ele no futuro.

Será que a Guerrilla realmente investirá no nome de Visari?


Quem ainda não jogou KZ:SF no PS4, o jogo apesar de todos os problemas merece ser conferido. Depois de KZ2, KZ:SF tem o melhor multiplayer, com salas lotadas, pouco lag e muita diversão. O jogo roda perfeitamente mesmo com conexões lentas e o jogador brasileiro é direcionado para salas com outros brasileiros, o que torna a experiência ainda melhor. Apesar de todos os furos que fizeram deste jogo um dos piores roteiros da franquia, é um jogo que aproveita todo o potencial do PS4 e encanta os olhos.

Até a próxima, vida longa e próspera!

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