374 20/1/2015

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Games independentes podem estar acabando com os games B

Os desenvolvedores de games independentes têm ganhado força nos últimos anos. Com a melhora das ferramentas necessárias, bem como uma maior e mais prática disponibilidade dessas ferramentas, esses desenvolvedores têm criado games de destaque, com visuais e ideias que muitos se diferenciam das vistas em games produzidos por empresas maiores (ou pelo menos, das de hoje em dia).

Empresas como Valve e Sony e Microsoft têm estado e olho aberto a esse crescimento, facilitando a publicação desses jogos, e o público tê recebido isso muito bem, visto o crescimento das vendas desses jogos a cada ano. Mas esse crescimento pode ter gerado alguns efeitos colaterais na indústria. Pelo menos para Nathan Vella, president da Capybara Games, estúdio independente.

Em uma entrevista à Gamespot na PAX Prime desse ano, Nathan disse que o crescimento das vendas de games independentes pode ser em parte responsável pela queda na venda de games B (de empresas não independentes, mas com orçamento que não se equipara a games AAA). A razão disso seria que os games via download "em geral proporcionam uma experiência melhor por um preço menor".

Nathan disse ainda que as os jogadores hoje podem se questionar: "Por que comprar um jogo OK por $40 quando posso jogar três ou dois jogos incríveis por menos?" Quando trazemos essa situação para a nossa realidade, vemos que a discrepância nos preços é ainda menor. Games via download não sofrem com o acréscimo no preço gerado por impostos e taxas como a maioria dos games ao chegarem ao Brasil. Além disso, temos iniciativas como o Humble Indie Bundle, que facilita ainda mais a vida de jogadores hoje em dia.

Nathan continua dando o exemplo do game Bastion, um sucesso de vendas. Segundo ele, é um game "muito bem polido", e que muitas pessoas duvidariam que teria sido feito por sete "pessoas em um quarto". "Eu acho que uma dos aspectos mais animadores de hoje em dia é que times menores podem criar algo que se equipara em qualidade com algo feito por times de 300 pessoas", disse Nathan. "São games menores, e podem não ter tanto tempo [de jogo] [...] nem trazer tantos polígonos. Mas isso não importa, na minha opinião[...]. No lado dos games independentes, as oportunidades são maiores do que já foram para serem um sucesso financeiro".

Sem a necessidade de obedecer a requisitos de mercado, e com mais liberdade de usarem ideias diferentes (ou reciclar ideias antigas) os desenvolvedores desses games podem cortar gastos desnecessários, como um acréscimo talvez desnecessário de um modo multiplayer ou qualidade gráfica que compita com jogos AAA, por exemplo. Com ideias diferentes da do mercado A e B, preços menores e às vezes, durabilidade de jogo mais curto ou dinâmico que em geral demandam menos tempo (e que têm atraído pessoas com menos tempo sobrando, assim como os jogadores mais casuais), além de uma maior variedade gêneros, esses games ganham cada vez mais espaço no mercado a cada ano, e isso tende a aumentar. E isso é saudável para a indústria. Mas será que podemos ver uma mudança na postura de desenvolvedoras de médio porte dentro dos próximos anos? É esperar para ver.

No momento, a Capybara Games está produzindo os jogos Super Time Force para o Xbox 360 e o game Below, para o Xbox One

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