1657 19/2/2015

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The Order: 1886 recebe nota baixa. E daí?

O Hype para The Order: 1886 foi imenso. O poder visual do jogo com o lançamento datado para 20/02 foi, desde o começo, um grande chamariz. Conforme os meses foram passando e, em entrevistas, os desenvolvedores revelavam avanços no que viria a ser o produto final, os donos de Playstation 4 ao redor do globo salivavam cada vez mais em antecipação a esse exclusivo que finalmente "mostraria do que a nova geração é capaz". Bem, as resenhas saíram e as notas foram medíocres (ao contrário do esperado coletivo de muitas notas altas).

O problema não reside nessas notas. Qual foi a reação do povo? Além das já esperadas guerras entre os "–ístas" (Sonystas, Nintendistas, Microsoftistas, Xiitas, Chiquititas), houve um rebuliço grande entre alguns jogadores, que até mesmo passaram a pressionar a Sony com seus desejos de devolução total do dinheiro. Claro que o consumidor tem total direito de se manifestar contra produtos cuja qualidade seja abaixo do esperado. Todo cliente tem o direito de expor seu feedback sobre o produto após seu teste, mas é aí que as coisas começam a ficar tensas.

Sites como IGN, Gamespot e afins são as maiores centrais de notícias e análises de games do mundo, e são formadores de opinião muito potentes, assim como qualquer mídia influente numa determinada área (e nós também!). O problema disso tudo é quando ao invés de usar esses sites como linhas condutoras para formar a própria opinião, os jogadores (ou qualquer consumidor de produto sob resenha) deixam que a análise feita pela tal mídia especializada dite seus pensamentos, julgando um produto pelo que youtubers, sites e revistas dizem enquanto abdicam da própria capacidade crítica.

Isso não quer dizer que para se ter uma crítica válida deve-se contrariar tudo que a mídia diz, ser um "contra-cultura" e tampouco quer dizer que o que os sites de mídia especializada dizem é absolutamente irrelevante. Reclamam da duração de 5 horas do jogo, esquecendo de tantas vezes que reclamaram que "tal jogo nunca acaba" ou que sairam glorificando filmes de uma hora e meia, por mais que estejam abaixo da média de tempo. Agora paremos para pensar um instante: Os jogadores que dizem que o jogo é uma pilha de fezes já estão com os jogos na mão? Já testaram? Por que um consumidor quer devolver reclamando da qualidade de um produto que sequer chegou em suas mãos ainda?

Não são poucos os casos de jogos que caem em nosso gosto particular a despeito das notas. Sonic 4 foi um jogo com notas medíocres que particularmente me incentivou até a conseguir todas as Conquistas (o que não havia acontecido com nenhum jogo até então). Deadly Premonition é um jogo que muitos gamers não compraram porque teve "só um 6" de nota, mas é digno de um grupo muito grande de fãs.

No fim das contas, o que conta mais é nosso gosto particular, e isso nunca poderá ser tirado de nós. Se você, jogador, é fã da ambientação de The Order, se você ficou babando com os gráficos e queria essa experiência, ora essa, experimente! Que problema há em um jogo de 5 horas de duração? Antes cinco horas emocionantes do que 20 horas de um FPS genérico, segundo meu gosto particular. Não é uma resenha que me fará desistir de comprar um jogo que estou há meses esperando, pois resenhas são escritas por pessoas, baseadas em seus conceitos de "bom" ou "mal" jogo.

A propósito, o que é um bom jogo? O que é um jogo ruim? Esses conceitos são conotativos, não podem ser impostos ou baseados no gosto de alguém que eu não conheço. The Order: 1886 só será bom ou ruim quando eu jogar. Até lá, é um jogo na minha lista de espera para a degustação.

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